Category Archives: Copa do Mundo

Palmeiras vence o Flamengo em jogo de sete gols e é o campeão da Supercopa de 2023
   28 de janeiro de 2023   │     22:00  │  0

Equipe paulista sai atrás, mas vira em jogo emocionante com dois de Gabriel Menino e de Raphael Veiga para conquistar o título em Brasília.

O que rolou no Mané Garrincha

Um jogaço! A primeira decisão da temporada do futebol brasileiro fez jus ao que se esperava uma final entre Palmeiras e Flamengo. Em jogo de sete gols, quem começou na frente foi a equipe carioca, com Gabigol de pênalti, mas até então a partida estava truncada. Depois, o jogo melhorou. Ainda no primeiro tempo, Raphael Veiga empatou e no fim da etapa inicial Gabriel Menino marcou um golaço de fora da área.

A etapa final começou muito movimentada. O Flamengo esteve em cima e empatou novamente com Gabigol na saída do goleiro Weverton. O Palmeiras voltou a ficar na frente com Raphael Veiga de pênalti. O Flamengo voltou a empatar, com um golaço de Pedro, de calcanhar. Mas Gabriel Menino deu números finais à partida em chute mascado e que, segundo a Central do Apito, deveria ser anulado.

Dois golaços na decisão

Foram sete gols na tarde deste sábado, sendo que dois foram incríveis. Os golaços – um de cada lado – foram marcados por Gabriel Menino (o segundo do Palmeiras, que colocou o time na frente) e Pedro (terceiro do Flamengo, para empatar).

Muitos gols e muitos cartões tambémSe os sete gols chamam a atenção, outro número alto foi o de cartões na partida. Ao todo, Wilton Pereira Sampaio teve que advertir nove pessoas. Foram cinco jogadores do Flamengo (incluindo Marinho, no banco) e um do Palmeiras. Além deles, Abel Ferreira – com um chutão no microfone – e o auxiliar dele foram expulsos com o jogo rolando. Ainda teve um cartão amarelo para Luís Miguel, assistente de Vítor Pereira, no primeiro tempo.

Duelo português

A Supercopa deste ano entre Abel Ferreira e Vítor Pereira foi a quarta vez que os dois portugueses se enfrentaram no Brasil. O detalhe é que o técnico do Palmeiras sempre saiu vencedor nas quatros partidas que enfrentou o treinador do Flamengo.

Próximos jogos

Depois da Supercopa, Palmeiras e Flamengo voltam a jogar pelos Estaduais. A equipe paulista enfrenta o Mirassol na próxima quarta-feira. Os cariocas, por sua vez, encaram o Boavista, mas depois viaja para o Marrocos para a disputa do Mundial de Clubes.

Atuações de Palmeiras 4 x 3 Flamengo

Arivaldo Maia com Redação do ge – Brasília

Ex-técnicos de Atlético-MG e de São Paulo estão na mira a seleção do México
   18 de janeiro de 2023   │     3:00  │  0

A Federação Mexicana de Futebol (FMF) está atrás de um treinador para comandar a seleção após a Copa do Mundo do Catar. Com a saída de Gerardo Martino, os nomes de ex-comandantes de Atlético-MG e São Paulo surgem como opções, apesar de o argentino Marcelo Bielsa ser considerado o favorito.

Segundo o repórter David Faitelson, da ESPN México, os nomes de Antonio “Turco” Mohamed, que deixou o Atlético-MG no meio de 2021, é uma das opções.

A outra é Juan Carlos Osorio, que teve boa passagem pelo São Paulo em 2016. No entanto, Bielsa é tido como o plano A da Federação Mexicana.

A seleção busca fazer bonito na Copa do Mundo de 2026, que será co-organizado com os Estados Unidos e Canadá em 2026. Além de disputar a Liga das Nações da CONCACAF em março e a Copa Ouro.

Arivaldo Maia com Redação do EXTRA

De olho na Copa de 2030, Arábia Saudita segue os passos do Catar com projeto ambicioso
   16 de janeiro de 2023   │     3:00  │  0

O Internacional King Fahd, em Riad, é o principal estádio da Arábia Saudita e recebe, hoje, a final da Supercopa da Espanha entre Barcelona e Real MadridO Internacional King Fahd, em Riad, é o principal estádio da Arábia Saudita e recebeu ontem a final da Supercopa da Espanha entre Barcelona e Real Madrid – (Foto: Divulgação)

A máxima segundo a qual “nada se cria, tudo se copia” encontra eco na geopolítica da bola. Depois da ambiciosa empreitada do Catar que culminou na realização da primeira Copa no mundo árabe, a vizinha Arábia Saudita coloca em marcha acelerada seu projeto de usar o esporte como um verniz sobre sua imagem aos olhos do mundo — e que também envolve o desejo de sediar um Mundial, talvez já em 2030, numa jornada solo ou e em parceria com Egito e Grécia.

