Category Archives: Dirigentes

Presidente do Flu critica Allan e vai notificar Liverpool
   12 de janeiro de 2020   │     0:02  │  0

Ausência de Allan é muito sentida pelo Fluminense

Ausência de Allan é muito sentida pelo Fluminense (Foto: Lucas Merçon/Fluminense)

A ida de Allan para o Atlético-MG repercutiu no Fluminense. Após ver seu plano de manter o jogador ser frustrado, o presidente Mário Bittencourt veio a publico condenar a postura do volante e do Liverpool. Para completar, ainda anunciou que irá notificar o clube na Fifa por ter feito leilão pelo atleta.

— Minha critica é à postura do Liverpool. E antecipo que vamos notificar o clube, o atleta e o Atlético-MG com cópia para a Fifa. Foi minimamente uma postura antiética de negociar com duas instituições jogando o preço para cima. No português claro, ele fez um leilão. Não queriam ficar com o atleta lá e ele ainda tinha mais um ano e meio de contrato — criticou o presidente tricolor.

O dirigente enumerou à imprensa o passo a passo da negociação. Segundo ele, a primeira conversa ocorreu ainda em São Paulo, em dezembro, no dia do jogo contra o Corinthians, pela última rodada do Brasileiro. Ao ouvir de Allan que gostaria de permanecer no Fluminense, Bittencourt dedicou os dias seguintes a negociar com ele o novo salário.

Passada esta etapa, as conversas foram com o Liverpool. Depois de idas e vindas na negociação, com direito a comunicado dos ingleses de que também estavam tratando com outro clube (sem dizer qual), chegou-se a um acordo em relação a preço e forma de pagamento e as minutas do contrato foram trocadas. Foi aí que, segundo Bittencourt, surgiram as notícias de que o jogador estaria em Belo Horizonte para fechar com o Atlético-MG.

— O Liverpool então nos responde “Paramos aqui todas as negociações porque precisamos conversar com o atleta para que ninguém fique chateado”. Ou seja: eles viram a cagada que fizeram e tentaram consertar. Quando definitivamente respondem “Obrigado pela proposta, nós aceitamos, mas o próprio atleta tinha o desejo de jogar no Atlético-MG” — contou Bittencourt.

As acusações mais duras foram ao Liverpool, mas Allan também teve sua postura questionada. Sem negar ao jogador seu direito de escolher o clube no qual quer jogar, Bittencourt criticou o que ele considera ter sido uma falta de palavra do atleta.

— Ficam lições. E a primeira é que juras de amor devem ficar da porta para dentro, porque, no fundo, isso é o mercado do futebol profissional. O equívoco é o atleta querer criar e vender uma relação de paixão que não existe. Não há nenhum problema em o atleta querer trocar de clube , trocar de ares. A gente criou aqui um método de trabalhar com transparência. Então a gente não aceita o contrário. O que buscamos é acabar com o disse-me-disse e com falta de palavra. E da parte do atleta faltou lealdade às nossas conversas.

Allan já foi apresentado pelo Atlético-MG. Desde que viajou para Belo Horizonte para assinar com o clube mineiro, o jogador passou a ser alvo de ofensas nas redes sociais. Bittencourt apelou à torcida que deixe o volante em paz.

— Isso não tem que acontecer. Temos que canalizar nossas energias no Fluminense. Não quero nenhum jogador que não quer trabalhar aqui. E peço que a torcida aplauda os jogadores que aqui chegaram.

Blog com EXTRA

Presidente critica Sampaoli: “Ele exagerava em tudo”
   10 de janeiro de 2020   │     20:50  │  0

Resultado de imagem para José Carlos Peres, do Santos
 

Durante a apresentação do novo técnico do Santos, Jesualdo Ferreira, a relação entre o presidente José Carlos Peres, (foto acima/Esportes Band/UOL), e Jorge Sampaoli, ex-comandante do Peixe, esteve em pauta. Questionado a respeito da falta de comunicação entre os dois e, mais especificamente, dos cinco meses que ambos supostamente não conversaram, o mandatário negou.

“Não é verdade que não falei com ele há cinco meses. Ele exagerava em tudo, é gozador. Falou que um jogador era o centésimo da lista. É impossível. Estou quase que diariamente no CT, participo da vida do clube, procuro contribuir sem interferir no trabalho do treinador”, explicou.

“Fico no administrativo/financeiro, que já é difícil, e trazemos um top porque é o comandante. Cinco meses é impossível se estou diariamente. Contratamos Paulo Autuori e deleguei a ele o assunto. Se não não precisava do Autuori. Almoçamos juntos, trocamos ideias e ele se referiu a estar mais presente com ele. É 2020, é outra realidade, estamos confortáveis com treinador experiente”, completou.

