Category Archives: Ex-Dirigentes

Rotina de José Maria Marin na prisão inclui limpar chão de cela
   6 de fevereiro de 2019   │     0:03  │  0

José Maria Marin foi preso pelo escândalo de corrupção na Fifa

Acostumado com o conforto do seu apartamento de 600 metros quadrados nos Jardins, zona nobre de São Paulo, e com hotéis luxuosos, o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, (foto acima/ Don EMMERT / AFP), tem convivido com uma realidade bem diferente na penitenciária federal de Allenwood, nos Estados Unidos. Transferido em outubro da Metropolitan Detention Center, cadeia no Brooklyn, em Nova York, onde passou dez meses, para o presídio de segurança baixa localizado em uma cidadezinha no interior do Estado da Pensilvânia, o ex-cartola e governador de São Paulo passou a ter acesso a serviços como biblioteca e programas educativos, mas continua submetido a uma rígida rotina imposta pelos agentes do sistema prisional norte-americano.

Aos 86 anos, Marin ganhou o direito de deixar a Metropolitan Detention Center – chamada por advogados de “depósito humano” por causa das condições dadas aos presos – devido, principalmente, à idade avançada e por não oferecer risco de fuga. Isso, no entanto, não significa que em Allenwood, seu novo endereço, ele tenha privilégios.

O Estado conversou com pessoas próximas a Marin e teve acesso a documentos que detalham não só como o brasileiro tem passado os últimos quatro meses, mas a lista de deveres e obrigações que ele tem de cumprir dentro da cadeia. Condenado a quatro anos de prisão pelos crimes de organização criminosa, fraude bancária e lavagem de dinheiro cometidos no período em que presidiu a CBF, de 2012 a 2015, Marin teria recebido U$ 6,5 milhões (R$ 23,7 milhões pelo câmbio atual) de propina para assinar contratos de direitos comerciais da Libertadores, Copa do Brasil e Copa América. Ele nega.

Em Allenwood, o dirigente acorda todos os dias às 5h da manhã, quando os agentes penitenciários passam nas celas para fazer a contagem dos presos. A partir das 6h, o café da manhã, igual para todos, começa a ser servido. Quem não acordar no horário ou não deixar a cela “de forma organizada” está sujeito a medidas disciplinares.

A cama tem de estar arrumada com lençol, cobertor e travesseiro até 7h30, no máximo. Às 10h, o ex-presidente da CBF tem de ficar “quieto” e em pé dentro da tranca, para uma nova contagem dos presos.

Às 10h45, ele vai para o almoço. Às 16h, mais uma vez Marin tem de estar em pé na cela para outra conferência. Na sequência, logo vem o jantar. Seu dia começa cedo e acaba cedo. Dentro do refeitório, as regras são rígidas. As mesas não podem ser reservadas, por exemplo, colocando casacos ou roupas nas cadeiras. A acomodação é por ordem de chegada. Na fila do bandejão, o preso não pode se servir em nenhuma hipótese e tem de esperar que os funcionários do presídio coloquem a comida no seu prato.

Depois de sair do refeitório, o detento não poderá entrar novamente no espaço “por qualquer motivo”. Também é proibido retirar frutas ou qualquer iguaria do restaurante. Marin é obrigado a usar o tempo todo um cartão fixado a um cordão em volta do pescoço com seus dados de identificação. Só pode tirar o crachá quando entrar na cela. O seu número de inscrição no sistema prisional norte-americano é 86356-053.

Outra obrigação é o uso de uniforme com uma importante observação: a camisa deve ficar dentro da calça, exceto quando Marin estiver no ginásio ou no pátio. Mas, por causa do inverno rigoroso que tem castigado Allenwood, com temperaturas de até -20ºC, o ginásio e a sala de musculação só devem reabrir em maio, quando o frio der trégua. Para quem teve a vida no hemisfério sul, no calor do Brasil, Marin deve sofrer mais do que seus novos colegas.

