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Arivaldo Maia

Category Archives: Futebol

Futebol brasileiro tenta salvar 156 mil empregos
   7 de abril de 2020   │     10:30  │  0

Os cuidadores de gramado Francisco Almeida, funcionário do Fortaleza, e Reinaldo Gomes, do Bahia, ficaram preocupados quando a pandemia do novo coronavírus paralisou o futebol brasileiro e forçou os clubes a diminuírem despesas. Juntos, os dois sustentam oito pessoas e compõem uma parcela numerosa do mercado de trabalho. Se a modalidade parece se resumir a jogadores, técnicos e altos salários, na verdade se trata de um segmento que emprega 156 mil pessoas no País, segundo estudo publicado pela

A pesquisa divulgada no ano passado e feita pela empresa Ernst & Young mostra que o futebol brasileiro em 2018 teve impacto de 0,72% no PIB nacional, ao movimentar R$ 52,9 bilhões. Embora existam salários milionários no meio, a modalidade conta com uma turma bem mais humilde. Para cada jogador empregado, há uma série de outros trabalhadores que também dependem do funcionamento dos times para garantir o sustento das famílias.

Enquanto negociam com os elencos para reduzir salários e evitar prejuízos durante a pandemia, os clubes demonstram preocupação justamente com funcionários mais humildes. Quem trabalha nos times profissionais seja na jardinagem, lavanderia, cozinha ou limpeza, têm recebido atenção especial para não ter os empregos colocados em risco em uma época de queda brusca de receitas com bilheteria, cotas de televisão e patrocínios.

“Como um grupo de funcionários classificados como mais humildes temia pela descontinuidade de seus empregos com a parada involuntária das suas atividades e das competições, resolvemos blindar e proteger em especial esses colaboradores”, disse ao Estado o diretor administrativo do Fortaleza, Gildo Ferreira. O clube vai reduzir os salários do elenco em até 25% durante a pandemia. O Atlético-MG teve atitude parecida, ao diminuir 25% dos salários de todos, exceto de quem ganha até R$ 5 mil.

O Fortaleza criou um programa chamado Rede de Proteção ao Funcionário e se propôs a ajudar os empregados que têm salários mais baixos. “O saldo de estoque de produtos alimentícios do clube que não seriam utilizados com a parada do futebol foi transformado em cestas para serem distribuídas com nossos colaboradores, para evitar desperdício”, explicou Ferreira.

SEM PÂNICO – Por isso o cuidador do gramado do CT do Fortaleza, Francisco Almeida, de 37 anos, ficou mais tranquilo quando soube que o elenco do clube aceitou receber menos. Funcionário do clube há 19 anos, ele sustenta três pessoas com o salário. “A partir do momento em que o elenco se coloca nessa posição de reduzir o deles para preservar os funcionários, mostra também que o clube não é só o jogo em si, mas também uma equipe que faz tudo isso acontecer. É imensa gratidão por essa atitude”, disse.

Colega de profissão dele, Reinaldo Gomes trabalha no Bahia há 20 anos e até foi homenageado na inauguração do CT da equipe, em janeiro deste ano. “É ruim ficar parado porque não tem mais jogo. Gosto de participar do futebol e de arrumar o gramado para o time. Mas o importante é manter o emprego mesmo nessa época, porque cinco pessoas da minha família dependem de mim”, disse.

Segundo o estudo da CBF, os funcionários de clubes de futebol representam 33% dos 156 mil empregos gerados pela modalidade no Brasil. A maior parcela da força de trabalho, 55% do total, atua em estádios em dias de jogos, principalmente na venda de alimentos e bebidas. Esse contingente aguarda o calendário ser retomado para poder voltar a trabalhar.

“O futebol, eu costumo falar que é a maior empresa do mundo, porque tem em todos os países e tem milhares de pessoas que vivem dele”, brincou o supervisor de futebol do Atlético-GO, Junior Murtosa.

Há 15 anos no clube, ele coordena uma equipe de mais de 130 funcionários. “Para um time entrar em campo, precisa desde a comida ser preparada, do uniforme estar lavado até a manutenção do hotel do time estar bem-feita”, completou.

Blog com ISTOÉ

Empresários de jogadores ganham fortunas na Itália
   3 de abril de 2020   │     0:05  │  0

A FIGC (Federação Italiana de Futebol) divulgou nesta quarta-feira (1º) os valores de comissões pagos pelos clubes da Série A a empresários no ano passado. Ao todo, mais de R$ 1 bilhão foi destinado a agentes no futebol italiano.

As comissões correspondem ao ano completo de 2019 – de 1º de janeiro a 31 de dezembro – em transações como compra e venda de jogadores, além de renovações contratuais. Os 20 times da elite do Campeonato Italiano gastaram, juntos, €187.851.487,86 (cerca de R$ 1,06 bilhão na cotação atual).

O valor é superior ao de 2018, quando os clubes somaram em torno de 171 milhões de euros em comissões a empresários.

A Juventus, atual líder e campeã das últimas oito edições da Serie A, foi o clube com maior gasto no relatório. A Velha Senhora desembolsou €44,3 milhões em comissões. Inter de Milão (€31,8 milhões), Roma (€ 23,2 milhões) e Milan (€ 19,6 milhões) aparecem em seguida.

Blog com ESPN

Futebol da Europa vai perder muito dinheiro
   27 de março de 2020   │     0:03  │  0

Apenas as cinco principais ligas nacionais da Europa (Inglaterra, Espanha, Itália, Alemanha e França) podem ter um impacto equivalente a R$ 20 bilhões se os campeonatos não puderem ser retomados, segundo projeção da consultoria KPMG.

