Patrícia Amorim condena ida de flamenguistas ao Sambódromo
   16 de fevereiro de 2010   │     0:01  │  0

AO LADO DE ANDRADE, PATRÍCIA AMORIM CONDENOU JOGADORES 'BALADEIROS'
AO LADO DE ANDRADE, PATRÍCIA AMORIM CONDENOU JOGADORES ‘BALADEIROS’

Sem alterar o tom de voz, a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, foi direta e condenou a ida de jogadores do clube ao Sambódromo, em dias que antecedem a decisiva partida pela semifinal do Campeonato Carioca, amanhã, contra o Botafogo. No entanto, a dirigente destacou que proibir a presença dos atletas na passagem escolas de samba do Grupo Especial, domingo e segunda, seria pior.

“Particularmente, como ex-atleta, eu não iria, descansaria. Se eles se garantem, tudo bem. Mas saibam que vão ser cobrados”, frisou a presidente do time rubro-negro, ex-nadadora olímpica.

Patrícia ponderou que a ida de jogadores ao Sambódromo pode até não ser prejudicial, desde que tenham discernimento e se comportem. Sem exageros, acredita que o cansaço não se refletirá em campo. No Flamengo, vários jogadores e até o técnico Andrade revelaram que vão à Sapucaí. Alguns irão para um camarote, outros, como o meia Petkovic e o atacante Vágner Love, prometeram sair pela Portela e Mocidade Independente de Padre Miguel, respectivamente.

E até pela quantidade de integrantes do clube na Sapucaí é que Patrícia endureceu o discurso. Lembrou o principal compromisso de todos que atuam pelo clube.

“No Flamengo, o maior compromisso é com a vitória e disso nem eu e nem a torcida vamos abrir mão. São profissionais, recebem muito bem para isso e os salários estão em dia”, afirmou a presidente.

Em seguida, Patrícia observou que partir para o radicalismo e proibir a presença dos atletas no Carnaval do Rio seria uma medida pouco eficaz. Para ela, todos dariam um jeito de burlá-la. “É difícil segurar. Jogo na Quarta-feira de Cinzas… Não adianta proibir porque eles acabam vindo escondidos”, disse Patrícia.

A presença de jogadores na Sapucaí é uma tradição e nunca houve problemas. O episódio ganhou destaque quando jogos decisivos do Carioca passaram a ser disputados no Carnaval.

 

 

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