A previsão é de que Marin fique ao menos mais dois anos e meio em Allenwood e ganhe a liberdade em junho de 2021, quando terá 89 anos – seu aniversário é no dia 6 de maio – e antes da Copa do Catar, em 2022. Nos EUA, não existe progressão da pena para os regimes semiaberto e aberto para cidadãos estrangeiros não residentes. Assim, a expectativa dos advogados de defesa de Marin é reduzir a pena por bom comportamento e também porque o ex-cartola ficou 13 meses detido (na Suíça e em Nova York) antes do anúncio da sua sentença, em agosto do ano passado.

Não entra nesta conta o período de mais de um ano em que ele cumpriu prisão domiciliar em seu apartamento localizado na 5.ª Avenida, no arranha-céu Trump Tower, numa das regiões mais valorizadas de Nova York. Durante esse período, Marin podia sair até sete vezes por semana de casa, desde que permanecesse dentro de um raio de até duas milhas (o equivalente a 3,2 quilômetros) de seu apartamento e usasse tornozeleira eletrônica.

Na prisão de Allenwood, cabe ao preso manter sua cela com “um alto nível de saneamento”, “limpa e ordenada”. Isso significa varrer o chão todos os dias e esvaziar a lata de lixo. As celas no presídio são padrão, individuais, com uma escrivaninha e um armário. Todos os pertences pessoais de Marin têm de ficar guardados nas gavetas.

Não é permitido nenhum item pendurado nas paredes ou no teto. Quem montar prateleiras dentro do armário, adicionando ganchos, por exemplo, ou mudar a decoração da cela, é punido. O dia de José Maria Marin em Allenwood termina às 22h. Novamente o ex-presidente da CBF tem de ficar “quieto” e em pé dentro da cela para a última contagem antes de dormir. Às 5h da manhã do dia seguinte, a rotina recomeça infalivelmente.

ESTADÃO Conteúdo

Com juiz da Fifa acusado de corrupção, Del Nero pede anulação de afastamento
   1 de dezembro de 2018   │     0:02  │  0

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A defesa de Marco Polo Del Nero, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, (foto acima/Folha-UOL), pediu à Fifa a anulação do processo que culminou no afastamento do ex-cartola do futebol. Ela argumenta que um dos juízes que participou da avaliação do seu caso foi detido por suspeitas de corrupção na Malásia, tendo renunciado a seu cargo na Fifa na última quarta-feira.

O brasileiro foi banido do futebol para sempre e teve de deixar seu cargo na CBF, além de pagar uma multa milionária. A Fifa alegou que a punição ocorria diante do resultado dos inquéritos da Justiça dos Estados Unidos que apontaram para suspeitas de corrupção por parte de Del Nero na CBF e na Conmebol.

Sem jamais ter saído do Brasil desde maio de 2015, o cartola conseguiu evitar ser detido e extraditado aos Estados Unidos, como ocorreu com José Maria Marin, já condenado e sentenciado, tendo sido detido na Suíça.

Há uma semana, porém, um fato inesperado mudou o cenário. O vice-presidente do Comitê de Ética da Fifa, Sundra Rajoo, foi preso ao viajar de Zurique para seu país, a Malásia. Ele é acusado de crimes de corrupção e fraude. Nesta quarta-feira, a Fifa confirmou que o malaio renunciou ao seu cargo na entidade máxima do futebol.

No ano passado, depois de afastar antigos juízes e investigadores, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, escolheu uma nova equipe de especialistas “independentes”. Rajoo, indicado pelas confederações asiáticas, passou a ser um dos dois juízes da câmara adjudicatória do Comité de Ética da Fifa e responsável por julgar e punir dirigentes na “nova Fifa”.

Com isso, o juiz também foi um dos membros do comitê que definiu o afastamento de Del Nero. Agora, diante da suspeita em relação ao malaio e de sua renúncia, a defesa do brasileiro decidiu questionar a decisão e pedir a reabertura do processo.

Os advogados, segundo o Estado apurou em Zurique, se utilizaram da situação do afastamento do vice-presidente como um incidente processual de nulidade da condenação de Del Nero. A iniciativa pode fazer o caso se arrastar por meses e transformar a situação de Del Nero em uma incógnita.

