Category Archives: Estádios

Engenhão dá prejuízo de meio milhão de reais em só dois jogos do Carioca
   1 de fevereiro de 2017   │     0:02  │  0

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O Engenhão não deverá ter muitos jogos nesta temporada do Rio de Janeiro (Foto: O Globo)

 

O Campeonato Carioca mal começou e uma coisa já está clara: jogar no Engenhão é sinônimo de prejuízo. O estádio da zona Norte do Rio recebeu duas partidas na primeira rodada da Taça Guanabara, sendo uma delas um clássico, e, juntas, elas geraram um déficit de mais de meio milhão de reais. Exatamente R$ 528.427,16.

No último sábado, o Botafogo recebeu o Nova Iguaçu para um público de 6.689 torcedores, dos quais apenas 818 entraram sem pagar. A renda líquida da partida foi R$ 106 mil, mas as despesas bateram em R$ 424 mil. Assim, o jogo teve um prejuízo de R$ 317,8 mil.

Já o clássico entre Vasco e Fluminense, para 11.711 torcedores, teve uma renda de R$ 353 mil. Só as despesas, porém, passaram de R$ 560 mil, incluindo aí uma taxa de R$ 200 mil como aluguel do estádio. No fim, um prejuízo de R$ 210,5 mil, dividido por igual entre Vasco e Fluminense.

O Engenhão foi reaberto este ano com o duelo entre a seleção brasileira e a Colômbia, na quarta-feira da semana passada. O jogo, cuja renda foi revertida para a Chapecoense, também foi um fracasso de público: pouco mais de 18 mil pagantes.

Blog com A TARDE

Notificada pela Justiça, concessionária reassume o Maracanã
   23 de janeiro de 2017   │     0:02  │  0

A concessionária Maracanã S/A retomou a administração do estádio do Maracanã e do ginásio do Maracanãzinho, na zona norte do Rio, após receber oficialmente a liminar concedida pela Justiça Estadual, que obriga a empresa a reassumir a gestão do complexo esportivo, sob pena de multa diária de R$ 200 mil. A liminar havia sido pedida pela Procuradoria Geral do Estado.

Em nota, a concessionária afirmou que “já restabeleceu o contrato com a empresa responsável de segurança, inclusive solicitando o aumento do efetivo para o Maracanã e Maracanãzinho. O mesmo procedimento será feito com outros prestadores de serviço, como as empresas responsáveis pela manutenção do gramado e limpeza”.

Mas a concessionária vai recorrer, nos próximos dias, porque entende que o Comitê Rio 2016, que administrou o complexo de 1º de março até novembro, não devolveu o Maracanã nas mesmas condições em que recebeu. “O Termo de Autorização de Uso (documento que disciplinou o uso do estádio e do ginásio pelo Comitê Rio 2016 durante os Jogos Olímpicos) prevê que o Rio-2016 deveria devolver o Maracanã e o Maracanãzinho somente depois de feitos todos os reparos nas instalações”, diz nota da concessionária.

No recurso contra a liminar, a concessionária vai afirmar que “o legado de problemas deixado pelo Comitê Organizador coloca em xeque a própria capacidade de operação do Maracanã e do Maracanãzinho, expondo os usuários a condições inadequadas de saúde, conforto e, sobretudo, de segurança”.

Entre as pendências apontadas pela concessionária estão o uso de carga excessiva na cobertura do Maracanã (o limite estabelecido pelo fabricante é de 81 toneladas e foram afixadas 189 toneladas, diz a empresa, que cobra um laudo atestando que essa estrutura não foi afetada), a queima de um painel elétrico durante a Olimpíada, a falta de cadeiras nas arquibancadas, a falta de catracas eletrônicas, publicidade do comitê espalhada por todo o estádio, fechaduras quebradas e a falta de um laudo atestando que o sistema de drenagem do gramado não foi afetado pelas intervenções feitas pelo comitê para a cerimônia de encerramento da Paralimpíada.

Blog com A TARDE

Odebrecht quer R$ 60 milhões por sua parte no consórcio do Maracanã
   17 de janeiro de 2017   │     0:01  │  0

Maracanã foi alvo de saques na noite de segunda-feira, segundo a Ferj (Foto: Ferj/Site Oficial)Maracanã foi alvo de saques na noite da última segunda-feira, segundo informações da Ferj (Foto: Ferj/Site Oficial)

A empreiteira Odebrecht está pedindo R$ 60 milhões para repassar os 95% de sua parte no consórcio que gerencia o estádio, segundo o jornal a Folha de S.Paulo. O restante – 5% – pertence à AEG, especializada em gerir arenas esportivas.

A construtora é dona da empresa Maracanã S.A., responsável pela administração do estádio, que foi remodelado para a Copa do Mundo de 2014 e para os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Alegando um prejuízo de R$ 173 milhões, a Odebrecht não quer seguir na gestão da arena. A empreiteira argumenta que o Comitê Rio 2016 entregou o Maracanã com vários reparos a fazer e que não arcará com esses custos.

O comitê, por sua vez, acumula dívidas milionárias por conta dos Jogos e admite não ter dinheiro neste momento para fazer as reformas necessárias – a estrutura da cobertura do estádio, por exemplo, estaria prejudicada. Já o Governo do Estado do Rio de Janeiro, em grave crise financeira, se recusa a gerir a arena.

