Category Archives: Jogos Olímpicos

Paris 2024 planeja mudança no revezamento da tocha olímpica, diz fonte
   22 de março de 2023   │     1:00  │  0

Anéis olímpicos em fachada de hotel em Paris – (Foto: Reuters)

BERLIM (Reuters) – Os portadores da tocha olímpica de Paris 2024 podem não conseguir manter suas tochas como uma lembrança dos Jogos porque os organizadores planejam reduzir o número de tochas em nome da sustentabilidade, disse uma fonte à Reuters.

Ainda não está claro quantas tochas serão produzidas para os milhares de corredores que participarão do revezamento no ano que vem, antes dos Jogos Olímpicos, que acontecerão de 26 de julho a 11 de agosto.

Mas os organizadores estão planejando mudanças no tradicional revezamento de meses em todo o país anfitrião para torná-lo mais ecológico e sustentável.

Também haverá muito menos tochas do que os vários milhares normalmente produzidos para um revezamento olímpico pelas cidades-sede, disse à Reuters a fonte próxima ao processo de planejamento do revezamento.

Os portadores da tocha dos Jogos Olímpicos, que correm algumas centenas de metros cada um com sua tocha antes de usá-la para acender a tocha do próximo corredor, geralmente podem comprar a tocha como lembrança de sua participação.

“Os organizadores estão planejando não usar tochas individuais para cada um dos corredores”, declarou a fonte. “Eles estão planejando produzir menos e as razões citadas são preocupações com a sustentabilidade.”

O revezamento no país-sede começa após a cerimônia de acendimento da tocha em Olímpia, na Grécia, sede dos Jogos da Antiguidade.

Nenhuma data foi anunciada para a cerimônia de acendimento da tocha na Grécia e o início do revezamento em abril de 2024 na França, depois que a chama chegar ao porto de Marselha, no sul.

Arivaldo Maia, Karolos Grohmann e Julien Pretot – Redação da REUTERS

Prefeita de Paris promete manter atletas de Rússia e Belarus fora das Olimpíadas
   15 de março de 2023   │     15:00  │  0

Arcos olímpicos na praça Trocadero, em Paris – (Foto: Reuters) 

PARIS (Reuters) – A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, disse que é impensável que atletas da Rússia e de Belarus possam participar das Olimpíadas de 2024 na capital francesa, acrescentando que fará tudo o que puder para evitar a participação de ambos os países.

A Ucrânia tem liderado um apelo para banir atletas russos e bielorrussos dos Jogos Olímpicos de Paris depois que o Comitê Olímpico Internacional (COI) disse em janeiro que está aberto a incluí-los como neutros.

“Não consigo imaginar que eles (COI) tomem essa decisão”, disse a prefeita ao jornal esportivo francês L’Equipe, ontem, 500 dias antes do início dos Jogos.

“Não consigo imaginar por um segundo que o COI queira deixar tal legado. Então, farei tudo o que puder para garantir que isso não aconteça.”

Atletas da Rússia e de Belarus foram banidos de muitas competições internacionais desde a invasão russa à Ucrânia.

No mês passado, Hidalgo sugeriu que os atletas russos poderiam participar dos Jogos como parte de uma equipe de refugiados estabelecida pelo COI, opondo-se à participação de atletas russos como neutros.

“Devemos agir agora. O fato de o COI ter escolhido Paris para a celebração destas Olimpíadas é um sinal muito forte porque é a capital dos direitos humanos”, acrescentou ela, na tarde de ontem, sem mencionar a ideia da equipe de refugiados.

Os organizadores das Olimpíadas, que ocorrerão de 26 de julho a 11 de agosto do ano que vem, disseram repetidamente que acatarão qualquer decisão do COI sobre a participação de atletas russos e bielorrussos.

