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Análise da Fifa mostra números do VAR no Brasil: confira
   11 de junho de 2021   │     17:00  │  0

A Fifa divulgou um estudo em conjunto com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que mostra os números do VAR no Brasil nos primeiros três anos de utilização da ferramenta no país.

A tecnologia de campo passou a ser discutida pela Fifa em 2009 e passou a ser usada no Brasil com maior regularidade a partir do segundo semestre de 2018, com a Copa do Brasil.

Ao todo, somando 2018, 2019 e 2020, o VAR esteve presente em 851 partidas. Dessas, 760 foram de Campeonato Brasileiro, 74 de Copa do Brasil, seis do Brasileirão Feminino A1, oito somando Copa Verde e Copa do Nordeste e uma pela Supercopa do Brasil.

Segundo o estudo, em 2020 foram feitas 2.698 checagens somadas à revisão do lance pelo árbitro, uma média de 7,1 por jogo. Foram 2.486 checagens e 212 lances revistos ao longo do ano. Dos 212 lances revistos, 188 mudaram a decisão do árbitro em campo e 24 não alteraram a opinião da arbitragem.

Dos lances revistos em 2020, 48 estavam relacionados com impedimento em lances de gol (19 anulados e 27 confirmados). 67 foram lances de pênaltis, com 59 marcados e oito não. 27 estavam relacionados com validação de gols, sendo que 23 foram anulados e 7 confirmados.

Com a introdução do VAR, aumentaram o número de cartões vermelhos ao longo das partidas. Em 2019, os cartões aumentaram em 21,6%, enquanto em 2020 o número cresceu em 19,7%. Os números de pênalti também tiveram um crescimento considerável. Em 2019 o crescimento foi de 29,5% enquanto em 2020 foi de 22,2%.

Entre os jornalistas do país consultados pela pesquisa, 88% foram a favor da permanência do VAR como um meio para auxiliar a arbitragem no andamento dos jogos. Apenas 11% se colocaram contra à tecnologia.

Um ponto que gera muito debate em relação ao VAR, é o tempo de paralisação que ele gera no jogo. Segundo a Premier League, o tempo médio de uma decisão que será impactada pelo VAR é de 84 segundos. Com relação às checagens, elas geram em média um atraso de 22 segundos em um jogo inteiro.

Segundo o estudo da Fifa, o tempo médio de uma checagem do VAR no Brasil em 2019 foi de 43 segundos. Em 2020 foi de 46 e somando os dois anos a média fica de 45 segundos de demora.

O tempo da revisão somada com a checagem, naturalmente, aumenta. Em 2019, o árbitro levava em média 84 segundos para definir um lance através de checagem. Em 2020 abaixou para 73. Somando os dois anos, a média é de 79 segundos.

“Os números mostram que os árbitros estão decidindo em menos tempo, sem abrir mão da precisão, que é o mais importante para todas as partes envolvidas no esporte mais popular que temos”, disse Leonardo Gaciba, chefe de arbitragem da CBF.

“Quanto mais os árbitros principais tomarem a decisão certa, menos o vídeo será utilizado. O mais importante é que a equipe de árbitros, como um todo, tome a decisão certa “, afirmou Gaciba.

Blog com Gazeta Esportiva – Gazeta Esportiva

Regra de cinco substituições é prorrogada até dezembro de 2022
   30 de maio de 2021   │     13:00  │  0

Competições de futebol continuarão com cinco substituições por causa da Covid-19Competições de futebol continuarão com cinco substituições por causa da Covid-19 – (Foto: AFP)

Com a decisão, Copa do Mundo no Catar também será beneficiada.

Os treinadores continuarão a poder fazer até cinco substituições nas partidas até o fim de dezembro de 2022. Em comunicado divulgado nesta sexta-feira (28), a International Board (IFAB) anunciou a decisão que engloba inclusive a Copa do Mundo de 2022 no Catar, que será disputada entre 21 de novembro e 18 de dezembro.

