Brasileiro diretor do Al Nassr lembra convite de Mano e impacto de chegada de Cristiano Ronaldo
   5 de outubro de 2023   │     21:00  │  0

Marcelo Salazar e Cristiano Ronaldo no Al Nassr — Foto: Arquivo Pessoal

Marcelo Salazar e Cristiano Ronaldo no Al Nassr — (Foto: Arquivo Pessoal)

Pernambucano Marcelo Salazar trabalha no futebol árabe há 12 anos e também recebeu cornetagem de amigo botafoguense por contratar Luis Castro: “Vão acabar com o time”.

Cristiano Ronaldo, Sadio Mane, Otávio, Brozovic… Por trás de tantos nomes de peso contratados pelo Al Nassr, há um brasileiro. O pernambucano Marcelo Salazar é diretor executivo do clube há dois anos e tem se notabilizado pelo trabalho de conquistar estrelas para o futebol árabe. Mas sua trajetória no Oriente Médio começou bem antes da região se tornar tão atrativa pros craques internacionais.

– Estou no mundo árabe desde 2011. Tinha uma escolinha no Kuwait pra praticar, eu não queria começar sem nenhuma experiência, mas também nunca quis começar na base. Sempre tive muito claro que minha carreira ia começar no futebol profissional, e começou como preparador físico – afirmou Marcelo Salazar.

“Através disso eu recebi a grande oportunidade da minha vida. Quer dizer, as duas grandes oportunidades: primeiro o convite de (Péricles) Chamusca pra ser assistente dele, e aí foi o Chamusca que me trouxe aqui pra Arábia, e segundo o convite de Mano Menezes pra trabalhar com ele aqui no Al Nassr”, acrescentou.

De assistente técnico, Marcelo Salazar assumiu um cargo-chave fora dos campos, o de diretor executivo. E esteve envolvido, entre outras contratações do Al Nassr, na do técnico português Luis Castro, que deixou o Botafogo em julho.

– Tanto ele (Luis) quanto o staff dele foram bem recebidos na chegada, bem acolhidos e acolheram também o clube, acolheram o trabalho. Já tinham uma certa experiência aqui, já tinham passado pelo mundo árabe antes do Botafogo.

Início de tudo no futsal

Marcelo Salazar mora há 22 anos fora do Brasil, seguindo o sonho da carreira. E o começo de tudo foi como atleta no futsal pernambucano, quando foi bicampeão estadual em 1999 e 2000. Depois foi para a Europa, onde conquistou títulos na Bélgica, se naturalizou português e fez 50 jogos pela Seleção de Portugal.

Agora, é um anfitrião na Arábia Saudita, onde vive com a esposa e os dois filhos totalmente familiarizados com o país. Enquanto é peça importante na mudança do cenário do futebol mundial, equilibra a saudade de casa.

– Sinto muita saudade de Recife. Tenho muito orgulho de vir de onde eu vim, e isso é uma coisa que eu carrego sempre comigo e sempre falo por onde eu passo. Em primeiro lugar eu carrego o nome da minha família, o nome do meu pai, da minha mãe, da educação que eles me deram. Eu carrego Recife, carrego Pernambuco, carrego o Brasil, e eu sei que tudo que eu fizer vai criar nas pessoas com a imagem do que é o Brasil, do que é Pernambuco, do que é Recife.

Arivaldo Maia com Sarah Porto e Carlyle Paes Barreto – Redação do ge – Recife