Category Archives: Ex-Dirigentes

Dinamite alfineta Eurico sobre eleição conturbada no Vasco: “Urna 7 se repete”
   3 de janeiro de 2018   │     0:02  │  0

   Roberto Dinamite em Teresina (Foto: Wenner Tito/GloboEsporte.com)

Roberto Dinamite, ex-jogador e ex-presidente do Vasco da Gama, em Teresina (Foto: Wenner Tito/GloboEsporte.com)

Em passagem por Teresina, onde participou do lançamento do uniforme do River-PI e da apresentação do seu filho, Rodrigo Dinamite, no time piauiense, Roberto Dinamite falou sobre assuntos relacionados ao Vasco, entre eles a polêmica eleição para presidência do clube carioca.

Dinamite, que já ocupou o cargo, se referiu aos votos supostamente irregulares da urna 7, que deram a vitória a Eurico Miranda sobre Júlio Brant, mas foram posteriormente suspensos pela Justiça.

– Eu acho que essa urna 7 se repete em várias eleições e eu espero que possa ser definida essa situação o mais rápido possível – disse Dinamite.

O ex-presidente vascaíno afirmou ainda que a demora em homologar o resultado da eleição, devido às investigações e processos que correm na Justiça, prejudicam o clube e podem até comprometer o desempenho da equipe na Libertadores, principal competição da equipe na temporada.

– A instituição não pode ficar, para iniciar uma pré-libertadores, com um presidente contratando alguns jogadores com outro estando eleito. Atrapalha o planejamento, as contratações, atrapalha a definição da diretoria que vai estar assumindo, então quanto mais rápido ser resolvido isso, é benéfico principalmente para o Vasco. Quando esteve na Libertadores o Vasco foi um dos clubes brasileiros que jogou o melhor futebol, mas para que isso aconteça o clube tem que ter tranquilidade.

Apesar de dar sua opinião sobre a política vascaína, Dinamite descarta qualquer possibilidade de retornar ao clube como presidente. Para ele, o importante no momento é que uma nova diretoria assuma, mas sem o seu nome envolvido.

– Foi uma experiência até boa, mas não pretendo voltar a ser presidente do Vasco. Vou torcer para que a chapa que ganhou a eleição possa ser confirmada e com isso mudar também o rumo do Vasco para os próximos anos – finalizou.

Em decisão expedida pela desembargadora Márcia Alvarenga, da 12ª Câmara Cível, os votos da urna 7 ficam invalidados. Sem eles, quem fica em primeiro lugar é a chapa “Sempre Vasco Livre”, de Julio Brant, com 1.933 votos. Em segundo lugar está a “Reconstruindo o Vasco”, de Eurico Miranda, com 1.683 votos.

Blog com Globoespporte

Marin é considerado culpado nos EUA e vai para prisão
   22 de dezembro de 2017   │     17:01  │  1

  Marin chega com os advogados ao tribunal, em Nova York, nesta sexta-feira (Foto: Stephen Yang / Reuters)

Marin chega com os advogados ao tribunal, em Nova York, nesta sexta-feira (Foto: Stephen Yang / Reuters)

Pela primeira vez na história, um chefão do futebol brasileiro foi condenado pela Justiça. Não do Brasil, mas dos Estados Unidos. José Maria Marin, de 85 anos, presidente da CBF entre 2012 e 2015, foi considerado culpado de seis das sete acusações de crimes do “caso Fifa”: inocentado de lavagem de dinheiro na Copa do Brasil, Marin acabou condenado por três crimes de fraude financeira (Copa América, Copa Libertadores, Copa do Brasil), dois de lavagem de dinheiro (Copa América e Libertadores) e um por conspirar/formar uma organização criminosa.

Ex-presidente da Conmebol, o paraguaio Juan Angel Napout também foi condenado. Das cinco acusações, Napout foi inocentado em duas: lavagem de dinheiro na Libertadores e na Copa América. Apesar do apelo das defesas, a juíza Pamela Chen aceitou o pedido da promotoria e Napout e Marin, que estavam em prisão domicilar nos EUA até o julgamento, serão levados imediatamente para a prisão federal ao saírem do tribunal.