Na Malásia, o juiz conseguiu ser solto e espera pela avaliação do caso em liberdade. Ele apresentou imunidade diplomática. Mas o malaio também foi obrigado a renunciar ao cargo que tinha no Centro Internacional de Arbitragem.

Blog com Jornal do Brasil

Preso nos EUA, Marin terá de devolver apenas fração do que pediam Fifa e Conmebol
   25 de novembro de 2018   │     0:02  │  0

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A Justiça norte-americana estabeleceu que o ex-presidente da CBF José Maria Marin, (foto acima/UOL Esporte), devolva “apenas” US$ 2,1 milhões (cerca de R$ 7,8 milhões) para a Fifa e a Conmebol, em uma conta que irá ainda dividir com outros ex-dirigentes também condenados por corrupção no futebol. O brasileiro já foi sentenciado a quatro anos de prisão nos Estados Unidos. Mas o valor é apenas 0,4% do que as entidades esportivas queriam recuperar como supostos danos dos desvios promovidos pelo ex-mandatário da CBF.

Apenas a Conmebol estimava que deveria receber de volta US$ 93,7 milhões (aproximadamente R$ 352 milhões) dos dirigentes condenados. Disso, mais de US$ 7 milhões (algo em torno de R$ 26 milhões) teriam de vir de Marin. A Fifa, por sua vez, queria a devolução de outros US$ 28 milhões (R$ 105 milhões).

Já os procuradores norte-americanos pediam que Marin e o ex-presidente da Conmebol Juan Angel Napout restituíssem US$ 55 milhões (R$ 206 milhões) diante dos danos e prejuízos causados por conta da cobrança de propinas que eles exigiram.

Em sua decisão, porém, a Corte norte-americana estimou que a Fifa teria direito de receber apenas US$ 108 mil (R$ 405 mil), sendo que a Conmebol poderia receber US$ 783 mil (R$ 2,9 milhões). Já a Concacaf teria direito a mais US$ 1,7 milhão (R$ 6,3 milhões).

A Justiça norte-americana rejeitou grande parte dos argumentos das entidades que alegaram ter sido vítimas dos ex-dirigentes e estabeleceu que o brasileiro José Maria Marin terá de devolver apenas US$ 19,5 mil (R$ 73,2 mil) para a Fifa em salários, além de US$ 118 mil (R$ 443 mil) para a Conmebol, também em salários, num total de US$ 137 mil (R$ 514 mil). Ao lado dos demais dirigentes, Marin pagará um total de US$ 2,1 milhões.

Seus advogados de defesa exaltaram a dimensão da vitória na Justiça, já que o valor é significativamente mais baixo do que solicitavam as entidades esportivas. Para Julio Barbosa, advogado de Marin, a sentença de restituição “de certa maneira coloca as coisas no devido lugar, ao rejeitar os pedidos injustificados das entidades pseudo-vítimas”.

Em agosto também foi determinada a aplicação de uma multa total de US$ 1,2 milhão (R$ 4,5 milhões, pela cotação atual), que será paga em seis parcelas, sendo a primeira seis meses depois de 20 de novembro. José Maria Marin também será confiscado em US$ 3,35 milhões (R$ 12,5 milhões) por ter participado do esquema de propinas que teria conspirado ao seu favor o recebimento de US$ 10 milhões (R$ 37,5 milhões).

Um dos argumentos da Fifa e da Conmebol era de que elas foram obrigadas a gastar milhões de dólares em investigações internas, depois que eclodiram os escândalos de corrupção em 2015.

A defesa de Napout ainda estimou que tanto os procuradores como a Fifa estariam incluindo na conta da restituição custos que não teriam qualquer relação com os dirigentes sul-americanos. Em resposta, a entidade máxima do futebol alegou que foi obrigada a conduzir investigações internas a pedido dos procuradores norte-americanos e que não sabiam o que era e o que não era relacionado com Marin.