Isto posto, duas empresas fizeram propostas para comprar a participação da Odebrecht no negócio, ainda de acordo com a Folha de S.Paulo: as francesas Lagardère e a GL Events. A primeira já gerencia dois estádios no Brasil (o Independência, em Belo Horizonte, e o Castelão, em Fortaleza), além de operar em 50 arenas ao redor do mundo. Já a segunda controla o Riocentro, a Rio Arena, e o Anhembi, em São Paulo. Também fechou um negócio com o Flamengo para que o clube possa mandar seus jogos no Maracanã.

Ambas as ofertas estão sendo analisadas pela Secretaria do Estado do Rio de Janeiro. Uma resposta deve ser dada até o final de janeiro, conforme informação da Folha de S.Paulo. A empresa que vencer a licitação terá que destinar R$ 5,5 milhões ao governo estadual pelos 30 anos de concessão.

Enquanto o impasse não é resolvido, o Maracanã se encontra em estado de abandono. O gramado apresenta falhas e várias tonalidades de cor. Nesta semana, foram roubados bustos – inclusive o do jornalista Mário Filho, que dá nome ao estádio -, extintores, mangueiras e fiação, escancarando a falta de segurança no local.

As autoridades têm até o dia 25 de janeiro para colocar o estádio em condições mínimas para jogos, já que o Campeonato Carioca começará para os clubes grandes nessa data.

Na última quinta-feira, o governador Luiz Fernando Pezão e o presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro, Rubens Lopes, se reuniram por 45 minutos no Palácio Guanabara, onde discutiram soluções para os problemas do estádio.

“Levamos a nossa preocupação em relação ao Maracanã e o anseio de utilizá-lo pontualmente. O Governador foi extremamente sensível e receptível à ideia”, afirmou Rubens Lopes.

Uma nova reunião com o mandatário da Ferj foi marcada por Pezão para o dia de hoje. “Vamos prosseguir no assunto que ele, assim como nós, entende ser delicado e importante. A nossa proposta interrompe as dificuldades que o Maracanã atravessa”, acrescentou Lopes.

Blog com Gazeta Esportiva

Maracanã tem equipamentos furtados e Ferj pede socorro ao Estado
   12 de janeiro de 2017   │     0:02  │  0

Maracanã foi alvo de saques na noite de segunda-feira, segundo a Ferj (Foto: Ferj/Site Oficial)Maracanã foi alvo de saques na início desta semana, segundo a Ferj (Foto: Ferj/Site Oficial)

Não bastasse a falta de manutenção – com problemas de iluminação e buracos no gramado -, o Maracanã agora virou alvo de furtos. O estádio teve equipamentos, como extintores, mangueiras e monitores, roubados, segundo denúncia recebida nesta semana pela Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

O descaso com o principal estádio brasileiro levou a entidade que administra o futebol fluminense a pedir socorro ao governo estadual, chefiado pelo peemedebista Luiz Fernando Pezão.

“Se não houver intervenção imediata do governo para impedir os saques e a destruição do Maracanã, talvez de nada adiante a nossa reunião do dia 17”, alertou Rubens Lopes, presidente da Ferj.

A Ferj convocou os presidentes dos clubes para uma reunião no próximo dia 17 com intuito de encontrar uma solução para o caso do Maracanã, abandonado em meio à crise do estado do Rio de Janeiro e a uma briga entre o Comitê Rio 2016 e a Concessionária Maracanã S.A., controlada pelas empreiteiras Odebrecht (95%) e AEG.

A concessionária alega que não voltará a administrar o estádio enquanto o Comitê Rio 2016 não fizer os reparos em áreas prejudicadas durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos – a cobertura teria urgência de reformas, por exemplo. O comitê, por sua vez, tem dívidas milionárias com seus credores, enquanto o Estado não quer arcar com os custos das obras.

Blog com Gazeta Esportiva

Sem aprovação dos estádios, Alagoano-2017 vai começar mesmo no próximo dia 22?
   11 de janeiro de 2017   │     18:05  │  2

Restando poucos dias para o início do Campeonato Alagoano, nenhum estádio de Alagoas está em condições de receber partidas de futebol. O prazo para a regularização junto à FAF se expirou no dia 4 de janeiro, e as praças esportivas têm débitos que vão dos laudos técnicos até a falta de iluminação artificial, exigência que consta no regulamento da competição e de conhecimento prévio dos clubes. Nada disso é novidade. Trata-se de um cenário que se repete todos os anos no evento esportivo mais importante de Alagoas.

A situação mais urgente é a do Rei Pelé. De acordo com o último relatório da FAF, o Trapichão tem os laudos de higiene, de incêndio e pânico, de segurança e de engenharia vencidos. Todos os documentos técnicos, portanto, estão desatualizados. O aval da Polícia Militar (PM) é de suma importância, tendo em vista as cenas de barbárie que foram observadas na final da última edição do Campeonato Alagoano. O CSA, inclusive, tem amistoso contra o Confiança marcado para a quarta-feira, no Rei Pelé.

Os estádios de Arapiraca, Palmeira dos Indios, São Miguel dos Campos, Boca da Mata, Olho D’Água das Flores, Coruripe e Murici ainda aguardam aprovação dos laudos.

Em alguns casos, os clubes aguardam apenas a atualização dos laudos. Os estádios Gerson Amaral, Olival Elias de Morais, José Gomes da Costa, Juca Sampaio e Edson Matias, por exemplo, já receberam a visita da Polícia Militar. A FAF deve receber em breve um comunicado informando as condições de segurança dessas praças esportivas.

Restam poucos dias para a atualização dos laudos. Mesmo com o prazo expirado, a FAF espera os documentos até os dias que antecedem a rodada de abertura do Alagoano, marcada para o dia 22 de janeiro. Será que tudo será resolvido até o dia 20?

Blog e GloboEsporte/AL