Category Archives: Torcida

“Fla Qatar” se prepara para receber o Mengão
   14 de dezembro de 2019   │     17:00  │  0

Quatro dos cinco integrantes da Fla Qatar festejam título da Libertadores no quarto ornamentado que serve para reunir em dias de jogos — Foto: Arquivo pessoal

Quatro dos cinco integrantes da Fla Qatar festejam título da Libertadores no quarto ornamentado que serve para reunir em dias de jogos  (Foto: Arquivo pessoal)

Dentre milhões espalhados pelo Brasil e pelo mundo, eles são cinco. Brasileiros, torcedores do Flamengo e que moram em Doha, capital do Qatar que nos próximos dias se tornará a meca do futebol. Depois de roerem o osso tendo que acompanhar a atual fase de ouro do time de coração a milhares de quilômetros de distância, pelo laptop, celular e no meio da madrugada reunidos num quarto, é hora do auge da longínqua torcida acompanhar de perto o Rubro-Negro. E justo no Mundial.

Responsável pelo consulado “Fla Qatar” – reconhecido oficialmente pelo clube recentemente, e que não é tido como embaixada pelo baixo número de integrantes – Marcos Dunlop vive dias movimentados antes da invasão rubro-negra a Doha.

– Tenho recebido muito e-mail perguntando dicas sobre o país, cidade, onde ficar. Preparei lista de hotéis para galera, e costumes do país. Recebi e-mails de um brasileiro e rubro-negro que mora no Vietnã, outro da Escócia, eles vêm para o Mundial. Também tem um grupo de WhatsApp. Começou com o amigo, amigo do amigo e já tem 200 torcedores. Trocamos dicas, mando coisas daqui – afirma Dunlop.

Antes de voltar a acompanhar o time no estádio para curar uma lacuna emocional, a “Fla Qatar” faz malabarismo para seguir, mesmo que a 11,5 mil quilômetros de distância, o time de coração.

– Acompanhamos alguns jogos do Brasileiro pelo laptop, celular, a FLATV para fora do Brasil passa só a imagem. A Libertadores tem o BeIN, canal de esportes da Al Jazeera (TV local). Aí conseguimos ver pela televisão. Mas tem a questão do fuso que atrapalha (em Doha são seis horas a mais em relação ao horário de Brasília). A semifinal contra o Grêmio foi assim, começou às 3h30 daqui e depois fomos direto trabalhar – recorda.

Marcos Dunlop está há três meses em Doha a trabalho. Aos 38 anos, lembra que nasceu em um ano vitorioso para o Flamengo.

– Nasci em janeiro de 81, ano do primeiro título mundial, e de repente vou ver o segundo de perto. Se Zico quiser – sonha, usando o eterno camisa 10 da Gávea na expressão original de “se Deus quiser”.

A “Fla Qatar” já até teve mais componentes, mas que já não estão mais no país. Restaram cinco oficiais, que se juntarão aos milhares que já começam a se deslocar para a capital do Catar (embora o país seja escrito com a letra “Q” na língua inglesa, no português é com “C”), e não somente saindo do Brasil.

O ponto de encontro de torcedores do Flamengo será no Belgian Café Doha, que apesar do nome funciona como bar-restaurante, com direito a cerveja. A “Fla Qatar” marcará presença. Terá esquenta antes da semifinal do dia 17. Caso o time avance, também na final.

Um rubro-negro no deserto: Marcos - com o nome de um dos filhos na camisa, é responsável pela "Fla Qatar" — Foto: Arquivo pessoal

Um rubro-negro no deserto: Marcos – com o nome de um dos filhos na camisa, é responsável pela “Fla Qatar”  (Foto: Arquivo pessoal)

Blog com Globo Esporte

Casos de racismo crescem no esporte brasileiro
   2 de dezembro de 2019   │     15:00  │  0

Depois que foi chamado de “macaco” pelos irmãos Adrierre e Natan Siqueira da Silva e recebeu uma cusparada no rosto, o segurança Fábio Coutinho não queria contar para ninguém. O vigilante temeu que não acreditassem na sua versão, pois não sabia que a agressão havia sido filmada. Hoje, ele fala sobre o tema por acreditar que está no meio de uma causa coletiva, que casos de injúria racial continuam a acontecer, mas evita ver o vídeo do dia 10 de novembro feito nas arquibancadas do Mineirão.

As dificuldades de Fábio estão mesmo inseridas em um contexto mais amplo: o aumento dos casos de injúria racial no esporte brasileiro em 2019. O Observatório da Discriminação Racial, entidade dedicada a pesquisar e discutir o tema, registrou 47 casos no País até novembro. O número representa um crescimento de 6,8% em relação ao ano passado, quando foram registradas 44 ocorrências.

Os casos de 2019 representam a maior marca nos últimos cinco anos. “Um dos maiores erros é enxergar cada caso como uma novidade. Todos estão inseridos em um contexto que exige preocupação e atitude”, explica Marcelo Carvalho, diretor executivo do Observatório.

Para os especialistas, a questão está ligada a problemas estruturais da sociedade brasileira. O sociólogo Rogério Baptistini Mendes, da Universidade Mackenzie, opina que os episódios nos estádios de futebol reproduzem o processo de exclusão do negro na sociedade por conta da escravidão. Nos momentos de tensão social frequentes nos estádios, quando as pessoas são colocadas como torcedoras de times diferentes, a exclusão ressurge. “A abolição da escravatura foi insuficiente para inserir o negro na vida social. O que nós imaginávamos que estivesse sendo mitigado com o avanço da educação e a melhoria das condições econômicas e políticas voltou à tona com a polarização da vida social nos últimos anos”, conceitua.