Blog com Terra Esportes

Marin indica que vai recorrer de condenação na Justiça dos EUA
   26 de setembro de 2018   │     0:02  │  0

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Condenado por corrupção, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, (foto acima/UOL Esporte), indicou à Justiça norte-americana que irá recorrer da decisão que determina uma pena de quatro anos de prisão e uma multa milionária. Em agosto, a juíza Pamela Chen, da Corte Federal do Brooklyn, condenou Marin a 48 meses de prisão pelos crimes cometidos na época em que foi presidente da CBF de 2012 a 2015.

Marin foi acusado de participar de um esquema de corrupção internacional que resultou no pagamento de US$ 154 milhões (cerca de R$ 623 milhões) em suborno envolvendo torneios como Copa do Brasil, Copa América e Copa Libertadores. Ele já cumpriu 13 meses de detenção na Suíça e nos Estados Unidos e, por ter registrado bom comportamento, sua pena final, na prática, será reduzida para 28 meses de prisão.

Chen determinou também multa total de US$ 1,2 milhão (R$ 4,8 milhões), que será paga em seis parcelas, sendo a primeira seis meses depois de 20 de novembro deste ano, quando será publicada a sentença. José Maria Marin também será confiscado em US$ 3,35 milhões por ter participado do esquema de propinas que teria conspirado ao seu favor o recebimento de US$ 10 milhões.

Os advogados indicaram que vão recorrer da decisão da corte de Nova York. A estratégia de defesa é recorrer à Corte de Apelação e, ao mesmo tempo, pedir que Marin aguarde a decisão em prisão domiciliar, valendo-se do fato de possuir um apartamento em Nova York e de ter demonstrado, entre 2015 e 2017, que não existiria risco de fuga. Assim, o objetivo é prolongar ao máximo uma decisão final, garantindo ao brasileiro mais tempo em sua própria residência.

Na semana passada, Marin pediu que a Justiça americana permita o desbloqueio de milhões de dólares para que o ex-cartola possa pagar seus advogados e, assim, financiar seu recurso nos tribunais dos EUA.

Em novembro de 2015, quando Marin foi extraditado da Suíça para os EUA, a corte de Nova York o permitiu aguardar sua sentença em liberdade, com a condição de que depositasse uma fiança de US$ 15 milhões. Desse total, US$ 2 milhões viriam de garantias bancárias e mais US$ 1 milhão em espécie.

A promotoria americana estima, porém, que a fortuna de Marin seria bem maior do valor que ele tem bloqueado. “Marin tem uma fortuna individual de mais de US$ 14 milhões e não está em questão se ele tem a capacidade de pagar a multa”, disse a promotoria, antes mesmo de sua condenação.

Blog com Jornal do Brasil

Ex-presidente da Conmebol é condenado a nove anos de prisão
   29 de agosto de 2018   │     23:17  │  0

O paraguaio Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol e ex-vice-presidente da Fifa, foi condenado nesta quarta-feira em Nova York a nova anos de prisão por aceitar milhões de dólares em propinas em troca de contratos de televisão e marketing de torneios sul-americanos.

Napout, 60 anos, tinha “uma personalidade oculta, um lado oculto”, e “perpetuava a noção de que era uma boa pessoa ao mesmo tempo em que recebeu 3,3 milhões de dólares em propinas até ser preso e aceitou receber outros 20 milhões mais” em subornos, afirmou a juíza Pamela Chen ao anunciar a sentença.

A procuradoria americana pediu uma sentença mínima de 20 anos de prisão para Napout, que em 22 de dezembro do ano passado foi declarado culpado por formação de uma organização criminosa e de fraude financeira na Copa América e na Copa Libertadores, após sete semanas de julgamento na corte federal do Brooklyn.

“Você não pode roubar milhões em propinas das organizações e não ser punido”, declarou Chen. É preciso passar uma mensagem de que “há consequências reais, que você irá à cadeia e que não receberá apenas um tapinha no ombro”.

A juíza decidiu também que Napout terá que devolver 3,37 milhões de dólares -o dinheiro que recebeu em propinas entre 2010 e 2015, segundo a procuradoria- e pagar uma multa no valor de um milhão de dólares.

Blog com Jornal do Brasil