Marin foi condenado pelo júri popular no Tribunal Federal do Brooklyn, em Nova York, onde corre o “Caso Fifa”. O tamanho de sua pena ainda será definido pela juíza Pamela Chen, que não tem prazo para publicar a sentença. Antes da condenação, Marin estava em prisão domicilar, no seu apartamento na Trump Tower, em Nova York.

Marin e Napout foram presos, mas não na frente do público presente. Os agentes americanos estavam à paisana entre as pessoas no Tribunal, se aproximaram dos dois e, em seguida, a juíza pediu que todos saíssem do local. Emocionado, Napout entregou a aliança à esposa, na frente das filhas. Já Marin foi consolado pelos advogados.

Blog com GFloboesporte

Promotoria exibe extratos com gastos de Marin no valor de US$ 138 mil
   16 de dezembro de 2017   │     0:01  │  0

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Extratos de cartões de conta bancária no banco Morgan Stanley de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, (foto acima), exibiram gastos de US$ 138 mil (cerca de R$ 454 mil) em lojas de luxo em Nova York em dezembro de 2014, de acordo com documentos exibidos pelos promotores que representam o governo dos Estados Unidos no “Caso Fifa”, no qual Marin é julgado, junto com Juan Angel Napout, ex-vice-presidente da Fifa, e Manuel Burga, ex-presidente da Federação Peruana de Futebol. O julgamento ocorre na Corte do Distrito Leste de Nova York.

Os documentos foram exibidos durante depoimento de Steve Berryman, líder da equipe de agentes do IRS, órgão federal do governo dos EUA equivalente à Receita Federal no Brasil, que investiga Marin, Napout e Burga. Entre as despesas, estão US$ 10 mil (R$ 33 mil) na Brioni, US$ 22 mil (R$ 72 mil) na Valentino e US$ 38 mil (R$ 125 mil) na Christian Dior.

Após o promotor Samuel Nitze exibir os documentos do banco Morgan Stanley que foram reconhecidos por Steve Berryman, o advogado de defesa de Marin, James Mitchell, fez um breve comentário direcionado ao conjunto de jurados, formado por 18 pessoas, sendo 12 titulares e 6 substitutos: “Gostaria de informar que o senhor Marin tem um apartamento em Nova York há 30 anos. Sem mais observações, sua excelência”, disse, em referência à juíza Pamela Chen.

O promotor Nitze fez também perguntas ao agente Berryman sobre depósitos que totalizaram US$ 1,5 milhão que foram feitos na conta da empresa Firelli International, de José Maria Marin, informações que já foram trazidas à Corte na semana passada. “Estes recursos têm origem em depósitos de Expertise Travel, de Wagner Abrahão”, comentou o funcionário do IRS. Ele referia-se a três transferências financeiras realizadas pela Expertise Travel, do empresário Wagner Abrahão, realizadas para a Firelli International em 2013.

As perguntas do promotor Samuel Nitze a Steve Berryman visavam que ele tentasse explicar que o US$ 1,5 milhão destinado à empresa de Marin “era metade” de US$ 3 milhões que foram enviados da empresa FTP de uma conta do banco Julius Baer, na Suíça em meados de 2013 para uma conta de outra empresa de Wagner Abrahão, a Support Travel.

A FTP é uma empresa da Torneos y Competências, do empresário argentino Alejandro Burzaco, especializada em marketing esportivo, que admitiu em Tribunal ter pago cerca de US$ 160 milhões em propinas para um grupo de 30 pessoas entre 2004 e 2015. Ele reconheceu que fez pagamentos milionários para ter vantagens comerciais na edição de alguns torneios de futebol, como edições da Copa América.

A defesa de José Maria Marin leu um curto texto ao Tribunal no qual manifestava que qualquer recurso que o ex-presidente da CBF teria recebido no período que envolve as investigações do “Caso Fifa” só teria ocorrido na condição de pessoa física.

Blog com A TARDE

 

 

Juiz do Paraguai autoriza extradição do ex-presidente da Conmebol Nicolás Leoz aos EUA por caso Fifa
   20 de novembro de 2017   │     0:02  │  0

ASSUNÇÃO (Reuters) – Um juiz de primeira instância do Paraguai autorizou a extradição do ex-presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) Nicolás Leoz para os Estados Unidos, onde enfrenta acusações de subornos no âmbito de uma investigação de corrupção contra dirigentes de futebol.

