Leila Pereira e organizada do Palmeiras ampliam briga com desentendimento sobre ingressos
   21 de setembro de 2023   │     13:30  │  0

A Mancha Alvi Verde, principal organizada ligada do Palmeiras, não terá prioridade na compra de ingressos para o primeiro duelo das semifinais da Libertadores com o Boca Juniors, em Buenos Aires, na Argentina, dia 28 deste mês.

A torcida queria acesso à compra dos ingressos com prioridade, como é feito tradicionalmente. Normalmente, a Mancha pede à diretoria que uma carga de ingressos seja reservada para determinado jogo e geralmente é atendida. Desta vez, porém, a presidente Leila Pereira decidiu suspender o repasse da carga de ingressos para as caravanas das torcidas organizadas.

As vendas aos torcedores para a partida contra o Boca na Argentina serão feitas por meio de critérios de preferência do Avanti, programa de sócio-torcedor do clube. A comercialização começará nesta quarta-feira, 20, , às 10h, e será realizada de acordo com a pontuação do rating de cada associado, classificados de zero a cinco estrelas, assim como acontece nas pré-vendas Avanti para os jogos realizados no Allianz Parque.

O valor do ingresso, definido pelo clube mandante, é de R$ 300,00. Segundo o Palmeiras, não haverá desconto de planos Avanti e nem benefício de meia-entrada. Cada torcedor terá direito a apenas um ingresso por CPF.

O sócio-torcedor deverá retirar o bilhete físico, mediante apresentação do comprovante impresso gerado no momento da compra e recebido por e-mail, nas bilheterias do Portão B do Allianz Parque entre os dias 21 e 23 de setembro, das 10h às 17h.

Serão vendidos cerca de 2 mil ingressos, mesmo número de bilhetes que poderão comprar os torcedores do Boca na partida de volta, no Allianz Parque, dia 5 de outubro, como parte do acordo de reciprocidade entre os clubes.

Mesmo sem essa prioridade na compra dos ingressos, a organizada organizou caravana com dez ônibus que sairão de São Paulo com destino a Buenos Aires para assistir à partida em La Bombonera. “A Mancha vai estar lá, com 50, 200 ou 500 pessoas.”

A organizada era aliada de Leila até o início do ano passado, quando a empresária, em seus primeiros meses na presidência do clube, rompeu com a torcida após os primeiros protestos que enfrentou. A cisão a fez pedir de volta R$ 200 mil que havia dado para o grupo levar torcedores para Abu Dabi no Mundial de Clubes.

A medida relacionada aos ingressos é mais um episódio que acirra a rivalidade entre a presidente e a organizada, ampliando a rota de colisão entre as partes. Recentemente, a presidente e patrocinadora do clube conseguiu na Justiça medida protetiva para que três líderes da Mancha fiquem distantes dela.

Arivaldo Maia com Redação do ESTADÃO CONTEÚDO