Revelado pelo CSA, Zé Preta, um dos maiores zagueiros do Brasil, reclama da falta de apoio à base em Alagoas: “Acabou”
   10 de setembro de 2023   │     9:00  │  1

Zé Preta é natural de Satuba e chegou ao CSA no início da década de 1970 — Foto: Denison Roma/Ge

O ‘Fantástico’ Zé Preta é natural de Satuba e chegou ao CSA no início da década de 1970 — (Foto: Denison Roma/Ge)

Ex-zagueiro foi tricampeão alagoano, se destacou e foi emprestado ao Atlético-MG.

A festa de 110 anos do CSA, comemorada na última quinta-feira, contou com presenças ilustres no CT Gustavo Paiva. Uma delas foi a do ex-zagueiro Zé Preta. Ele conversou com o ge e falou sobre os seus laços com o clube.

Revelado nas categorias de base do CSA, Zé lamentou a falta de política dos clubes alagoanos para valorizar os jogadores da casa.

– Acabou a base dos clubes alagoanos. A maioria dos jogadores na época, era alagoana, vinham poucos de fora. E hoje, infelizmente, o CSA, o CRB mesmo, que revela poucos, não querem mais revelar jogadores da casa – comentou Zé, acrescentando que o futebol virou um meio comercial.

“Então acabou o amor pela camisa. Os caras são profissionais, ganham R$ 60 mil, R$ 70 mil, R$ 100 mil, são profissionais, financeiramente falando, e vai ser sempre assim.”

– Hoje, infelizmente, são os empresários com muitos jogadores em baixo do braço que deixam CRB e CSA e vão para outros clubes. Os treinadores também têm seus jogadores de preferência, isso acontece aqui em Alagoas…

O ex-zagueiro, que nasceu em Satuba, disse que é muito grato por tudo que o Azulão fez por ele.

– O futebol felizmente abre uma porta, uma cancela imensa. E o pouco que eu tenho devo ao futebol, ao CSA. Foi quando eu comecei a jogar em 1971, pelo CSA, e abriu as portas. Fui para o Atlético-MG, para o Vitória, o Criciúma, e o CSA foi quem abriu essas portas. Fui muito feliz no CSA, fiz um bom trabalho e não poderia jamais deixar de vir a essa festa de 110 anos.

Tricampeão profissional pelo CSA, Zé lembrou grandes Clássicos das Multidões e apontou os adversários que deram mais trabalho dentro das quatro linhas.

– O que me abusou, eram verdadeiros duelos, foi o Joãozinho Paulista. E tinha também o Reinaldo, do Detran, muito bom também. Eram estilos diferentes dos dois: o Reinaldo era mais técnico, e o Joãozinho mais de área, tendo Roberval Davino e Silva também.

NOTA DO BLOG

Dr. José Marques da Silva – nosso Zé Preta – foi amigo e grande companheiro na UFAL, no curso superior de Agronomia.

Ainda hoje lamento não terminar o curso ao seu lado. É que tinha uma matéria de solos em Viçosa.

Na época, eu não tinha condições de me afastar de Maceió. Durante os dias de semana era funcionário do setor de publicidade da Rádio Gazeta, além de abrir sua programação diária.

Nos domingos ou nas quartas, com emoção e felicidade, narrava os jogos de Alagoas, muitos com Zé Preta arrebentando. Sua qualidade tinha o tamanho de qualquer clube do Brasil.

Assim, deixei meu querido amigo na UFAL e fui fazer e concluir Direito no CESMAC.

Zé Preta é um dos maiores jogadores, não apenas do CSA, mas, do futebol brasileiro.

CSA com Garrinhca, Dida e Zé Preta, em 1973. Em pé: Mendes, Dida, Pires, Zé Leite, ZÉ PRETA e Jaminho; agachados: Castanha (massagista), Garrincha, Dida, Giraldo, Soareste e Misso. — Foto: Museu dos Esportes, divulgação

CSA com Garrinhca, Dida e Zé Preta, em 1973. Em pé: Mendes, Dida, Pires, Zé Leite, ZÉ PRETA e Jaminho; agachados: Castanha (massagista), Garrincha, Dida, Giraldo, Soareste e Misso. — (Foto: Museu dos Esportes)

 

Arivaldo Maia e Redação do ge – Alagoas

 

 

COMENTÁRIOS
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  1. Interiorano

    Grande Zé Preta! Arivaldo, que timaço esse aí! E o nosso grande Garrincha? Jogou no CSA, ou, foi num amistoso? Nessa época, eu era um adolescente na nossa querida Palmeira dos Índios! Abraços Tricolorido amigo!

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