Apesar dos bons resultados, a passagem de Jorge Sampaoli foi marcada por desentendimentos com a diretoria. Ao longo dos meses à frente do clube da Vila Belmiro, o argentino criticou abertamente o presidente e a falta de recursos para montar um elenco mais competitivo.

Em tom de desabafo, Peres ainda fez uma crítica aos veículos de imprensa. Segundo ele, existe um interesse incomum com a situação financeira do Santos.

“Todos estão com problemas, mas aqui atrasamos oito dias e virou um trauma. Clubes devem há oito meses e não há a mesma intensidade de crítica. Temos que trabalhar pelo Santos com firmeza e objetivo. Imprensa é importante, admiro, valorizo, tem que ter a notícia, mas boa. Que engloba o futebol, qualifica. Notícia ruim não ajuda ninguém”, finalizou.

Blog com Terra Esportes

Bilionário russo quer comprar clube no Brasil e já tem alvos
     │     19:00  │  0

O Russo Ivan Savvidis, um dos homens mais ricos do mundo, é dono do PAOK, da Grécia

O Russo Ivan Savvidis, um dos homens mais ricos do mundo, é dono do PAOK, da Grécia

(Foto: Alexandros Avramidis / Reuters)

Ivan Savvidis, um dos homens mais ricos do mundo, está disposto a investir parte de sua fortuna no futebol brasileiro. A Gazeta Esportiva apurou que o russo pretende procurar clubes no Brasil que se interessem em uma parceria ou até mesmo em venda definitiva.

Na verdade, a intenção partiu de Giorgos Savvidis, filho e sócio de Ivan. Giorgos é apaixonado pelo futebol brasileiro, há tempos cultiva a ideia de adquirir um clube por aqui e agora conseguiu convencer o pai.

A intenção da família Savvidis é repetir o que fez em 2013 com o PAOK, da Grécia. Quitar as dívidas do clube, investir pesado em contratações e obter retornos tanto no campo quanto nas finanças. Jogadores jovens, com potencial de venda alto, seriam o foco.

A parceria entre Red Bull e Bragantino chamou atenção no exterior como algo promissor em um mercado que, na visão dos investidores russos, ainda é o melhor do mundo neste segmento.

Até mesmo a ascensão do Flamengo, que ultrapassou fronteiras em 2019, serviu para Ivan Savvidis ser convencido pelo filho.

CLUBES NA MIRA
Apesar do interesse inicial em Paraná-Clube e Fortaleza, outras opções não estão descartadas pela família Savvidis. Encontrar o clube ideal é apenas o primeiro passo, e não há intenção, pelo menos por ora, por parte dos investidores, de se envolver com mais de uma equipe.

QUEM É O INVESTIDOR
Ivan Savvidis, 60 anos, é dono do PAOK, um dos times mais ricos do futebol grego. Polêmico, o dirigente chegou ao comando do clube em 2013, depois que uma de suas empresas comprou as ações da equipe. A sua chegada mudou completamente o patamar da agremiação, que vivia em dívidas até os anos anteriores.

Savvidis é russo, mas tem pais gregos, e é um bilionário dono de empresas ligadas ao tabaco e ao comércio de carne e produtos agrícolas na Rússia, além de um grupo de comunicação na Grécia. Fora a presença no campo empresarial e no futebol, o dono do PAOK tem um passado na política.

Em 2003, Savvidis foi eleito deputado no parlamento russo e, no ambiente político, tornou-se próximo de Vladimir Putin, presidente do país. Anteriormente, ele ainda construiu carreira no exército da Rússia e chegou a atingir a patente de Major.

Em 2018, Ivan Savvidis foi protagonista de uma das cenas mais polêmicas do futebol grego. Depois do PAOK ter um gol anulado aos 45 minutos do segundo tempo, contra o AEK (que liderava o liga nacional), o dono do clube invadiu o gramado portando uma arma de fogo na cintura.

Depois do caso, o Campeonato Grego ficou paralisado por duas semanas, enquanto Savvidis e o PAOK receberam uma dura punição. O dirigente levou três anos de suspensão das atividades esportivas, enquanto o clube perdeu três pontos na competição, se distanciando na corrida pelo título.

Blog com Tiago Salazar/Terra Esportes

Por vitrine e geopolítica, emir do Qatar gasta bilhões
   9 de janeiro de 2020   │     22:30  │  0

Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani addressed a session of the Shura Council [Al Jazeera]

Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani do Qatar [Foto: Al Jazeera]

Uma das fotos usadas como propaganda da Copa do Mundo de 2022 nas ruas de Doha tem o presidente russo Vladimir Putin segurando o troféu do torneio ao lado do mandatário da Fifa, Gianni Infantino.