Arivaldo Maia com Julien Pretot – Agência Reuters

Confira saldo do Flamengo depois de três negociações envolvendo Gerson, de volta ao rubro-negro
   3 de janeiro de 2023   │     15:00  │  0

Gerson foi negociado pelo Flamengo com o Olympique, da FrançaGerson foi negociado pelo Flamengo com o Olympique, da França – (Foto: Alexandre Vidal / Flamengo / Agência O Globo)

O retorno de Gerson ao Flamengo é a terceira negociação do rubro-negro envolvendo o jogador em três anos. O jogador está de saída do Olympique de Marselha (FRA) e deve chegar ao Rio de Janeiro nesta semana para realizar exames médicos e assinar novo contrato com o clube. Uma relação de idas e vindas que se mostra lucrativa para os cariocas.

Gerson estava na Fiorentina, da Itália, emprestado pela Roma, quando foi contratado pelo clube carioca pela primeira vez, em 2019. Foi pago na época cerca de 11,8 milhões de euros. O jogador rapidamente se tornou peça importante no time rubro-negro, conquistando como principais títulos a Libertadores de 2019 e o bicampeonato brasileiro, em 2019 e 2020.

O jogador, em alta no Flamengo e cada vez mais cotado para a seleção brasileira de Tite, se valorizou. Em meados de 2021, o Olympique de Marselha veio com força atrás da contratação do atleta, um pedido do então técnico da equipe, Jorge Sampaoli.

O Flamengo tentou resistir, mas havia o interesse do meia em tentar a sorte novamente no futebol europeu. Havia a ideia de que ele teria maiores chances de defender o Brasil se estivesse atuando no Velho Continente. No fim das contas, a transferência aconteceu, com os cariocas tendo que receber 25 milhões de euros.

A passagem do jogador pela Europa não foi como ele esperava. Com Jorge Sampaoli, Gerson jogou com certa regularidade. Chegou a receber algumas oportunidades na seleção brasileira, mas não encheu os olhos de Tite.

Perdendo espaço no Olympique e fora da Copa do Mundo do Catar, os direitos econômicos de Gerson perderam valor. Os franceses começaram a negociar com o Flamengo pedindo 20 milhões de euros, menos do que haviam acertado de pagar ao rubro-negro, e aceitaram baixar ainda mais esse número depois que o técnico Igor Tudor afirmou que o brasileiro não estava nos planos.

Agora recontratado pelo Flamengo, Gerson custará até 16 milhões de euros. No fim das contas, entre duas compras e uma venda, o rubro-negro ficará com um saldo negativo de quase 3 milhões de euros. Muito pouco, perto do retorno esportivo que teve nos oito títulos que o jogador conquistou pelo Flamengo. E no fato de estar trazendo um ídolo de volta para perto da torcida.

Arivaldo Maia com Redação do EXTRA

Jogos de Paris-2024 terão homens disputando Nado Artístico, revela World Aquatics
   23 de dezembro de 2022   │     12:00  │  0

Pela primeira vez na história do evento, logo será comum tanto para os Jogos Olímpicos como para os Paralímpicos
Paris 2024: logo traz elementos dos Jogos Olímpicos de 1900 e 1924, ambos sediados na capital da França (Paris 2024/Divulgação)
Paris 2024: logo traz elementos dos Jogos Olímpicos de 1900 e 1924, ambos sediados na capital da França – (Paris 2024/Divulgação)

 

O Nado Artístico que tanto empolga pelos impressionantes movimentos e sincronismo entre as equipes olímpicas vai deixar de ser exclusividade feminina. A World Aquatics revelou ontem que os homens também defenderão a modalidade, nos Jogos Olímpicos de Paris-2024.

Nada de equipes masculinas inteiras, contudo. A aprovação do Comitê Olímpico Internacional permite no máximo dois homens entre os oito atletas selecionados no evento. Ao menos 10 nações devem estar em Paris-2024.

“Os esportes aquáticos são universais e os homens provaram ser excelentes nadadores artísticos”, disse o presidente da World Aquatics, Husain Al-Musallam, em comunicado.