A decisão do juiz Humberto Otazú, à qual a Reuters teve acesso, pode ser alvo de recurso por parte da defesa de Leoz.

Leoz, de 89 anos, que está sob prisão domiciliar desde meados de 2015, está sendo investigado pelo Departamento de Justiça dos EUA junto com outros dirigentes e empresários, acusados ​​de fazer parte de um esquema de subornos para direitos de transmissão e comercialização de torneios.

O juiz Otazú disse em sua decisão que, antes da extradição, Leoz deverá passar por exame médico.

O advogado do ex-dirigente, Ricardo Preda, afirmou aos repórteres que apelará da decisão porque considera o procedimento inadequado, uma vez que o crime de suborno privado não tem punição no Paraguai.

O Paraguai recebeu em julho de 2015 o pedido formal de extradição de Leoz. De acordo com as leis locais, a idade avançada do ex-dirigente esportivo não é um impedimento para ser enviado aos Estados Unidos.

Leoz liderou a Conmebol por 27 anos, até sua renúncia em 2013, alegando razões de saúde no meio de uma investigação do comitê de ética da Fifa. Ele também foi membro do Comitê Executivo da Fifa por mais de uma década.

A decisão de Otazú coincide com o julgamento em Nova York do paraguaio Juan Ángel Napout, sucessor de Leoz na presidência da Conmebol; do ex-presidente da federação peruana Manuel Burga e do ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) José Maria Marín.

Blog com Daniela Desantis

Carlos Arthur Nuzman deixa a cadeia após ganhar habeas corpus do STJ
   22 de outubro de 2017   │     0:01  │  0

RIO DE JANEIRO,RJ,20.10.2017:CARLOS-ARTHUR-NUZMAN-DEIXA-PRISÃO - O ex presidente do Comitê Olímpico do Brasil, Carlos Arthur Nuzman deixa a cadeia pública de Benfica, na Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ), nesta sexta-feira (20). Nuzman ganhou habeas corpus após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). (Foto: jose lucena/Futura Press/Folhapress) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***
O ex-presidente do COB Carlos Arthur Nuzman deixando a cadeia pública de Benfica, no Rio de Janeiro (Foto: Jose Lucena/Futura Press/Folhapress)

Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), deixou a cadeia na tarde da úyltima sexta-feira (20). Por unanimidade, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu conceder habeas corpus ao ex-dirigente na quinta (19). Nuzman estava preso desde o dia 5 de outubro no presídio de Benfica, zona norte do Rio de Janeiro.

O ex-presidente do COB terá de cumprir uma série de medidas cautelares enquanto estiver em liberdade. Ele deverá entregar seu passaporte e está proibido de manter contato com os outros investigados pela operação Fair Play, que apura a suposta compra de votos para que o Rio de Janeiro fosse escolhido como sede dos Jogos Olímpicos de 2016.

Nuzman também não poderá ter acesso às sedes ou filiais do COB e do Comitê Organizador da Rio-2016.

Na decisão, o colegiado do STJ considerou a prisão de Nuzman desproporcional em relação às denúncias feitas. Por 4 votos a 0, o órgão aceitou substituir a detenção pelo cumprimento das medidas cautelares.

Na ordem de habeas corpus, a defesa de Nuzman classificou como “constrangimento ilegal” a prisão do cartola, e argumentou não ser “tolerável que se mantenha no cárcere, sem culpa formada, um homem de 75 anos de idade, que enfrenta problemas de saúde incompatíveis com o insalubre ambiente prisional, situação que coloca em risco sua vida e integridade física”.

Horas depois de Nuzman obter a liminar, a Justiça Federal aceitou a denúncia apresentada pelo MPF (Ministério Público Federal) no Rio e tornou o ex-dirigente réu. Ele responderá por corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisa. Também foram aceitas as acusações contra o ex-diretor da Rio-16 Leonardo Gryner e o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB).

Além do grupo, foram denunciados o empresário Arthur César de Menezes Soares e os senegaleses Lamine Diack, membro do COI (Comitê Olímpico Internacional) supostamente subornado, e seu filho Papa Massata Diack.

Blog com FOLHA DE SÃO PAULO