A mudança provisória na terceira lei do futebol entrou em vigor em maio de 2020 por causa da pandemia de Covid-19. Inicialmente, seria válida por um ano, mas primeiro acabou prorrogada até o fim de 2021 para clubes e julho de 2022 para seleções. Entretanto, a International Board optou por estender até o fim de 2022 na última reunião do conselho.

De acordo com o comunicado, análises globais sobre os danos causados pela Covid-19 foram determinantes, assim como a opinião de representantes da comunidade do futebol.

O objetivo é “apoiar o bem-estar dos jogadores, até porque o calendário tem sido perturbado, o que muitas vezes leva à condensação das competições”, diz parte do comunicado.

Blog com International Board –  O DIA

Superliga contava com apoio secreto da Fifa, diz jornal
   22 de maio de 2021   │     11:00  │  0

Gianni Infantino, presidente da Fifa Foto: ARND WIEGMANN / REUTERSGianni Infantino, presidente da Fifa –  (Foto: ARND WIEGMANN / REUTERS)

Entidade manteve conversas durante meses com os fundadores, apesar de publicamente criticar o torneio.

Projeto fracassado que no mês passado ameaçou as estruturas centenárias do futebol europeu, a Superliga tinha um parceiro secreto. De acordo com o “New York Times”, a Fifa apoiou e manteve conversas durante meses com os fundadores da competição.

De acordo com a publicação, o acordo era tão secreto que recebia um codinome mesmo em contratos compartilhados entre os fundadores. O jornal teve acesso a cópia desses documentos, que identificavam a Fifa como “W01” e afirmam que a parceria era “uma condição essencial para a implementação do projeto SL”.

Publicamente, a Fifa e seu presidente, Gianni Infantino, se juntaram a outros líderes do futebol, torcedores e políticos para derrubar o projeto, criado por 12 grandes times europeus. Mas internamente, o órgão estava ciente dos planos da Superliga.

Em pelo menos uma das reuniões, o grupo separatista teria feito uma proposta em troca do endosso da Fifa a seu projeto. Os clubes da Superliga concordariam em participar de uma Copa do Mundo anual patrocinada pela entidade, e ainda renunciariam aos pagamentos pela participaçao, o que representaria uma receita de até US$ 1 bilhão por ano para o órgão regulador do futebol mundial.

“Obter o apoio da FIFA não era apenas uma proteção; o consentimento da organização foi necessário para evitar que o projeto fosse envolvido em um litígio demorado e caro e para impedir quaisquer punições para os jogadores que participaram”, diz um trecho da reportagem.

Anunciado na noite de um domingo de abril, o projeto foi abandonado menos de 48 horas depois, em meio a uma tempestade de protestos. Desde então, suas equipes fundadoras pediram desculpas por participar, e algumas ainda podem enfrentar significativas consequências financeiras e esportivas.

Leia também:Juventus pode ser expulsa do Campeonato Italiano se não deixar Superliga, afirma presidente da federação

Procurada pelo jornal americano, a Fifa se recusou a responder perguntas relacionadas ao envolvimento de Infantino ou de seus assessores no planejamento da Superliga.

Blog e O GLOBO

Em congresso, Fifa irá debater possibilidade de Copa do Mundo a cada dois anos
   21 de maio de 2021   │     9:30  │  0

Infantino: presidente da Fifa Infantino: presidente da Fifa – (FotoCyril NDEGEYA / AF)

Reunião entre federações acontecerá nesta sexta-feira

O congresso da Fifa, que ocorre nesta sexta-feira, de maneira virtual, vai discutir a criação de um grupo de estudo que avalie a possibilidade de que as Copas do Mundo, tanto masculina e quanto feminina,  sejam realizadas a cada dois anos e não quatro, como é atualmente. As informações são do colunista Marcelo Rizzo, do Uol Esporte.

