Category Archives: Esportes

Pais nos treinos de base do futebol atrapalham?
   6 de janeiro de 2020   │     0:03  │  0

Um dos aspectos da aprendizagem esportiva é a presença dos responsáveis junto à prole durante aulas e treinos. Natação, futsal, basquete, entre outros esportes, lidam com certa frequência com a presença de pais, avós e demais parentes que assistem aos treinos. Expectativas geradas sobre o desempenho dos filhos e netos são normais, principalmente para pais de primeira viagem, onde um pequeno acerto ou erro ganham uma dimensão maior que deveria.

Mas passemos agora para o futebol. A aprendizagem desse esporte, bem como a seleção de talentos para as categorias de base de grandes clubes, é cercada de uma cultura esportiva distinta daquela que temos nos outros esportes. Seja porque as famílias vislumbram algum benefício financeiro futuro, seja porque o futebol é sem dúvida o nosso esporte mais popular, o que se tem é ausência de responsáveis distante dos treinos das categorias de base da maioria dos clubes. Por que?

A explicação é que quando pais e responsáveis estão por perto, eles atrapalham mais que ajudam. Gritos, xingamentos, discussões, conselhos distintos dos treinadores sobre uma determinada jogada, por exemplo, são algumas das explicações que são usadas para afastar os pais das arquibancadas durante os treinos. Ou seja: um treino vira um jogo de final de campeonato. Difícil situação.

Compreende-se que esta seja a solução mais simples para evitar situações constrangedoras ou excessivamente invasivas em momentos de aprendizagem visando ao resultado de excelência. Mas há de se fazer diferente. Se os esportes citados no início deste texto contam com professores e treinadores que têm de saber lidar com estas situações, por que no futebol não conseguimos fazer diminuir a tensão, a expectativa e, por que não, as situações de conflito que impedem a presença dos pais e responsáveis próximo dos seus rebentos?

Claro que as cobranças não vão diminuir, ou o ambiente não vai ficar tranquilo de uma hora para outra, mas os clubes precisam ter outras estratégias do que apenas impedir a presença dos responsáveis nos treinos, com a justificativa de que eles atrapalham. Sem contar, é claro, que muitas vezes os locais de treino não contam com estrutura adequada para lidar com situações de acidentes que são comuns em esportes de contato como o futebol. Até que o responsável chegue ao local, tal como no gramado ou mesmo no vestiário, existe uma eternidade que só quem é pai ou mão sabe como é importante, sobretudo quando a situação envolve o próprio filho. Assim, é injusto, desumano e desnecessário que pais e responsáveis sejam obrigados a ficar do lado de fora, em pé, procurando frestas, assistindo de longe seus filhos…

A realidade é complexa e soluções simples normalmente estão erradas, mas algo precisa mudar nestes ambientes. Algo que ofereça mais do que pedir para que se “aguarde lá fora, por favor”.

Blog com matéria de CARLOS HENRIQUE DE VASCONCELLOS RIBEIRO, [email protected] (JORNAL DO BRASIL)

Judoca Rafaela Silva é flagrada em antidoping
   20 de setembro de 2019   │     23:08  │  0

Macaque in the trees

A judoca brasileira Rafaela Silva, 27, (foto acima/Divulgação), foi flagrada em um exame antidoping. Ainda não há confirmação sobre a competição em que foi realizado o teste e qual foi a substância detectada.

Recentemente, Rafaela Silva foi medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no início de agosto, e de bronze no Mundial realizado no Japão, no fim do mesmo mês. Ainda não é possível saber se esses resultados serão invalidados.

Uma das principais judocas da história do país, ela foi campeã olímpica na Rio-2016 e também conquistou o campeonato mundial realizado na cidade em 2013.

Blog com FolhaPress

TV deixa de ser absoluta e transmissão dos jogos de futebol passa por ‘revolução’
   16 de maio de 2019   │     0:03  │  0

Em vez de somente contar com a televisão, o torcedor agora tem uma série de novos dispositivos para continuar ligado no futebol. Se por um lado a Série A vive um impasse sobre direitos de transmissão e teve no último domingo, por exemplo, uma partida (Atlético-MG x Palmeiras) sem exibição de nenhum canal, outros campeonatos menos badalados ganharam espaço em plataformas até então inéditas.

A Série C do Brasileiro assinou neste ano um contrato de quatro temporadas com a DAZN. A empresa inglesa vai exibir 86 partidas da competição pela internet. Nas duas primeiras rodadas, foram oito jogos transmitidos via Youtube e Facebook. O destaque foram os 500 mil acessos registrados no empate por 2 a 2 entre Santa Cruz e Treze-PB.

“Estamos diante de um mercado de transmissão esportiva em evolução para o digital, no qual as emissoras estão repensando os formatos”, disse à reportagem do Estado o vice-presidente da DAZN Brasil, Bruno Rocha. “A Série C foi a oportunidade perfeita para os nossos planos para o DAZN se estabelecer dentro do futebol brasileiro e expandir a sua presença”, completou.

As transmissões são feitas com tecnologia simples, na maioria das vezes com uma única câmera para gerar imagens ou até por um celular apoiado em um tripé e com conexão 3G.

Segundo o diretor do MyCujoo para o Brasil e América Latina, Terence Gargantini, apenas na primeira rodada da Série D a plataforma transmitiu 30 jogos e teve 400 mil acessos. “Nós não queremos disputar com os grandes canais. Temos nosso próprio segmento: os jogos que não passariam na TV. A internet nos ajuda a estar em vários lugares ao mesmo tempo”, comentou.