Os homens já competem na natação artística nos campeonatos mundiais bienais de esportes aquáticos desde 2015. Bill May e Christina Jones garantiram o ouro para os Estados Unidos no evento inaugural de dueto misto em Kazan, na Rússia.

“A inclusão de homens na natação artística olímpica já foi considerada um sonho impossível”, disse May, citando a “perseverança, a ajuda e o apoio de tantos”. No mundial de 2022 em Budapeste, o dueto misto foi vencido pelos italianos Giorgio Minisini e Lucrezia Ruggiero em uma competição de 13 nações.

“Este anúncio é um marco na história da natação artística”, afirmou Minisini, comemorando a inclusão olímpica.

Arivaldo Maia e Redação do ESTADÃO CONTEÚDO

Catar celebra o sucesso da Copa do Mundo e planeja receber Olimpíada de 2036
   22 de dezembro de 2022   │     1:00  │  0

Secretário Geral do Comitê de Organização diz que o legado do Mundial de futebol será duradouro e abre espaço para a organização de outras grandes competições esportivas.

Alvo de críticas por problemas na organização da Copa do Mundo de 2022, o Catar celebrou o clima de festa e a final eletrizante, entre Argentina e França, no Estádio Lusail. “Conseguimos uma alto nível de excelência na organização, futebol magnífico e com estádios modernos, boa estrutura e uma boa amostra do mundo árabe”, disse Hassan Al Thawadi o secretário-geral do Comitê Supremo de Entrega e Legado. “Temos um sentimento de orgulho por mostrar nossa cultura e criando amizades, que ficarão”.

Para ele, o legado do Mundial, que se encerra, vai além dos jogos emocionantes. “Fizemos reformas, o legado da Copa seguirá, mesmo depois de encerrada a Copa do Mundo”, disse. “Agora as pessoas conhecem quem são os catarianos e os árabes e isso será muito bom para o futuro do nosso país”.

Além de obras que mudaram a face do país, como o moderno sistema de metrô de Doha, novas estradas, obras de infraestrutura de saneamento e telecomunicações e investimentos em segurança, nos anos que antecederam o Mundial de 2022, o Catar reformou suas leis de proteção ao trabalho. Um dos principais avanços foi o fim da kafala (“patrocínio ou garantia” em árabe), sistema de relações trabalhistas muito comum nos países da região do Golfo Pérsico, segundo o qual um estrangeiro não pode mudar de trabalho ou ir embora do país sem a permissão de seus empregadores.

Não era incomum a retenção de passaportes e documentos para impedir mudanças de emprego. Outros avanços foram a instituição de um salário mínimo (equivalente a US$ 275) e introdução de normas de proteção de saúde. Antes de assumir compromissos com a Organização Internacional do Trabalho e com sindicatos de trabalhadores internacionais, era frequente o pagamento da jornada de trabalho por valores irrisórios (cerca a R$ 6 a hora), atrasos e até calote nos salários, por parte de empreiteiros.

Também eram problemáticas as jornadas de trabalho com duração entre 12 e 14 horas, mesmo sob temperaturas próximas dos 48°C, comuns nos meses de junho a agosto. “Essas reformas e as obras de modernização que estamos fazendo ficarão como legado”, disse Al Thawadi. Segundo ele, nos dias da Copa do Mundo, o país conseguiu reunir o mundo inteiro com suas diferentes culturas e crenças em torno do esporte. “Conseguimos transmitir uma mensagem de paz por meio do esporte”, disse.

O sucesso do Mundial faz os dirigentes catarianos desejarem alçar voos mais altos na organização de eventos mundiais, como a Olimpíada. Especula-se que Doha é forte candidata a ser sede dos Jogos Olímpicos de 2036. Perguntado sobre isso, antes de deixar a Zona Mista do Estádio Lusail, Al Thawadi não desmentiu. “Há outra pessoas ligadas ao nosso governo cuidando deste assunto.”

Arivaldo Maia com Redação do Estadão