Category Archives: Futebol

TV Globo não transmitirá mais o Campeonato Carioca
   2 de julho de 2020   │     17:15  │  0

Através de um comunicado oficial de seu setor de comunicação, a Rede Globo anunciou, nesta quinta-feira, que não vai mais transmitir o Campeonato Carioca. A emissora rescindiu o contrato que mantinha com a Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) e com os clubes, mas manterá os pagamentos desta temporada.

“No entendimento da Globo, o contrato foi violado na última quarta, quando a FlaTV exibiu ao vivo a partida entre Flamengo e Boavista” – vencida pelo Rubro-Negro por 2 a 0, pela 5ª rodada da Taça Rio.

Cabe destacar que o Flamengo está em queda de braço com a emissora, inclusive na Justiça, após a publicação Medida Provisória 984, que permite que os mandantes dos jogos tenham direitos de transmissão de imagem.

– Como a Federação de Futebol do Rio de Janeiro e os demais Clubes não foram capazes de garantir a exclusividade prevista no contrato, não restou à Globo outra alternativa além da rescisão e o encerramento das transmissões dos jogos do Carioca – diz parte da nota da Globo.

Os jogos de Fluminense e Vasco, nesta quinta, por exemplo, já não serão mais transmitidos pelo Premiere – serviço que pertence ao Grupo Globo.

Blog com LANCE

Novidade: Deputado apresenta emenda que cria Liga
   23 de junho de 2020   │     21:00  │  0

O deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ) apresentou, nesta terça-feira, uma proposta de emenda à Medida Provisória dos direitos de TV 984/2020. Nela, o texto obriga os clubes a formarem uma Liga para organizar a competição e negociar os direitos de forma conjunta e busca um equilíbrio nos direitos de arena.

– A partir do início da temporada esportiva do ano de 2022, as atuas Séries A e B do campeonato profissional de âmbito nacional da modalidade futebol masculino deverão ser organizadas e desenvolvidas por liga profissional de futebol com personalidade jurídica distinta da dos seus membros, constituída pelas entidades de prática desportiva da modalidade – diz o artigo 2 da Emenda, que segue:

– A liga profissional de futebol deverá observar as melhores práticas administrativas, financeiras e de governança corporativa adotada por ligas profissionais de futebol masculino, com transparência, independência institucional e responsabilidade de seus dirigentes… O primeiro campeonato profissional de futebol masculino correspondente às atuais Séries A e B, a ser realizado pela liga profissional de futebol, será composto, respectivamente, pelas entidades de prática desportiva que compuserem as referidas séries, após o final da temporada imediatamente anterior – completou.

Entenda a Medida Provisória 984

Vale relembrar que, na última quinta, uma decisão do presidente Jair Bolsonaro gerou um grande debate sobre o futuro das transmissões futebolísticas no Brasil. Ele decidiu elaborar uma medida provisória que determina que a negociação desse direito fique com os clubes mandantes.

A medida provisória promovida pelo presidente Jair Bolsonaro traz modificações à Lei 9.615/1998, a Lei Pelé. Além de dar uma prerrogativa exclusiva do mandante de negociar suas partidas, a medida atingiu o sindicato dos jogadores de futebol. Antes, 5% dos direitos de transmissão ficava com essas organizações. A partir de agora, serão divididos igualmente aos atletas da partida, sem qualquer mediação.

Blog com Terra Esportes

Globo e CBF discordam da MP sobre transmissões
     │     13:00  │  0

 

Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro cumprimenta presidente da CBF Rogério Caboclo - Lucas Figueiredo/CBF
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro cumprimenta presidente da CBF Rogério Caboclo (Imagem: Lucas Figueiredo/CBF)

A Medida Provisória 984, editada pelo presidente Jair Bolsonaro, é clara ao dar aos clubes mandantes a prerrogativa de negociarem seus direitos de transmissão. Há, entretanto, uma grande divergência no meio do futebol sobre a sua validade. Um grupo entende que ela produz efeitos imediatos. Outro grupo entende que ela não afeta contratos assinados antes de sua edição. Parceiros comerciais há mais de 30 anos no futebol brasileiro, Globo e CBF adotam, neste primeiro momento, interpretações opostas.

