Category Archives: Ex-Dirigentes

Vergonhosa impunidade
   26 de agosto de 2018   │     0:03  │  0

Resultado de imagem para Del nero e Ricardo Teixeira

Ricardo Teixeira e Del Nero conversam na sede da CBF (Foto: ESTADÃO)

A condenação do ex-presidente da CBF José Maria Marin, nos EUA, deveria envergonhar a Justiça brasileira, omissa e falha quando o assunto é punir dirigentes esportivos.

Marin foi encarcerado e condenado por lá, mas Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, ex-presidentes da CBF, como ele, ambos citados no mesmo inquérito do FBI sobre corrupção no mundo futebol, seguem lépidos e fagueiros por aqui, usufruindo da dinheirama obtida nos tempos em que mandavam na confederação.

Del Nero, aliás, mesmo afastado do cargo e banido do esporte pela Fifa, segue dando as cartas, tendo eleito até o seu sucessor, Rodrigo Caboclo. A farra da impunidade campeia no esporte brasileiro. Um escândalo.

Jornal do Brasil

Com saúde debilitada, Eurico já não anda
   25 de agosto de 2018   │     0:04  │  0

Eurico discursa na Assembléia Legislativa. Cartola tem se emocionado com frequência (Foto: Divulgação)

 

Na última terça-feira, dia 21, o Vasco completou 120 anos e foi homenageado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Durante a cerimônia, no Palácio Tiradentes, chamou a atenção o estado da saúde de Eurico Miranda,  ex-presidente do clube. No lugar do polêmico cartola, que durante anos se valeu da truculência e do discurso virulento  para se impor, o que se viu foi uma figura emotiva, frágil, conduzida numa cadeira de rodas.

O ex-presidente do Vasco chorou três vezes durante a sessão, algo impensável quando mandava a desmandava no futebol carioca. Pessoas próximas ao cartola dizem que este novo perfil tem um motivo:  Eurico luta nos últimos meses contra um tumor no cérebro, isso após vencer um câncer na bexiga e no pulmão há alguns anos.

Para piorar a situação, durante o tratamento Eurico sofreu um AVC, que deixou sequelas. Está com dificuldades motoras e não consegue mais andar. Por isso, a cadeira de rodas.

É assim, sempre acompanhado  de um segurança e um assessor, que empurra a cadeira, que Eurico, presidente do Conselho dos Beneméritos,  tem comparecido às reuniões em São Januário e na sede náutica da Lagoa.

Segundo correligionários do ex-presidente, Eurico se tornou uma pessoa bastante emotiva. Tem sido comum vê-lo chorando em sua sala em São Januário em encontros polílitos. Basta falar sobre sua doença que começa a chorar. Eurico tem até recebido  antigos desafetos, algo impensável há alguns anos.

Pessoas próximas dizem que a saúde do cartola começou a se deteriorar logo depois que ele deixou a presidência do clube, no final do ano passado. Quando sofre derrotas internas na politica vascaína, o quadro se agrava .  Hoje, a vida de Eurico depende do Vasco.

Blog com Jornal do Brasil

Ex-presidente da CBF José Maria Marin é sentenciado a quatro anos de prisão
   23 de agosto de 2018   │     0:04  │  0

José Maria Marin

 

Na tarde de ontem o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, (foto acima/Mowa Press), foi sentenciado a quatro anos de prisão por uma juíza federal de Nova York, que o acusou de ser “um câncer” que corrompeu o esporte no Brasil e no mundo.

Marin, de 86 anos, primeiro grande mandatário do futebol mundial a ser condenado e preso nos Estados Unidos em meio ao escândalo de corrupção na Fifa, “poderia e deveria ter dito não, mas em vez disso estendeu a mão e se uniu ao jogo” de aceitar propinas, declarou a juíza Pamela Chen ao anunciar a sentença.

O ex-presidente da CBF recebeu 3,3 milhões de dólares em propinas de empresas de marketing esportivo em troca da concessão de contratos para a transmissão das copas Libertadores, América e do Brasil, além de ter “buscado obter mais de 10 milhões de dólares em subornos em três anos, abusando da confiança das federações de futebol a quem deveria servir”, explicou Chen.

Além de servir quatro anos de prisão, Marin também foi condenado a pagar 1,2 milhão de dólares de multa e devolver 3,3 milhões em propinas que recebeu.

Marin compareceu ao julgamento vestindo um traje de presidiário bege em vez do elegante terno que usou durante as sete semanas de julgamento, com o cabelo mais longo e a postura mais curvada.

O ex-mandatário não quis pedir perdão nem mostrou remorso, mas afirmou lamentar que seus atos tenham prejudicado algumas pessoas ou entidades.

E, ao falar da esposa Neusa, com quem é casado há quase 60 anos e que estava presente durante o julgamento, Marin não conteve as lágrimas e se descontrolou.

