Bastidores: corte de Antony tem ligação de Diniz e nova tática “anticrise” da CBF
   6 de setembro de 2023   │     1:00  │  0

Antony durante treino da seleção brasileira no Catar — Foto: Lucas Figueiredo/CBF

Antony durante treino da seleção brasileira no Catar — (Foto: Lucas Figueiredo/CBF)

Entidade fará monitoramento de “temas sensíveis” envolvendo atletas da Seleção para evitar episódios como o do atacante e de Paquetá. Técnico faz contato para comunicá-lo de decisão.

Ligações para humanizar o processo, repetição de critério do caso Paquetá e definição de um novo padrão pré-convocações. O corte de Antony movimentou o primeiro dia de data Fifa da seleção brasileira em Belém e estabeleceu um monitoramento profundo da CBF em possíveis problemas particulares dos jogadores para evitar que episódios desta natureza se repitam.

A partir das próximas datas Fifa, as listas largas com 36 jogadores pré-convocados serão submetidas a avaliação da entidade para comprovação de que nenhum atleta está envolvido com problemas extracampo.

A decisão se deu após Fernando Diniz se ver obrigado a tirar Lucas Paquetá minutos antes da divulgação por conta de denúncia sobre irregularidades de apostas e agora o corte de Antony após divulgação de mensagens com ameaças do atleta à ex-namorada Gabriela Cavallin, que o acusa de agressões físicas.

Desde a divulgação de provas que fazem parte do processo na manhã de segunda-feira, o tema entrou em discussão nos bastidores da CBF. Havia uma preocupação em evitar que a desconvocação do jogador do Manchester United ferisse a presunção de inocência. Por outro lado, correntes entendiam que era preciso manter a coerência com a decisão a respeito de Lucas Paquetá.

Sem um coordenador técnico no Pará — cargo que ainda não há definição da CBF sobre sua continuidade —, coube a Diniz conduzir o processo em contato direto com o presidente Ednaldo Rodrigues, que estava em São Paulo. A todo instante, o treinador demonstrou a preocupação em evitar um pré-julgamento, mas passou para a entidade a percepção de que a continuidade de Antony seria prejudicial ao próprio atleta e também para o ambiente da Seleção diante dos questionamentos que seriam constantes.

A conclusão das partes foi de que a situação se tornou insustentável e a permanência seria danosa para todos os envolvidos e que o momento é para que Antony tenha tranquilidade para conduzir suas questões com a justiça — mesmo argumento utilizado em coletiva ao tratar a situação de Lucas Paquetá.

Arivaldo Maia, Cahê Mota e Eric Faria — Belém, Pará