A Globo tem sido vocal ao defender que a MP 984 não pode afetar os contratos já assinados. Para a emissora, que tem contrato de transmissão de estaduais e do Brasileirão com diversos clubes até 2024, prevalece, durante a sua vigência regra anterior: uma emissora só pode transmitir uma partida se tiver direitos de ambas as equipes participando.

“A Globo continuará a transmitir regularmente os jogos dos campeonatos que adquiriu, de acordo com os contratos celebrados, e está pronta para tomar medidas legais contra qualquer tentativa de violação de seus direitos adquiridos”, disse a entidade, em nota divulgada na quinta-feira.

Nos bastidores, a emissora tem indicado a clubes com os quais tem contrato que espera apoio e corroboração a sua tese jurídica. A CBF, entretanto, parceira ininterrupta da Globo no futebol brasileiro desde 1987, está adotando uma interpretação diferente.

Para a entidade que comanda o futebol brasileiro, a MP editada por Bolsonaro deve produzir efeitos imediatos no que diz respeito às transmissões. Isso significa que emissoras que tenham contratos com um clube estão autorizadas a transmitirem as partidas caso esses clubes sejam mandantes, mesmo contra adversários que tenham contrato com outras redes.

Exemplificando, caso o Palmeiras, que vendeu seus direitos de TV fechado para Turner, receba o São Paulo, parceiro da Globo, no Allianz Parque, para a CBF, a Turner passa a ter autorização para exibir a partida. Antes da MP, nem Turner nem Globo poderiam transmiti-la.

Na visão da confederação, a nova medida não prejudica quem já tinha contratos estabelecidos, já que as partidas que já tinham transmissão prevista não são afetadas. A diferença é que, a partir de agora, partidas entre clubes sob contrato com emissoras diferentes, que antes estavam “no escuro”, podem ser exibidas. O aumento de grade significa um potencial aumento de parceiros e de receita, com potencial de atrair novos investidores para o futebol brasileiro e ajudar a difundir o produto, algo visto com bons olhos pelo presidente Rogério Caboclo.

Interpretações à parte, o futebol brasileiro está longe de ter uma visão uniforme e consolidado sobre os efeitos da nova MP. Há clubes que tendem a se alinhar com o entendimento da CBF; outros, com o da Globo. Mesmo na Turner, que em tese pode ser beneficiada pela medida, há um clima de incerteza e receio de deflagrar uma guerra jurídica longa e custosa.

comunidade jurídica do esporte, inclusive, também se divide, com profissionais de renome e com anos no mercado adotando posicionamentos diferentes sobre a situação. É em meio a esse cenário de indefinição que o futebol brasileiro, paulatinamente, vem retomando suas atividades. O Flamengo, que não tem contrato com a Globo para o Carioca, avalia ainda se irá transmitir em seu canal do YouTube as partidas das quais for mandante. A questão das transmissões é mais um nó a ser desatado em meio aos vários obstáculos que o esporte enfrenta na pandemia do novo.

Blog com UOL Esporte

No Brasil, apenas 7% das cidades têm um time profissional de futeb
   18 de junho de 2020   │     0:03  │  0

A pandemia obrigou o brasileiro a viver sem o futebol. Mas essa já é a realidade de 100 milhões de pessoas, quase metade da população do País, que vivem em cidades sem um time profissional. Pesquisa da consultoria Pluri mostra os 650 times que disputam competições oficiais no Brasil no ano passado estão em apenas 422 dos 5.570 municípios. É apenas 7%. Para dirigentes e especialistas, os dados revelam a concentração do esporte aos grandes centros urbanos e colocam em xeque a expressão “País do futebol”.

O estado de São Paulo mostra as duas faces da moeda. É a unidade com mais clubes, 89 ao todo, mas concentra 40% das cidades acima de 100 mil habitantes que não têm um time profissional. “Proporcionalmente, São Paulo está sub representado. É um Estado que representa cerca de 35% do PIB do Brasil, mas com apenas 14% dos clubes. Existe força econômica e população suficiente para aumentar esse número”, analisa Fernando Ferreira, fundador da Pluri.

Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista, rebate. “Em São Paulo, temos um número extremamente relevante de clubes profissionais. São quatro divisões profissionais e todos os clubes recebem cotas de participação para disputar essas competições, o que é único no país”, afirma o dirigente.

Localizada a 21 quilômetros da capital paulista, Carapicuíba exemplifica os dados da pesquisa. Com uma população de quase 500 mil habitantes, a cidade que se apoia no comércio como principal atividade econômica não seu time. O estádio municipal, com capacidade para cinco mil pessoas, só recebe partidas de futebol amador. A última foi em dezembro do ano passado, muito antes da pandemia. O caseiro José Antônio Vieira Lobo, que trabalha no estádio há 32 anos, sente falta de um time da cidade. “Seria muito bom um time de Carapicuíba. Ia agitar todo mundo”, diz o funcionário da prefeitura de 71 anos.

Todos os dias, seu José Antônio irriga o gramado e cuida do patrimônio para evitar invasões. Ele e a família – mulher, dois filhos e dois netos – moram dentro do estádio. A relação com a arena é tão estreita que ele já teve três enfartes trabalhando, no próprio gramado. Sua vida é ali. “O time mais conhecido da cidade é o Vasco de Carapicuíba, mas o último jogo por aqui foi em dezembro do ano passado, antes da pandemia”, conta.

Venilton César Montini, secretário de Esportes da cidade, explica que o futebol é caro. Por isso, dificilmente o desejo do caseiro será realizado. Pelas contas do secretário, são necessários R$ 60 mil por mês para a disputa da última divisão do futebol paulista. Esse custo deve ser multiplicado por seis por conta da duração dos torneios. “Se existisse uma empresa ou um investidor com boa condição, um time profissional seria muito interessante para a cidade”, diz o secretário.

Estudiosos e dirigentes apontam que esse processo de concentração dos clubes profissionais nos grandes centros urbanos muda a própria relação do País com o futebol. Segundo eles, a expressão “País do futebol” está inadequada. “A ideia que a extinção do clube local fará o torcedor migrar para Flamengo e Corinthians, por exemplo, é fantasiosa. Os jovens criam outras formas de lazer, até virtuais, e perdem o interesse pelo esporte que não vê pessoalmente. Corremos o risco de perder nossa identidade, quando abrimos mão de ter um time próximo, para chamar de seu!”, opina Mauro Carmélio, presidente da Federação Cearense de Futebol.

“Nunca concordei com essa expressão. Em relação à difusão, organização e nível de competições, outros países são tão ou mais intensos que o Brasil”, diz Darcio Genicolo, professor do departamento de Economia da PUC-SP e pesquisador em Economia do Futebol.

Blog com Terra Esportes

Globo decide encerrar reprises de jogos aos domingos
   13 de junho de 2020   │     0:01  │  0

A Globo decidiu pôr um ponto final nos domingos de reprises de jogos históricos. Ao “UOL”, a emissora confirmou que, a partir do dia 14 de junho, a faixa “Jogos Inesquecíveis” será interrompida e dará lugar a uma faixa de filmes “Campeões de Bilheteria”.

Um dos grandes motivos que motivaram a mudança de programação da emissora foi a baixa audiência que as reprises registraram nas últimas semanas, especialmente na exibição do título da Libertadores do Palmeiras de 1999, que acabou sendo derrotado pelo programa da Eliana na cidade de São Paulo.

Já na cidade do Rio de Janeiro, a reprise do jogo que deu o título brasileiro de 2012 ao Fluminense venceu na média por dois pontos de diferença em relação ao programa do SBT, mas chegou a ser ultrapassado por diversas vezes durante a transmissão.

A maior audiência da faixa criada pela emissora não foi com clubes, mas sim com a exibição do jogo do penta da Seleção Brasileira em 2002, que marcou 21 pontos no Ibope.

Blog com LANCE