A prática, que nas relações internacionais foi batizada de sportswashing, não é uma invenção recente, mas parece ter encontrado pujança sem igual nas ricas e opressoras monarquias absolutistas do Oriente Médio. Prova disso é o projeto catari, que envolveu a compra do PSG e as duas transferências mais caras da História, Mbappé e Neymar, além da adesão do garoto-propaganda Messi. Somaram-se a isso a construção de vários estádios e até de uma cidade inteira.

Vizinhos do Catar fazem movimentos parecidos. O dinheiro da família real dos Emirados Árabes Unidos financia o Manchester City. E, depois de certa resistência no Reino Unido, o fundo soberano da Arábia Saudita se tornou proprietário do Newcastle. Agora, os sauditas querem expandir sua influência no esporte mais popular do planeta.

— Existe uma disputa no golfo por visibilidade internacional. Recentemente, a Arábia Saudita entrou nessa jogada — explica Andrew Traumann, professor de História das Relações Internacionais na Unicuritiba. — Devido às acusações de violação aos direitos humanos, principalmente após a morte do jornalista Jamal Khashoggi numa embaixada da Arábia Saudita na Turquia, a situação ficou bastante complicada. Aí começa o sportswashing do país.

São várias frentes. Eventos da Fórmula 1 ao futebol, passando por golfe e boxe, foram sediados por lá nos últimos anos. E outros tantos estão no calendário para os próximos, como a Copa da Ásia (2027), os Jogos de Inverno do continente (2029) e os Jogos de Verão (2034).

Agenda cheia

A menina dos olhos, porém, é o futebol, com foco, claro, na Copa do Mundo, um projeto que tem mobilizado recursos financeiros volumosos em iniciativas que vão do esporte ao urbanismo.

A contratação de Cristiano Ronaldo pelo Al-Nassr, por exemplo, custará aos cofres do clube 200 milhões de euros (R$ 1,1 bilhão) entre salários e acordos comerciais. Embora o time da capital Riad não tenha ligação direta com o governo saudita, seu presidente, Musali Al-Muammar, mantém relação de proximidade com a família real. Seduzir CR7, mesmo que em fim de carreira, significa apresentar-se como um destino viável para os amantes da bola.

Na última quarta-feira, o clube chegou a declarar que a contratação de Cristiano não implicaria em sua participação ou apoio numa candidatura saudita a sediar a Copa, o que naturalmente precisará ser confirmado na prática ao longo dos anos.

Por outro lado, outro craque, justamente Messi, já foi contratado oficialmente como embaixador do turismo no país, no ano passado, e é visto em vários comerciais e outra ações publicitárias. Não para por aí.

Neste domingo, Riad sediará um Real Madrid x Barcelona pela final da Supercopa da Espanha. Receber a competição pela terceira vez é parte de um dos grandes trunfos do regime, que paga 40 milhões de euros (R$ 220 milhões) à federação espanhola por cada edição — seis delas serão no país do golfo.

Visão para o futuro
O esporte é um braço relevante de um projeto ainda mais ambicioso, chamado Visão 2030. Trata-se de um esforço do Estado para reduzir a dependência saudita do petróleo, diversificando sua economia e promovendo uma relativa abertura.

— Há, de um lado, um incentivo ao esporte e, do outro, uma abertura política e social da região para o mundo. A Arábia Saudita quer incentivar o turismo não religioso, que tem sido sua principal fonte de renda. É mais do que pensar nos direitos humanos — aponta o economista Najad Khouri, do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (Gepom), que destaca a permissão recente para mulheres assistirem a jogos de futebol ou irem ao cinema sozinhas, por exemplo.

No campo turístico, destaca-se o projeto The Line (A Linha, em português), espécie de minicidade futurista e ecológica composta por um enorme edifício único, com apenas 200 metros de largura, mas 170 quilômetros de extensão. Até 9 milhões de pessoas poderão morar ali, quando a instalação estiver completamente concluída, o que deve levar décadas. Só The Line deverá custar ao menos 1 trilhão de dólares (R$ 5,1 trilhões) aos cofres sauditas. O prédio faz parte de um projeto ainda maior, chamado NEOM, que resultará na criação de uma megalópole turística e tecnológica perto da fronteira com a Jordânia.

Os especialistas divergem quanto aos frutos colhidos pelos cataris após o Mundial de 2022, já que os problemas do país foram examinados com uma lupa. Mas é inegável que o Catar soube suavizar fatores externos: venceu a batalha com a cervejaria que patrocinava o evento e proibiu a venda do produto nos estádios; viu as manifestações de cunho político e progressista minguarem ao longo da competição; e, de quebra, sediou uma final épica protagonizada pelos mesmos Messi e Mbappé que brilham no Paris Saint-Germain do qual é dono. O desafio saudita é mais duro, porque se trata de um país ainda mais radical nos costumes. Mas a candidatura ao Mundial, para 2030 ou mais à frente, revela um objetivo claro a ser tenazmente perseguido.