Sendo assim, todo ano haveria um dos dois eventos, um ano a Copa dos homens e no outro, das mulheres. Essa modelo foi proposto pela federação da Arábia Saudita, que como outras 210 filiações que enviam sugestões de alterações em qualquer área da organização do futebol para que se possa debater no encontro.

– Proposta da Federação de Futebol da Jamaica solicitando a preparação de um conceito de competição global de futebol feminino;

– Proposta da Federação Saudita de Futebol solicitando a realização de um estudo de viabilidade sobre o impacto de disputar a Copa do Mundo e a Copa do Mundo Feminina a cada dois anos;

– Proposta da Associação de Futebol da Libéria solicitando um projeto para o futuro das competições juvenis da FIFA.

Todas elas atendem ideias da Fifa para remodelar o calendário. Vale ressaltar que a Fifa quer criar mais campeonatos femininos, envolvendo seleções e clubes.

Blog com O DIA

Fifa quer rever gastos na base e indenização repassada a clubes formadores; CBF apoia iniciativa
   5 de maio de 2021   │     18:00  │  0

Sede da Fifa — Foto: Reuters

Visando revisar os valores de compensação repassados a clubes formadores, a Fifa deu início a uma pesquisa global na última semana. Até o dia 31 de maio de 2021, todos os clubes filiados devem fornecer, obrigatoriamente, informações sobre suas receitas e o financiamento destinado às categorias de base.

A entidade irá instaurar o “Training Compensation 2.0” (ou, em português, Compensação por Treinamento 2.0), uma remodelação do atual programa de indenização por formação. Na prática, equipes de menor porte que investem na formação poderão ganhar uma compensação mais generosa.

Um exemplo para entender o mecanismo é o recente caso de Marcos Paulo, atacante do Fluminense. Afastado do elenco principal, ele tem um pré-contrato assinado com o Atlético de Madrid.

Como não houve acordo de transferência imediata entre as equipes, Marcos Paulo irá para o clube espanhol de graça no meio do ano, quando seu contrato chegar ao fim. A compensação por treinamento é a garantia do Fluminense para não sair de mãos abanando, recebendo pouco mais de R$ 3 milhões.

Vale ressaltar que a compensação por treinamento não é a mesma coisa que o mecanismo de solidariedade. Esta modalidade recompensa todos os clubes com qual o atleta teve vínculo entre seus 12 e 23 anos. Parte do valor da transação vai para o clube formador, com teto de 5%. As cifras finais dependem do número de dias em que o jogador teve vínculo ao clube “vendedor”.

CBF apoia pesquisa da Fifa: “Valoriza os clubes”

Reynaldo Buzzoni, diretor de registro, transferências e licenciamento da CBF — Foto: Vicente SedaReynaldo Buzzoni, diretor de registro, transferências e licenciamento da CBF — (Foto: Vicente Seda)

Ao ge, Reynaldo Buzzoni – diretor de Registro, Transferências e Licenciamento da CBF – destacou que a entidade brasileira apoia a reformulação proposta pela Fifa.

– Toda iniciativa que valoriza os clubes interessa e tem o apoio da CBF. Quanto mais perto a origem de um jogador chegar o dinheiro movimentado numa negociação, melhor para o futebol brasileiro – afirma.

– Acreditamos que, com uma possível revisão, os clubes menores serão os mais beneficiados, pois poderão receber valores que fazem muita diferença em seus respectivos orçamentos.

Mas afinal, o que é compensação por treinamento?

Para desmistificar o “juridiquês”, uma analogia mais simples explica o funcionamento da compensação por treinamento. Supondo que um atleta saia de X, seu primeiro clube formador, para um clube Y, que também irá investir na formação. No modelo atual, o clube X tem direito a receber de Y um valor pré-estabelecido, com base na estimativa de custo da formação daquele jogador.

Blog com ge.globo