A CBF terá mais de 600 jogos distribuídos em diferentes dispositivos e coordena com as respectivas equipes dos parceiros a padronização das exibições. O intuito é fixar em grande parte dessas transmissões os mesmos conceitos, como ângulos de câmera, padronização gráfica das informações presentes na tela e da linguagem das equipes de transmissão.

IMPACTO – Para especialistas ouvidos pela reportagem, as mudanças no mercado de transmissão estão apenas no começo. “Existe um desafio de atender a audiência das novas gerações. A pessoa olha a TV, mas está com o celular e o tablet nas mãos. Não se consome esporte da mesma forma que anos atrás”, afirmou o diretor de negócios da consultoria Golden Goal, Danyel Braga, especialista em marketing esportivo.

Já para o advogado especialista em direito desportivo André Sica, do escritório CSMV, a mudança nas transmissões no Brasil poderiam ser ainda maiores caso a Lei Pelé não fosse tão restritiva. O texto determina que para uma partida ser exibida é necessário os dois times estarem sob o mesmo contrato de transmissão. “Isso atrapalha fundamentalmente a abertura do mercado para novos concorrentes e novos veículos. As legislações mais modernas preveem que o mandante é o detentor do espetáculo e pode negociar.”

Blog com ISTOÉ

Após saída da Globo, apresentadora dispara: ‘Não tenho fama de barraqueira à toa’
   8 de abril de 2019   │     0:03  │  0

Cris Dias

Cris Dias, (foto acima/TV Globo), abriu o jogo sobre sua saída da Rede Globo após 13 anos. Em entrevista ao portal “UOL”, a apresentadora revelou como recebeu a decisão da emissora e falou sobre a experiência vivida durante este período.

“A saída foi de boa. Disseram que não havia interesse na renovação. Mas saio com o sentimento de gratidão. Foi um aprendizado, fiz contatos, consolidei o meu nome no esporte”, disse a jornalista.

Sobre a polêmica em que se envolveu com William Waack, enquanto apresentava o Jornal da Globo durante as Olimpíadas de 2016, Cris disse não se arrepender de ter rebatido o companheiro e que foi uma atitude necessária.

“Levantei a bandeira do empoderamento feminino. Foi sem querer, mas valeu, é sempre bom levantar essa bandeira. Quis interromper meu comentário e eu reagi. Não tenho fama de barraqueira à toa”, comentou a apresentadora, que afirmou ter levado uma relação tranquila com o colega após o ocorrido. “Muita gente não entendia a nossa parceria. Ele tem um humor ácido, mas a gente se dava muito bem. No dia em que isso aconteceu, a gente tinha ido ver o jogo de basquete da Argentina contra os Estados Unidos. Eu gostava de sacanear ele: ‘você pilota avião e não sabe mexer em um telão’. No fundo, era um encontro de gerações e a gente se completava. Ele ficava com os papéis e eu com o tablet e o telão do estúdio.”

Com a saída de Cris Dias do “Bom Dia Brasil”, quem assumirá a parte de esportes no telejornal será Carol Barcellos. No entanto, o quadro deixará de ser diário e passará a ir ao ar às segundas e quintas.

Blog com O DIA

Brasil recebe pela primeira vez Copa Libertadores de futebol em cadeiras de rodas
   12 de novembro de 2017   │     0:03  │  0

A equipe Rio de Janeiro Power Soccer (RJPS), que acaba de conquistar o bicampeonato Brasileiro de Power Soocer, será uma das representantes brasileiras na Taça Libertadores
A equipe Rio de Janeiro Power Soccer (RJPS), que acaba de conquistar o bicampeonato Brasileiro de Power Soocer, será uma das representantes brasileiras na Taça Libertadores

 

O Brasil será sede, pela primeira vez, da Copa Libertadores e da Copa Sulamericana 2017 de futebol em cadeira de rodas motorizadas. Os jogos acontecerão na Arena 3, do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca.

A taça Libertadores será disputada nos dias 16 e 17 de novembro, das 10h30 às 17h30, por seis times: dois do Brasil, dois da Argentina e dois do Uruguai. Entre os representantes brasileiros está o Rio de Janeiro Power Soccer (RJPS), que acaba de conquistar o bicampeonato Brasileiro de Power Soocer, realizado em outubro.

Já a Copa Sulamericana acontece no dia 18 de novembro, das 10h às 15h, e será disputada pelas seleções do Brasil, Argentina e Uruguai, também na Arena 3.

“É um ganho enorme poder sediar, no Parque Olímpico, os dois eventos mais importantes da modalidade na América do Sul. Nossa equipe está muito empolgada com a conquista do bicampeonato brasileiro e tem tudo para fazer uma excelente participação na Libertadores. Além disso, temos cinco atletas na seleção brasileira que irão disputar a Copa Sulamericana e tentarão o título inédito para o Brasil”, diz Bruno Fernandes, presidente do RJPS – maior time brasileiro da modalidade e o primeiro a ter uma equipe exclusivamente infantil no Brasil.

Sobre o esporte

O Power Soccer é a única modalidade paradesportiva que permite a participação de pessoas com deficiência motora severa, como tetraplegia, paralisia cerebral, distrofia muscular, entre outros, a partir dos 6 anos de idade e de qualquer gênero, no mesmo time.

Criado na França e no Canadá, no final dos anos 70, a modalidade ganhou força e o mundo. Atualmente, é praticada em quase 30 países e já é reconhecida pelo Comitê Paralímpico Internacional (IPC). A expectativa é que se torne uma modalidade paralímpica nos Jogos de 2024.

Blog com Jornal do Brasil