Category Archives: Ex-Dirigentes

Com juiz da Fifa acusado de corrupção, Del Nero pede anulação de afastamento
   1 de dezembro de 2018   │     0:02  │  0

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A defesa de Marco Polo Del Nero, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, (foto acima/Folha-UOL), pediu à Fifa a anulação do processo que culminou no afastamento do ex-cartola do futebol. Ela argumenta que um dos juízes que participou da avaliação do seu caso foi detido por suspeitas de corrupção na Malásia, tendo renunciado a seu cargo na Fifa na última quarta-feira.

O brasileiro foi banido do futebol para sempre e teve de deixar seu cargo na CBF, além de pagar uma multa milionária. A Fifa alegou que a punição ocorria diante do resultado dos inquéritos da Justiça dos Estados Unidos que apontaram para suspeitas de corrupção por parte de Del Nero na CBF e na Conmebol.

Sem jamais ter saído do Brasil desde maio de 2015, o cartola conseguiu evitar ser detido e extraditado aos Estados Unidos, como ocorreu com José Maria Marin, já condenado e sentenciado, tendo sido detido na Suíça.

Há uma semana, porém, um fato inesperado mudou o cenário. O vice-presidente do Comitê de Ética da Fifa, Sundra Rajoo, foi preso ao viajar de Zurique para seu país, a Malásia. Ele é acusado de crimes de corrupção e fraude. Nesta quarta-feira, a Fifa confirmou que o malaio renunciou ao seu cargo na entidade máxima do futebol.

No ano passado, depois de afastar antigos juízes e investigadores, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, escolheu uma nova equipe de especialistas “independentes”. Rajoo, indicado pelas confederações asiáticas, passou a ser um dos dois juízes da câmara adjudicatória do Comité de Ética da Fifa e responsável por julgar e punir dirigentes na “nova Fifa”.

Com isso, o juiz também foi um dos membros do comitê que definiu o afastamento de Del Nero. Agora, diante da suspeita em relação ao malaio e de sua renúncia, a defesa do brasileiro decidiu questionar a decisão e pedir a reabertura do processo.

Os advogados, segundo o Estado apurou em Zurique, se utilizaram da situação do afastamento do vice-presidente como um incidente processual de nulidade da condenação de Del Nero. A iniciativa pode fazer o caso se arrastar por meses e transformar a situação de Del Nero em uma incógnita.

Na Malásia, o juiz conseguiu ser solto e espera pela avaliação do caso em liberdade. Ele apresentou imunidade diplomática. Mas o malaio também foi obrigado a renunciar ao cargo que tinha no Centro Internacional de Arbitragem.

Blog com Jornal do Brasil

Preso nos EUA, Marin terá de devolver apenas fração do que pediam Fifa e Conmebol
   25 de novembro de 2018   │     0:02  │  0

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A Justiça norte-americana estabeleceu que o ex-presidente da CBF José Maria Marin, (foto acima/UOL Esporte), devolva “apenas” US$ 2,1 milhões (cerca de R$ 7,8 milhões) para a Fifa e a Conmebol, em uma conta que irá ainda dividir com outros ex-dirigentes também condenados por corrupção no futebol. O brasileiro já foi sentenciado a quatro anos de prisão nos Estados Unidos. Mas o valor é apenas 0,4% do que as entidades esportivas queriam recuperar como supostos danos dos desvios promovidos pelo ex-mandatário da CBF.

Apenas a Conmebol estimava que deveria receber de volta US$ 93,7 milhões (aproximadamente R$ 352 milhões) dos dirigentes condenados. Disso, mais de US$ 7 milhões (algo em torno de R$ 26 milhões) teriam de vir de Marin. A Fifa, por sua vez, queria a devolução de outros US$ 28 milhões (R$ 105 milhões).

Já os procuradores norte-americanos pediam que Marin e o ex-presidente da Conmebol Juan Angel Napout restituíssem US$ 55 milhões (R$ 206 milhões) diante dos danos e prejuízos causados por conta da cobrança de propinas que eles exigiram.

Em sua decisão, porém, a Corte norte-americana estimou que a Fifa teria direito de receber apenas US$ 108 mil (R$ 405 mil), sendo que a Conmebol poderia receber US$ 783 mil (R$ 2,9 milhões). Já a Concacaf teria direito a mais US$ 1,7 milhão (R$ 6,3 milhões).

A Justiça norte-americana rejeitou grande parte dos argumentos das entidades que alegaram ter sido vítimas dos ex-dirigentes e estabeleceu que o brasileiro José Maria Marin terá de devolver apenas US$ 19,5 mil (R$ 73,2 mil) para a Fifa em salários, além de US$ 118 mil (R$ 443 mil) para a Conmebol, também em salários, num total de US$ 137 mil (R$ 514 mil). Ao lado dos demais dirigentes, Marin pagará um total de US$ 2,1 milhões.

Seus advogados de defesa exaltaram a dimensão da vitória na Justiça, já que o valor é significativamente mais baixo do que solicitavam as entidades esportivas. Para Julio Barbosa, advogado de Marin, a sentença de restituição “de certa maneira coloca as coisas no devido lugar, ao rejeitar os pedidos injustificados das entidades pseudo-vítimas”.

Em agosto também foi determinada a aplicação de uma multa total de US$ 1,2 milhão (R$ 4,5 milhões, pela cotação atual), que será paga em seis parcelas, sendo a primeira seis meses depois de 20 de novembro. José Maria Marin também será confiscado em US$ 3,35 milhões (R$ 12,5 milhões) por ter participado do esquema de propinas que teria conspirado ao seu favor o recebimento de US$ 10 milhões (R$ 37,5 milhões).