PANORAMA

O estudo divulgado nesta semana e obtido pelo Estado traça um panorama de como as principais competições vão sofrer por fatores como a falta de receitas em dias de jogo, perda de compromissos comerciais e o prejuízo pela falta de transmissão na TV. A situação atual dos campeonatos é de cancelamento, ainda sem uma confirmação de quando o calendário poderá voltar.

A mais rica de todas as ligas é quem pode ter o maior golpe. Apenas a Premier League, que organiza o Campeonato Inglês, pode sentir no bolso um impacto de R$ 6,7 bilhões. Cerca de 62% desse valor (R$ 4,2 bilhões) se deve às transmissões de televisão pelo mundo afora, cujos valores são fixados de acordo com a quantidade de jogos exibidos pelos canais.

Foto: Divulgação / Barcelona

Foto: Divulgação / Barcelona

 

No entanto, a interrupção do calendário gera um ciclo de perdas imenso e com reflexo até mesmo em receitas menores, como as vendas de comida nos estádios.

IMPACTO

Na opinião de especialistas ouvidos pela reportagem, apurar o impacto total do coronavírus no esporte é uma avaliação impossível. A paralisação na Liga dos Campeões e o adiamento da Eurocopa são outros fatores de grande peso para enfraquecer o futebol, por envolverem uma cadeia de serviços ainda mais ampla do que as ligas nacionais, como viagens de torcedores, verbas maiores de patrocínio e contratos maiores de TV.

Segundo a própria KPMG, no Brasil o duro golpe financeiro será pesado porque boa parte dos recursos depende principalmente dos times estarem em atividade. As rendas com bilheteria representam 15% da receita anual dos clubes e os contratos de TV são responsáveis por 42%. Justamente esses dois segmentos importantes são os mais afetados pela paralisação.

ESTADÃO Conteúdo

Futebol em Pernambuco tem prazo para recomeçar
   22 de março de 2020   │     21:00  │  0

Segundo Evandro Carvalho, após situação se normalizar, clubes devem voltar a campo em, no máximo, três dias.

(Foto: Bruna Costa/Esp. DP Foto)
Com o coronavírus se espalhando por todo o País, ainda não há qualquer previsão de quando o calendário do futebol brasileiro será retomado. Estão paralisadas competições como Copa do Brasil, Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano. No entanto, assim que pandemia for controlada, a tendência é que os jogos sejam reiniciados de imediato, sem maior tempo de preparação das equipes, de acordo com o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho.
Em entrevista ao Diario de Pernambuco, o dirigente afirmou que a tendência é que, assim que a situação for normalizada, em até três dias as equipes voltarão a campo. Sem tempo, por exemplo, para uma intertemporada para recondicionamento físicos dos jogadores.
“Todos os clubes até agora se posicionaram para iniciar de imediato. Nenhum pediu isso (intertemporada). Eles estão preparados, em condicionamento. Em 48 ou 72 horas estarão prontos para jogar”, alegou Evandro.
Questionado se a paralisação das competições dure por mais alguns meses, Evandro manteve o raciocínio. “Os atletas têm condicionamento, medicações, vitaminas e estão fazendo exercícios em casa. Nenhum clube manifestou preocupação com isso. Entre 48 e 72 horas estarão todos condicionados”, reforçou o cartola.
No entanto, os profissionais do departamento físico dos clubes vão no sentido oposto. “Um atleta parado há mais de 15 dias precisa reprogramar as suas atividades físicas. Envolve mais tempo para retomar as competições e entendo que seja coerente para as federações quando remarcar os campeonatos, não informar apenas com 15 dias para a preparação. Isso seria um absurdo. Seria prejudicial. Teríamos que ter um cuidado e uma demanda de tempo maior para voltarem de forma segura, para desempenhar o seu trabalho com segurança e num bom desempenho. A segurança do atleta em primeiro lugar e depois o desempenho de cada um”, cobrou Walter Grassmann, do Náutico.
Até mesmo dirigentes já começaram a cobrar um tempo maior de preparação, antes das competições serem retomadas. O que vai de encontro ao dito por Evandro Carvalho. Um deles, o diretor de futebol do Sport, Nelo Campos.
“Tentaremos junto aos órgãos para que no recomeço tenha uma pré-temporada de no mínimo dez dias para que o espetáculo seja o melhor. Se for mais de 15 dias parados, vamos ver se conseguimos pelo menos 15 dias, uma intertemporada”, afirmou o dirigente rubro-negro.
Blog com Super Esportes

FAF paralisa o Alagoano/2020 por 15 dias
   17 de março de 2020   │     8:00  │  0

A Federação Alagoana de Futebol atendeu recomendação do governador do estado, Renan Filho, e paralisou o campeonato estadual na tarde desta segunda-feira. Através de nota oficial  a FAF informou que os jogos do Alagoano estão suspensos, inicialmente, por 15 dias, com possibilidade de prorrogação.

Segundo a Federação, a competição foi paralisada em conformidade com os oito clubes participantes, em conjunto com o Sindicato dos Atletas do Estado de Alagoas e com o Sindicato dos Árbitros de Futebol de Alagoas. O objetivo de fechar os estádios é evitar que Alagoas tenha um pico de casos de coronavírus. Por enquanto, o estado tem um caso confirmado, mas a recomendação é evitar aglomerações, até pelo avanço da pandemia no Brasil.

Os clubes, individualmente, vão definir o calendário de treinos. O CRB, por exemplo, teve até suspenso seu jogo na Copa do Brasil contra o Cruzeiro, que estava marcado para a próxima quarta-feira.

Blog com Globo Esapoorte/AL

 

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