Seus advogados e a juíza tentaram impedir que prosseguisse, mas o ex-dirigente continuou: “A herança de minha mulher e da minha família, não tirem deles seu meio de sobreviver!”, gritou, em referência às multas e restituições que terá que pagar.

Marin afirmou que o futebol era seu grande amor, mas, desde que foi preso em 27 de maio de 2015 na Suíça, se tornou “um pesadelo”, tornando a vida de sua família num “inferno”.

Marin foi um dos dirigentes da Fifa detidos no dia 27 de maio de 2015 em um hotel de luxo de Zurique pela polícia suíça, a pedido da justiça dos Estados Unidos.

Depois de passar cinco meses em uma prisão suíça e ser extraditado aos Estados Unidos, pagou uma fiança de 15 milhões de dólares e passou dois anos em prisão domiciliar, em seu apartamento na luxuosa Trump Tower na Quinta Avenida de Nova York, de onde saía apenas duas vezes por semana para comparecer à missa.

Marin foi preso imediatamente em Nova York após sua condenação, anunciada em 22 de dezembro de 2017. Após sete semanas de julgamento no tribunal do Brooklyn, um júri popular o considerou culpado de seis das sete acusações de associação criminosa, lavagem de dinheiro e fraude bancária.

Blog com O DIA

Kleber Leite ataca atuação do Flamengo no Paraná: ‘Serviram feijoada no café da manhã?’
   21 de agosto de 2018   │     0:04  │  0

Kleber Leite criticou atuação do Flamengo

 

O ex-presidente do Flamengo Kleber Leite, (foto acima/Reprodução Internet), detonou com muita razão a atuação da equipe rubro-negra na derrota por 3 a 0 para o Atlético Paranaense em Curitiba. Em seu blog oficial, o ex-mandatário reclamou muito do time e de alguns jogadores como Rodinei e Uribe.

“Rodinei, posicionado de forma errada, tanto no primeiro, como no segundo gol. O jogador do Atlético cabeceou entre Willian Arão e Uribe… E o Uribe, hein? Manhã de domingo para esquecer. Será que serviram uma feijoada no café da manhã?”, afirmou.

Ele também falou que o Flamengo não deve poupar ninguém para tentar o título brasileiro: “Infelizmente, o Flamengo não sabe o que quer. Um absurdo poupar qualquer jogador em partida válida pela principal competição do país, cuja nossa última conquista foi em 2009”, declarou.

O Flamengo, com a derrota, caiu da segunda para a terceira posição no Brasileirão, sendo ultrapassado nesta rodada pelo Internacional-RS.

Blog com O DIA

Del Nero diz que sua ‘inocência’ será provada em tribunal ‘democrático’
   9 de agosto de 2018   │     0:02  │  0

Resultado de imagem para Del Nero, hoje

 

Banido do futebol e sem poder sair do Brasil sob o risco de ser preso e indiciado pelo FBI, Marco Polo Del Nero, (foto acima/Gazeta Digital), insiste que é inocente das acusações de corrupção e que isso será provado em “qualquer tribunal democrático”.

O Estado revelou que Del Nero e José Maria Marin, os dois últimos presidentes da CBF, se reuniram para organizar a eleição de Juan Napout ao comando da Conmebol e, assim, manter o esquema de corrupção que existia no futebol sul-americano. A informação faz parte de uma carta enviada pela Fifa para a Justiça americana.

No documento, os advogados da entidade apontam que Marin montou um “esquema com Juan Angel Napout, Marco Polo del Nero e outros dirigentes sul-americanos para ter Napout eleito presidente da Conmebol, onde Napout poderia melhor dirigir os esquemas de corrupção”.

Napout assumiu a Conmebol em março de 2015, dois meses antes das prisões dos dirigentes esportivos. Seus dois antecessores no cargo foram indiciados posteriormente: Nicolas Leoz e Eugênio Figueredo. O paraguaio prometeu transparência na entidade e reformas. Mas em dezembro de 2015 foi a vez dele ser preso, sendo condenado por corrupção em 2017.

Em resposta ao Estado, Del Nero atacou a posição dos advogados da Fifa. “Achismo é o nome dessa conclusão desses advogados”, escreveu, em uma mensagem à reportagem. “Napout foi candidato e eleito por unanimidade”, disse.

“Sou inocente de qualquer acusação que possa existir e minha conduta ilibada ficará provada em qualquer tribunal democrático, político e que tenha como parâmetro a procura da verdade na busca da prova real, verdadeira e não de suposições e, repito, achismos”, disse Del Nero.

Seus advogados ainda vão recorrer da decisão da Fifa que o baniu no futebol. Mas, para isso, aguardam ainda os documentos do Comitê de Ética da entidade. Nos EUA, Del Nero é suspeito de ter recebido US$ 6,5 milhões (R$ 24,4 milhões) em propinas com acordos na CBF e Conmebol.

Blog com ESTADÃO