Roger Machado, um dos dois técnicos negros da Série A do Campeonato Brasileiro, concorda. “Se não há preconceito no Brasil, por que os negros têm o nível de escolaridade menor que o dos brancos? Por que a população carcerária, 70% dela é negra? Se não há preconceito, qual a resposta? Para mim, nós vivemos um preconceito estrutural”, opinou o treinador.

Para Marcel Tonini, pesquisador da USP, vários fatores explicam o aumento dos casos. “Os jogadores parecem estar um pouco mais encorajados a denunciar, seja por autoconsciência, seja por influência de atletas internacionais; segundo, a imprensa tem tratado o tema com mais recorrência e profundidade; terceiro, talvez, pelas ações do Observatório e por clubes nas redes sociais.”

O historiador Amailton Azevedo defende punições mais efetivas. “Não basta exibir faixas com dizeres ‘Diga não ao racismo’. É urgente uma política que puna os clubes. Os torcedores racistas devem ser banidos e o patrocínio das empresas pode ser cortado para os clubes que não adotarem medidas contra racistas”, sugere.

No caso de Fábio, o Atlético foi multado em R$ 130 mil. Os torcedores foram expulsos do quadro de sócios-torcedores. Um deles responde por crime de injúria racial, com pena de 1 a 3 anos e multa.

Blog com ISTOÉ

Torcida do Palmeiras: ‘Maurício banana’ e ‘Mattos Ladrão’
   28 de novembro de 2019   │     0:02  │  0

Organizada do Palmeiras colocou foto de Galiotte em banana (Foto: Divulgação/Twitter)

A pressão da torcida do Palmeiras só aumenta com o fim melancólico da temporada da equipe, que não levantou nenhuma taça em 2019. Na madrugada da última terça-feira, a Mancha Alviverde, principal organizada do clube, protestou em frente à empresa que tem Maurício Galiotte como sócio, em Barueri.

O local recebeu centenas de cachos de bananas. Todas as frutas foram adesivadas com uma fotografia do presidente do Verdão. Além disso, faixas com os dizeres “Maurício banana” e “Mattos ladrão” foram penduradas do lado de fora.

Alexandre Mattos, diretor de futebol do Palmeiras, enfrenta grande oposição da organizada. Em todos os jogos, um grupo da torcida utiliza camisetas com “Fora Mattos”. Eles acusam o dirigente de tirar vantagem financeira nas negociações de atletas e já foram até a casa dele para protestar.

Apesar da pressão, Mattos declarou que continua no clube na próxima temporada. O diretor tem contrato até o final de 2021.

Na derrota para o Grêmio, a torcida mostrou que acabou a paciência e xingou o elenco, chamando o time de “vergonha”.

Blog com Esportes Band

Homenagem ao Gabigol: Bebê recebe o nome de Gabriel
   26 de novembro de 2019   │     0:03  │  0

Pamela Marques, torcedora do Flamengo, fez homenagem a Gabigol

Pamela Marques, torcedora do Flamengo, fez homenagem a Gabigol (Foto: Daniel Castelo Branco)

A vitória épica do Flamengo no bicampeonato da Libertadores não ficará marcada somente na história: um bebê, nascido no dia da partida da final, recebeu o nome do salvador rubro-negro, Gabriel. “Ele iria se chamar Miguel, mas após o jogo resolvemos mudar o nome em homenagem ao Gabigol”, contou a mãe, Pâmela Marques, de 35 anos, que assim como o pai da criança é rubro-negra.

Ela assistiu ao jogo entre Flamengo e River Plate já com Gabriel Marques Pires em seus braços, no Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro do Rio. Horas antes tinha passado por uma cesariana.

O pai, Luciano Pires, 45 anos, gerente operacional, falou a respeito do sentimento que está vivendo. “Tenho outros dois filhos, Rafael e Daniel, que são flamenguistas e têm o Gabigol como ídolo. Quando o Flamengo ganhou o primeiro mundial eu tinha sete anos. Agora, com 45 anos, sou pai novamente e no mesmo dia de mais uma Libertadores. Estou muito feliz”, contou.

Gabriel nasceu com 3,410 kg, 50 centímetros e recebeu alta ontem com a mãe para a sua casa, no bairro Jardim América, Zona Norte, em clima de festa: nas ruas do centro do Rio os torcedores do Flamengo prestigiavam o desfile do time com a taça.

Blog com O DIA

Organizada do Santos repudia presença de Bolsonaro na Vila
   16 de novembro de 2019   │     0:02  │  0

Hashtag #BolsonaroNaVilaNão chegou a ser o assunto mais comentado no Twitter (Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo)

A Torcida Jovem do Santos, principal organizada do clube, divulgou uma nota repudiando a possível presença do presidente Jair Bolsonaro na Vila Belmiro, neste sábado. O presidente planeja acompanhar no clássico entre Santos e São Paulo pelo Brasileirão.

A organizada considera a visita de Bolsonaro como “palanque político” e reforça que os posicionamentos ideológicos do presidente são incompatíveis com a pluralidade da torcida santista.

“Repudiamos o palanque político que essa visita significa e reforçamos que os posicionamentos ideológicos de Bolsonaro são incompatíveis com a pluralidade social, racial, étnica e cultural da torcida santista”, diz um trecho da nota.

Na quarta-feira, a hashtag #BolsonaroNaVilaNão chegou a ser o assunto mais comentado no Twitter.

Palmeirense declarado e fã de futebol, Bolsonaro já marcou presença em outros estádios pelo Brasil. Recentemente, ele até fez uma “profecia” e disse que Gabigol fará o gol do título do Flamengo na Libertadores.

Blog com Esportes Band