Lamentável: histórico CT do CSA, Mutange fica perto da mina que pode colapsar em Maceió
   3 de dezembro de 2023   │     9:00  │  0

CT Gustavo Paiva, no Mutange, está na área que pode colapsar em Maceió — Foto: Eduardo Bruno/Arquivo Pessoal

CT Gustavo Paiva, no Mutange, está na área que pode colapsar em Maceió — (Foto: Eduardo Bruno/Arquivo Pessoal)

Clube deixou o bairro em março de 2020 e recebeu indenização de R$ 31,8 milhões.

O Centro de Treinamento Gustavo Paiva, que pertencia ao CSA, está no centro das atenções em Maceió em razão do risco iminente do colapso na mina 18 da Braskem, localizada no bairro do Mutange. Existe a possibilidade de o desabamento afetar ainda outras duas minas, formando uma cratera em que caberia um estádio de futebol.

VALE A PENA RECORDAR

Fundado em 22 de novembro de 1922, o Estádio do Mutange acompanhou o crescimento do CSA e do futebol alagoano. Lá, o clube teve momentos marcantes, conquistou títulos, chegou a fazer um jogo internacional contra o Vélez Sarsfield, da Argentina, e revelou craques como Dida e Peu, que se destacaram também no Flamengo.

O CSA encerrou as atividades com os jogadores no Mutange em dia 16 de março de 2020. O atacante Alecsandro (ex-Vasco) foi, inclusive, o último atleta a participar uma coletiva de imprensa no CT. No dia seguinte, o clube anunciou a paralisação por causa da pandemia de Covid e, depois, fez a mudança para o CT do Nelsão. Toda parte administrativa do CSA deixou o CT Gustavo Paiva no dia 29 de março.

Três meses após a saída do Azulão, o campo do Mutange começou a ser tomado pelo mato. A área construída sofreu nos meses seguintes com a ação do tempo.

 Indenização milionária

Para deixar o Mutange, o CSA recebeu R$ 31,8 milhões de indenização da Braskem, empresa mineradora que extraiu sal-gema do bairro. O clube passou três anos no CT do Nelsão, enquanto construía sua nova casa no bairro Benedito Bentes, parte alta de Maceió.
Em junho deste ano, o CSA se mudou definitivamente para o novo CT, com toda parte administrativa, médica e de futebol.

Tremor de terra e rachaduras

Em fevereiro de 2018, surgiram as primeiras rachaduras no bairro do Pinheiro, uma delas com 280 metros de extensão. No mês seguinte, um tremor de magnitude 2,5 foi registrado e provocou danos irreversíveis nos imóveis.

No ano de 2019, foram emitidas as primeiras ordens de evacuação para moradores do Pinheiro, Mutange e Bebedouro. Com o problema se agravando, a ordem também foi ampliada para parte do Bom Parto e do Farol.

Arivaldo Maia e Leonardo Freire – Redação do ge – Alagoas