Guardiola defende Barcelona em processo que investiga corrupção de juízes pelo clube espanhol
   3 de outubro de 2023   │     21:00  │  0

Treinador conquistou títulos importantes pelo clube espanhol.

O caso Negreira, que analisa uma suposta corrupção empresarial e favorecimento ao Barcelona pelo Comitê Técnico de Árbitros (CTA) da Espanha durante a direção de Victoriano Sánchez Armínio e José Maria Enríquez Negreira, de 2001 a 2018, segue dando o que falar.

O recente boicote de atos institucionais do Sevilla para com o clube catalão antes do jogo da última sexta-feira, 29, por “repulsa pelas práticas de ex-dirigentes”, ultrapassou fronteiras no velho continente e chegou ao técnico do Manchester City, Pep Guardiola, que saiu em defesa do time pelo qual era técnico na época investigada.

De acordo com o atual vencedor da Liga dos Campeões, as glórias alcançadas pelo Barcelona no período foram por mérito e por terem sido “muito melhores que os rivais”. Junto a isso, reforçou que não soube de quaisquer pagamentos do clube à árbitros de campo que pudessem ter manipulado resultados de jogos ou gerado lucro. Para ele, é preciso esperar o processo correr na justiça antes de qualquer opinião.

“Espere para ver, deixe a justiça continuar seu processo”, disse Guardiola em coletiva de imprensa. “Não vi e nem li que o Barcelona realmente pagou um árbitro para ter lucro. É por isso que quero esperar para dar minha opinião”, completou o treinador do Manchester City, na contramão do que fizeram rivais do Barcelona, como Sevilla e Real Madrid, que já se colocaram como partes prejudicadas no caso.

“Nos nossos dias, vencemos porque fomos muito melhores que os nossos rivais. E quando não estávamos, não ganhamos, mas a justiça decidirá o que realmente aconteceu”, completou Guardiola. Dos títulos mais importantes conquistados pelo técnico em seu período clube catalão, destacam-se duas Ligas dos Campeões, dois Mundiais de Clubes e três Campeonatos Espanhóis.

As denúncias do caso Negreira explodiram em março deste ano. Elas sugerem que o Barcelona teria enviado um valor global de 7,3 milhões de euros (cerca de R$ 38,89 milhões em conversão direta) a José Maria Enríquez Negreira enquanto ele cumpria suas funções no CTA. Em outras palavras, o clube teria sido ajudado pela arbitragem nesse mesmo período.

No começo do mês, a Guarda Civil da Espanha notificou que o comitê de árbitros da federação local não foi “imparcial” e que teria tido “operações irregulares” durante a administração dos dirigentes investigados. Além disso, o relatório divulgado pela entidade ressaltou o grau de influência que Negreira teve no corpo diretivo dos árbitros. De momento, não há qualquer condenação ao Barcelona no caso ou prova de manipulação em campo.

Arivaldo Maia com Redação do Estadão Conteúdo