Um dos argumentos da Fifa e da Conmebol era de que elas foram obrigadas a gastar milhões de dólares em investigações internas, depois que eclodiram os escândalos de corrupção em 2015.

A defesa de Napout ainda estimou que tanto os procuradores como a Fifa estariam incluindo na conta da restituição custos que não teriam qualquer relação com os dirigentes sul-americanos. Em resposta, a entidade máxima do futebol alegou que foi obrigada a conduzir investigações internas a pedido dos procuradores norte-americanos e que não sabiam o que era e o que não era relacionado com Marin.

Blog com Terra Esportes

Marin indica que vai recorrer de condenação na Justiça dos EUA
   26 de setembro de 2018   │     0:02  │  0

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Condenado por corrupção, o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol, José Maria Marin, (foto acima/UOL Esporte), indicou à Justiça norte-americana que irá recorrer da decisão que determina uma pena de quatro anos de prisão e uma multa milionária. Em agosto, a juíza Pamela Chen, da Corte Federal do Brooklyn, condenou Marin a 48 meses de prisão pelos crimes cometidos na época em que foi presidente da CBF de 2012 a 2015.

Marin foi acusado de participar de um esquema de corrupção internacional que resultou no pagamento de US$ 154 milhões (cerca de R$ 623 milhões) em suborno envolvendo torneios como Copa do Brasil, Copa América e Copa Libertadores. Ele já cumpriu 13 meses de detenção na Suíça e nos Estados Unidos e, por ter registrado bom comportamento, sua pena final, na prática, será reduzida para 28 meses de prisão.

Chen determinou também multa total de US$ 1,2 milhão (R$ 4,8 milhões), que será paga em seis parcelas, sendo a primeira seis meses depois de 20 de novembro deste ano, quando será publicada a sentença. José Maria Marin também será confiscado em US$ 3,35 milhões por ter participado do esquema de propinas que teria conspirado ao seu favor o recebimento de US$ 10 milhões.

Os advogados indicaram que vão recorrer da decisão da corte de Nova York. A estratégia de defesa é recorrer à Corte de Apelação e, ao mesmo tempo, pedir que Marin aguarde a decisão em prisão domiciliar, valendo-se do fato de possuir um apartamento em Nova York e de ter demonstrado, entre 2015 e 2017, que não existiria risco de fuga. Assim, o objetivo é prolongar ao máximo uma decisão final, garantindo ao brasileiro mais tempo em sua própria residência.

Na semana passada, Marin pediu que a Justiça americana permita o desbloqueio de milhões de dólares para que o ex-cartola possa pagar seus advogados e, assim, financiar seu recurso nos tribunais dos EUA.

Em novembro de 2015, quando Marin foi extraditado da Suíça para os EUA, a corte de Nova York o permitiu aguardar sua sentença em liberdade, com a condição de que depositasse uma fiança de US$ 15 milhões. Desse total, US$ 2 milhões viriam de garantias bancárias e mais US$ 1 milhão em espécie.

A promotoria americana estima, porém, que a fortuna de Marin seria bem maior do valor que ele tem bloqueado. “Marin tem uma fortuna individual de mais de US$ 14 milhões e não está em questão se ele tem a capacidade de pagar a multa”, disse a promotoria, antes mesmo de sua condenação.

Blog com Jornal do Brasil

Ex-presidente da Conmebol é condenado a nove anos de prisão
   29 de agosto de 2018   │     23:17  │  0

O paraguaio Juan Ángel Napout, ex-presidente da Conmebol e ex-vice-presidente da Fifa, foi condenado nesta quarta-feira em Nova York a nova anos de prisão por aceitar milhões de dólares em propinas em troca de contratos de televisão e marketing de torneios sul-americanos.

Napout, 60 anos, tinha “uma personalidade oculta, um lado oculto”, e “perpetuava a noção de que era uma boa pessoa ao mesmo tempo em que recebeu 3,3 milhões de dólares em propinas até ser preso e aceitou receber outros 20 milhões mais” em subornos, afirmou a juíza Pamela Chen ao anunciar a sentença.

A procuradoria americana pediu uma sentença mínima de 20 anos de prisão para Napout, que em 22 de dezembro do ano passado foi declarado culpado por formação de uma organização criminosa e de fraude financeira na Copa América e na Copa Libertadores, após sete semanas de julgamento na corte federal do Brooklyn.

“Você não pode roubar milhões em propinas das organizações e não ser punido”, declarou Chen. É preciso passar uma mensagem de que “há consequências reais, que você irá à cadeia e que não receberá apenas um tapinha no ombro”.

A juíza decidiu também que Napout terá que devolver 3,37 milhões de dólares -o dinheiro que recebeu em propinas entre 2010 e 2015, segundo a procuradoria- e pagar uma multa no valor de um milhão de dólares.

Blog com Jornal do Brasil

Vergonhosa impunidade
   26 de agosto de 2018   │     0:03  │  0

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Ricardo Teixeira e Del Nero conversam na sede da CBF (Foto: ESTADÃO)

A condenação do ex-presidente da CBF José Maria Marin, nos EUA, deveria envergonhar a Justiça brasileira, omissa e falha quando o assunto é punir dirigentes esportivos.

Marin foi encarcerado e condenado por lá, mas Ricardo Teixeira e Marco Polo Del Nero, ex-presidentes da CBF, como ele, ambos citados no mesmo inquérito do FBI sobre corrupção no mundo futebol, seguem lépidos e fagueiros por aqui, usufruindo da dinheirama obtida nos tempos em que mandavam na confederação.

Del Nero, aliás, mesmo afastado do cargo e banido do esporte pela Fifa, segue dando as cartas, tendo eleito até o seu sucessor, Rodrigo Caboclo. A farra da impunidade campeia no esporte brasileiro. Um escândalo.

Jornal do Brasil