Arivaldo Maia com João Pedro Fonseca, Leonardo Nogueira e Vitor Seta – Redação do EXTRA

Seleção de Marrocos é condecorada pelo monarca do país com medalhas reais após quarto lugar na Copa
   22 de dezembro de 2022   │     23:00  │  0

Rei de Marrocos (centro) recebe seleção no Palácio Real

Rei de Marrocos (centro) recebe seleção no Palácio Real –  (Foto: Divulgação)

O quarto lugar na Copa do Mundo do Catar, melhor posição obtida por países árabes e africanos no torneio, é motivo de orgulho nacional para Marrocos. Nesta segunda-feira, a seleção voltou para casa e foi recebida com festa nas ruas, mas também dentro do Palácio Real. O Rei Mohammed VI recebeu a delegação e condecorou atletas e dirigentes com a medalha Ouissam Al Arch.

A solenidade contou também com a presença das mães dos jogadores, reforçando a imagem da força dos laços familiares que os atletas demonstraram no Catar, quando celebraram suas vitórias com as mães.

O técnico Walid Regragui e o presidente da Federação Marroquina de Futebol também foram condecorados, e receberam a medalha Ouissam Al Arch da 2ª classe.

Os jogadores receberam a medalha da 3ª classe, e o Rei deu instruções para que os outros integrantes da delegação, como auxiliares técnicos e médicos, também recebam a homenagem.

Arivaldo Maia com Redação do EXTRA

Quanto ganhou a seleção Argentina na Copa do Mundo 2022 no Catar?
   20 de dezembro de 2022   │     12:30  │  0

Lionel Messi beija a Copa do Mundo ao receber o prêmio de melhor jogador do torneio

Lionel Messi beija a Copa do Mundo ao receber o prêmio de melhor jogador do torneio

(Foto: DW / Deutsche Welle)

Até os times eliminados na primeira fase recebem prêmio em dinheiro pago pela Fifa e seus patrocinadores.

Argentina, vai ganhar um prêmio em dinheiro de US$ 42 milhões (cerca de R$ 225 milhões) – aumento de 20% em relação aos US$ 38 milhões recebidos pela delegação francesa em 2018, campeã na Rússia em 2018.

Este é o grande prêmio, claro. Mas ninguém sai de mãos abanando. Até mesmo os times eliminados na primeira fase, a de grupos, recebem um prêmio em dinheiro. Aos últimos lugares, a quantia dada será de US$ 9 milhões.

O valor aumentou na medida em que os times avançaram na competição, chegando aos US$ 42 milhões do vencedor, passando por US$ 30 milhões do vice e US$ 27 milhões da terceira colocada Croácia. Quem chegou nas semifinais recebeu US$ 25 milhões.
Quanto receberam as seleções da Copa da Fifa no Catar?

Campeão: US$ 42 milhões (R$ 225 mi)
Vice: US$ 30 milhões (R$ 160 mi)
Terceiro colocado: US$ 27 milhões (R$ 144 mi)
Quarto colocado: US$ 25 milhões (R$ 133 mi)
Quartas de final: US$ 17 milhões (R$ 90 mi)
Oitavas de final: US$ 13 milhões (R$ 70 mi)
Fase de grupos: US$ 9 milhões (R$ 48 mi)

Ao todo, a Fifa pagou US$ 440 milhões para os participantes da Copa do Mundo do Catar, 10% a mais que o valor da Copa da Rússia, em 2018, que distribuiu US$ 400 milhões em prêmios.

Nenhum jogador recebe o dinheiro diretamente da Fifa. Em vez disso, o montante é entregue para as confederações nacionais, como a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e eles decidem o rateio, que normalmente inclui jogadores e equipe técnica.

O Valor Investe contactou a CBF para saber o percentual de cada membro da delegação, mas não teve retorno até a publicação desta matéria.

A quantia pode parecer alta para nós, meros mortais, mas para um mundo de jogadores milionários pode nem ser tanto dinheiro assim. Há um debate sobre o risco-retorno de participar da Copa do Mundo.

Nos clubes, principalmente nos europeus, os jogadores têm contratos milionários, ganhando muito além do valor que teriam como vencedores da Copa. Durante o torneio, eles correm risco de se lesionar.

E no mundo do esporte, uma lesão pode significar um tempo fora da temporada, perdas de contrato e até mesmo uma aposentadoria precoce, a depender do grau.

Mas existe outras variáveis no cálculo, que são os ganhos indiretos de quem participa da Copa.

É uma maneira de aparecer, tentar valorizar o passe e ainda conseguir frutíferos contratos publicitários com marcas no mundo todo.

Arivaldo Maia, Isabel Filgueiras e Valor Investe – Redação do ge – São Paulo