Flamengo se reapresentou ontem com mais saídas que chegadas e braçadeira vaga de capitão
   9 de janeiro de 2024   │     20:00  │  0

 

De La Cruz é o único reforço contratado pelo Flamengo até aqui — Foto: Divulgação/Flamengo

De La Cruz é o único reforço contratado pelo Flamengo até aqui — (oto: Divulgação/Flamengo)

Ainda sem De La Cruz, Rubro-Negro inicia primeira parte da pré-temporada no luxuoso Ninho do Urubu.

Por enquanto, o grupo à disposição do técnico Tite tem mais saídas do que chegadas. Além de Filipe Luís, que se aposentou, Rodrigo Caio não teve o contrato renovado; Everton Ribeiro se transferiu para o Bahia; e o atacante Pedrinho, que estourou a idade da base e já vinha frequentando o profissional, foi para o North Texas, dos Estados Unidos. Outra saída próxima de ser sacramentada é a do goleiro Santos para o Fortaleza, que já tem acordo para comprá-lo por cerca de R$ 7 milhões.

Em 2024, o Flamengo terá quatro competições para disputar: Carioca, Copa do Brasil, Libertadores e Brasileirão.

Maior contratação desta janela no futebol brasileiro (o Flamengo pagou ao River Plate R$ 77,7 milhões), De La Cruz é o único reforço contratado até aqui, mas ele não esteve na reapresentação do elenco porque tem chegada prevista ao Rio de Janneiro nesta terça. Outros dois jogadores retornam de empréstimo: Matheus Gonçalves, que deve fazer parte do plantel principal, e Thiaguinho, que ficará com o grupo alternativo para o início do Carioca e não irá para os Estados Unidos.

A diretoria rubro-negra segue se movimentando no mercado para suprir as carências do elenco. As prioridades são: um zagueiro, um lateral-esquerdo, um meia e um ponta-direita. O clube tem negociações abertas com Léo Ortiz e Juninho Capixaba, do Bragantino; Matias Viña, da Roma, da Itália; Evander, do Portland Timbers, dos Estados Unidos; e Luiz Henrique, do Betis, da Espanha. Mas todas estão travadas no momento.

Braçadeira vaga de capitão

Com a saída de Everton Ribeiro, o Flamengo perdeu o seu último capitão fixo da trinca formada por ele, Diego Ribas e Diego Alves desde 2019. Do atual elenco, Gabigol, Bruno Henrique, Gerson, Arrascaeta e David Luiz já foram capitães e surgem como opção para a braçadeira. Em sua última entrevista no clube, Ribeiro também incluiu Pablo entre os perfis de liderança para sua sucessão:

– Tem o Gerson, que voltou mais maduro, com cabeça de líder da equipe, que tem que botar isso para fora e já vem fazendo isso com maestria. O próprio Arrasca, que não é muito de falar, mas foi um líder muito importante para a gente esse ano. Tem o Gabi, que já tem a experiência, o próprio Bruno Henrique, o Pablo, que também tem uma liderança muito forte com a gente. Acredito que a equipe está preparado para seguir forte, disputando os títulos. Liderança não vai faltar. Tem o professor também que sabe ser um grande líder. Flamengo tem tudo para continuar conquistando e brigando onde é o lugar dele, que é assim lá em cima dos campeonatos – afirmou.

Outra opção de Tite é fazer uma espécie de “rodízio de capitães”, algo que ele já fez no comando da seleção brasileira: o técnico teve 16 capitães diferentes ao longo de seis anos no cargo. A estratégia, que ele também chegou a utilizar no Corinthians, tem como objetivo compartilhar a responsabilidade entre todo o grupo. O primeiro ciclo do treinador na Seleção foi de resultados favoráveis e futebol vistoso, e o rodízio da braçadeira era apontado na época como um dos fatores para o sucesso.

Nos 12 primeiros jogos de Tite no Flamengo, o técnico teve cinco capitães diferentes: Everton Ribeiro, Bruno Henrique, Gerson, Arrascaeta e Filipe Luís. Com cinco partidas, Gerson foi quem usou mais vezes a braçadeira: contra Grêmio, Palmeiras, Fluminense, Bragantino e São Paulo. O segundo que mais utilizou foi Bruno Henrique, com quatro duelos: diante de Vasco, Santos, América-MG e Atlético-MG.

Bruno Henrique e Gerson são os que mais usaram a braçadeira com Tite — Foto: André Durão

Bruno Henrique e Gerson são os que mais usaram a braçadeira com Tite — (Foto: André Durão)

Arivaldo Maia, Letícia Marques e Thiago Lima – Redação do ge – Rio de Janeiro