
- Ao contrário de Luxemburgo, no Mengão, Felipão manda de verdade no Palmeiras
Enquanto Vanderlei Luxemburgo perde a queda de braço contra a diretoria do Flamengo, Luiz Felipe Scolari parece cada vez mais forte no Palmeiras, muitas vezes passando a impressão de que manda no clube até mais do que o presidente Arnaldo Tirone. Tanto que até o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo, um dos maiores aliados do presidente, está com os dias contados por não se dar bem com o treinador.
Com o intuito de tentar levar um pouco de paz para o futebol, Tirone deve mandar Frizzo para outro departamento no clube. Tudo para Felipão não continuar batendo na diretoria, principalmente por meio de suas entrevistas bombásticas. Enquanto isso, Luxemburgo cai exatamente por bater de frente demais com os dirigentes.
Os dois treinadores têm em comum a idolatria das torcidas. Até por isso, aproveitaram para “forçar a barra” em alguns momentos. A diferença é que Felipão conta com mais apoio nos bastidores do que Luxemburgo. Tanto que, embora ainda não tenha feito uma grande campanha desde que voltou ao Palmeiras, em julho de 2010, em momento algum cogitou-se sua saída.
Pelo contrário, Felipão chegou a pedir demissão duas vezes, mas Tirone recusou e disse que só o deixaria sair se pagasse a multa (R$ 2 milhões). O treinador deu um contrato assinado para o dirigente deixando claro que não existiria multa alguma, algo que também não foi aceito pelo presidente.
Felipão tem contrato até o fim do ano e ainda não definiu seu futuro, mas só deve sair do Palmeiras se quiser. O fato é que muitos conselheiros e diretores amigos de Tirone entendem que o ideal é manter o treinador pelo fato de ele ser um excelente para-raios de crises.
Um outro problema enfrentado por Felipão e Luxemburgo foi administrado de forma bem diferente pelas diretorias de Palmeiras e Flamengo. Tirone decidiu pela contratação do gerente de futebol, César Sampaio, que além de evitar maiores contatos entre Frizzo e Felipão ainda passou a administrar também a maioria dos problemas dos jogadores fora de campo.
Já a presidente do Flamengo, Patrícia Amorim, mandou Luxemburgo e todo o departamento de futebol embora por não se darem bem com os atletas.