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Felipe Feijó comentou casos de manipulação de resultados no futebol — (Foto: Augusto Oliveira/ASCOM CSA)
Felipe Feijó comenta denúncias que afetam o futebol brasileiro e pede punição aos infratores.
O esquema de manipulação de resultados investigado pelo Ministério Público de Goiás, através da Operação Penalidade Máxima, repercute pelo Brasil. Em Alagoas, o presidente da Federação Alagoana de Futebol, Felipe Feijó, comentou o assunto e revelou ao ge que uma competição no estado, a Copa Alagoas, passa por investigação.
– Recentemente, aconteceram alguns jogos que despertaram alertas e a gente remeteu para todos os órgãos competentes. Sejam eles do posto de vista administrativo, que é o TJD, seja Polícia Civil ou Ministério Público, tudo o que gerou qualquer tipo de suspeição a gente encaminhou para quem é de direito pra que seja apurado e, se houver necessidade, que seja punido.
“A gente não vai ser permissivo com esse tipo de situação, e Alagoas não vai ser um ambiente fértil pra que esse negócio se prolifere.”
Feijó apontou onde podem ter acontecido fraudes durante as partidas.
– O que a gente tem são alguns alertas de jogos na Copa Alagoas e esses jogos a gente fez os devidos encaminhamentos. Os desdobramentos da investigação ficam com a polícia. Teve uma anormalidade e a federação encaminhou as informações para que sejam apuradas e investigadas.
O presidente da FAF disse ainda de que forma a federação trabalha para coibir a prática criminosa.
– Nós fomos uma das primeiras federações do Brasil a assinar um contrato com a sportradar pra poder monitorar a questão das possíveis manipulações de resultados aqui no nosso estado. Essa preocupação é algo que a gente já vem tem tendo há algum tempo. A gente tem um contrato assinado há cerca de cinco anos e, até então, não tinha nenhum jogo que havia despertado os alertas de possíveis manipulações – explicou o dirigente, acrescentando:
– Nesse ano, a gente iniciou o movimento chamado Jogando Limpo pra poder conversar com a turma, a federação está trabalhando para desenvolver uma cartilha e uma palestra para os atletas. A gente conversa bastante com os presidentes de clubes, tem alertado sempre com relação a isso.
Sobre as investigações no país, Felipe Feijó falou de que forma vê a situação.
– É triste ver a proporção que esse negócio tá tomando. Mas, em contrapartida, talvez, seja um mal que a gente precisa passar. Aparentemente, pelo que a gente viu aí, o negócio estava de um jeito que as pessoas não tinham mais pudor, mais medo nenhum, um sentimento de impunidade gigante e já tava, aparentemente, se tornando uma prática normal. Já estava tratando como se fosse algo que fizesse parte do jogo, e isso não pode de maneira alguma – analisou Feijó, pedindo punição para os envolvidos.
– E se porventura for preciso sangrar agora pra passar isso a limpo, punir quem tiver que punir pra deixar o recado, infelizmente, a gente vai ter que passar. Eu espero que as coisas evoluam, se apure e se puna quem tiver que ser punido. Essas pessoas não merecem fazer parte do esporte.
Arivaldo Maia e Denison Roma – Redação do ge – Alagoas