Um mês após estreia de Tite, veja quem ganhou espaço, sistemas usados e o que está em aberto no Flamengo
   23 de novembro de 2023   │     18:00  │  0

Cebolinha deu linda assistência para Arrascaeta na vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

Cebolinha deu linda assistência para Arrascaeta na vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras — (Foto: Thiago Ribeiro/AGIF)

Artilheiro no período, Pedro é o jogador mais utilizado pelo gaúcho de 62 anos; dupla de zaga, Erick Pulgar, Gerson e Arrascaeta pintam como outros titulares absolutos.

A estreia de Tite pelo Flamengo, com vitória por 2 a 0 sobre o Cruzeiro, completou um mês no domingo. Apesar do curto período, muita coisa mudou dentro de campo. O Rubro-Negro é mais organizado, sofre menos defensivamente e já tem uma cara.

Até o momento são quatro vitórias, duas fora de casa – contra Cruzeiro e Fortaleza -, uma em clássico (diante do Vasco) e a última delas, a mais elástica, sobre o principal adversário do Flamengo na atualidade, o Palmeiras. Foram ainda duas derrotas e um empate, com 12 gols marcados e seis sofridos.

O ge separou esse recorte de sete partidas distribuídas em 31 dias em três itens: “quem ganhou mais espaço”, “qual sistema foi mais utilizado” e “vagas em aberto”.

Quem ganhou mais espaço

Sem dúvida os dois jogadores que saíram da sombra a partir da chegada de Tite foram os pontas Everton Cebolinha e Luiz Araújo.
Destaque com o treinador na conquista da Copa América de 2019, pela seleção brasileira, Cebolinha foi utilizado nas sete partidas. Começou como reserva nos dois primeiros jogos e foi titular na terceira por conta de um desgaste de Bruno Henrique. Deu conta do recado e abriu o placar. Quando saiu, o time caiu de rendimento e sofreu a virada.

O bom momento fez Tite escolher Everton Cebolinha e deixar o ídolo Bruno Henrique no banco nas últimas três partidas. Até o momento o camisa 11 foi titular quatro vezes com o gaúcho.
Luiz Araújo também vem numa crescente. Da mesma forma que Cebolinha, foi reserva em seus dois primeiros jogos, mas depois não saiu mais da equipe. Fez gols contra Grêmio e Fortaleza e deu maior intensidade e combatividade ao Flamengo. Até o momento são quatro jogos como titular e três na condição de reserva – não entrou contra o Cruzeiro, mas ficou no banco.

O mais utilizado

Pedro é o único jogador de linha que foi titular em todas as sete partidas de Tite. O camisa 9 aproveitou a oportunidade. Melhorou fisicamente, mostrou mais mobilidade e tornou-se figura frequente no campo de defesa para ajudar na marcação.

A movimentação o fez voltar a fazer gols com bola rolando. Dos cinco marcados sob orientação de Tite, apenas o primeiro, contra o Cruzeiro, foi de pênalti.

A espinha dorsal

Quatro jogadores só não iniciaram todos os sete jogos por conta de suspensão. São eles Fabrício Bruno, Léo Pereira, Erick Pulgar e Gerson. O quarteto foi titular por seis vezes, mesmo número de Arrascaeta, que começou no banco apenas na estreia de Tite.
Os cinco citados, ao lado de Rossi e Pedro, foram a espinha dorsal de Tite até o momento.
O que está em aberto

As laterais parecem as posições mais indefinidas até o momento. Por mais que Ayrton Lucas tenha sido titular em cinco dos sete jogos de Tite, a escalação de Filipe Luís no Fla-Flu desde o início deixou essa dúvida no ar.

Tite gosta de trabalhar com laterais construtores, e Filipe fez grande partida contra o Fortaleza, jogo em que Ayrton começou no banco em função de um quadro viral apresentado na véspera.

Do outro lado, a briga está franca. Wesley foi titular nos quatro primeiros jogos de Tite, enquanto Matheuzinho iniciou nos últimos três. O primeiro dá mais fôlego e profundidade. O outro se destaca na parte técnica e não tem deixado a desejar defensivamente, um de seus pontos de atenção.

Os sistemas utilizados

Tite começou apostando num 4-4-2, com um quadrado no meio-campo que às vezes se transformava em losango ao longo da partida. A formação tinha dois volantes (Thiago Maia e Pulgar) e dois meias (Gerson e Arrascaeta – Everton Ribeiro foi o titular na estreia).

Nos primeiros jogos, contra Cruzeiro e Vasco, Tite mostrou o que não se via há muito no Flamengo: a capacidade de mudar o jogo contra as peças que já estavam em campo. Na estreia, a troca de lado de Gerson da esquerda para a direita foi o atalho para a vitória. Diante do arquirrival, mesmo com duas substituições feitas àquela altura, a saída do Coringa da direita para a esquerda foi decisiva para a jogada que definiu o clássico.

No quarto jogo, contra o Santos, Tite se viu obrigado a mudar o sistema para o 4-3-3. Erick Pulgar, talvez o melhor jogador do Flamengo no ano, estava suspenso. Com isso, Luiz Araújo foi escalado na frente, e Gerson formou dupla de volantes com Thiago Maia. O Flamengo acabou derrotado por 2 a 1 pelo Peixe.

Diante do Fortaleza, a ausência de Gerson, suspenso pela expulsão contra o Santos, fez Tite insistir no 4-3-3. Dessa vez Maia e Pulgar formaram meio-campo ao lado de Arrascaeta. Na frente, Cebolinha, que já jogara bem contra o Grêmio, juntou-se a Luiz Araújo na missão de municiar Pedro. Deu Flamengo: 2 a 0.

O jogo também teve como pontos positivos as entradas de Matheuzinho e Filipe Luís. Wesley e Ayrton Lucas apresentaram gastroenterite e quadro viral respectivamente na véspera.

A novidade para o duelo com o Palmeiras foi Gerson como volante ao lado de Erick Pulgar e a saída de Thiago Maia. Ayrton Lucas voltou ao time titular, mas Matheuzinho seguiu. Com o trio de ataque mantido, o Flamengo sobrou, fez 3 a 0 e poderia ter goleado.

No Fla-Flu do último dia 11, o time foi praticamente o mesmo que bateu o Palmeiras. A diferença foi a troca de Ayrton Lucas por Filipe Luís. O time começou muito bem, atropelou o rival no primeiro tempo, mas cansou na etapa final e foi envolvido: 1 a 1.

Tite na estreia pelo Flamengo contra o Cruzeiro — Foto: Fernando Moreno/AGIF

Tite na estreia pelo Flamengo contra o Cruzeiro — (Foto: Fernando Moreno/AGIF)

Arivaldo Maia com Redação do ge — Rio de Janeiro