Há também uma sorridente figura de terno azul-escuro e espesso bigode. O rosto dele está em todos os lugares no Qatar.

O culto à personalidade do emir xeque Tamim bin Hamad Al Thani, 39, faz parte do dia a dia na capital tanto quanto as crianças vestidas com uniformes do Exército dos pés a cabeça, acompanhadas dos pais.

Educado em escolas britânicas e a mente por trás do projeto de tornar o Qatar conhecido como um centro esportivo, o xeque fez convites a amigos de outros países para que presenciassem um momento que, para ele, tornou-se uma vitória também no campo diplomático: a final do Mundial de Clubes entre Liverpool e Flamengo.

Um dos convidados era o ex-presidente argentino, Mauricio Macri. O emir tem terras na Patagônia, gosta da Argentina e considera a possibilidade de fazer investimentos no país.

Ele autorizou em 2018 o patrocínio da Qatar Airways, empresa ligada à família real, ao Boca Juniors, time que teve Macri como presidente.

Além de ver a realização de eventos esportivos como uma maneira de vender o Qatar como um polo turístico, o xeque divulga seu gosto por esportes, especialmente futebol. No Aspire Academy, a poucos metros do Khalifa Stadium, onde aconteceu a final do Mundial de Clubes, ele jogou futebol no ano passado com Infantino. Também já foi filmado praticando tênis, badminton e boliche.

O Qatar foi anunciado como sede da Copa do Mundo de 2022 em 2010, quando o emir ainda era Hamed bin Khalifa Al Thani, pai de Tamin e homenageado pelo nome Khalifa no estádio que depois do torneio será mantido como principal arena esportiva do país. A principal força por trás da candidatura, que de início nem sequer era levada a sério pela entidade, foi o filho.

O xeque Tamim passou a ser emir em 2013, quando Hamed abdicou do cargo. Desde o anúncio de que seria sede da Copa, o Qatar convive com denúncias de compra de votos e desrespeito aos direitos humanos de imigrantes que trabalham nas construções dos estádios no país. O governo nega todas as acusações.

“O Mundial de Clubes é um teste importante, em alguns aspectos, para o que vamos ter na Copa do Mundo, e estou satisfeito com o que tenho visto”, disse Infantino antes do torneio.

Foi uma declaração para agradar ao emir, porque a Fifa não ficou satisfeita com a presença de público da competição. A única partida com lotação máxima antes da final foi entre Liverpool e Monterrey. Mas não era hora de desagradar quem se tornou um dos grandes parceiros de entidades do futebol, não apenas da entidade que comanda o futebol.

A Qatar Airways é patrocinadora da Conmebol e pagou todas as despesas da final da Libertadores de 2018, em Madri, entre Boca Juniors e River Plate.

O emir deseja ser visto como uma personalidade esportiva. Já foi o chefe da comissão que organizou os Jogos da Ásia em Doha, em 2006. Ele é integrante do Comitê Olímpico Internacional e chefiou o pleito da capital de sediar os Jogos Olímpicos de 2020, que serão em Tóquio.

A preocupação em agradar existe porque Infantino sabe que o xeque Tamin ocupa postos que são chave para o sucesso da próxima Copa do Mundo, a primeira que acontecerá em dezembro e não em julho.

Ele é, por exemplo, chefe da diretoria do Qatar Investment Authority, fundo soberano encarregado de todos os investimentos nacionais ou estrangeiros feitos pelo país. Entre esses, a compra do Paris Saint-Germain em 2011 e, seis anos depois, a de Neymar, por 222 milhões de euros (cerca de R$ 1 bilhão em valores atuais). Em outubro de 2019 ele esteve com o presidente Jair Bolsonaro para trocar informações sobre a organização da Copa.

“O Brasil é uma nação esportiva. Temos muito a aprender com o Brasil e queremos levar essas conversas adiante”, afirma Hasan Al Thawadi, secretário-geral do Comitê para Execução e Legado do Mundial de 2022, responsável por toda a preparação para o evento e um dos assessores mais próximos ao emir.

Blog com Alex Sabino/FolhaPress

Marcos Braz não queria saída de Pelaipe do Fla
     │     0:03  │  0

Marcos Braz conversou com a imprensa no Ninho do Urubu (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Marcos Braz conversou com a imprensa no Ninho do Urubu (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

 

Apesar da entrevista programada ter sido cancelada após a saída de Paulo Pelaipe do cargo de gerente de futebol, Marcos Braz foi ao Ninho do Urubu e conversou com a imprensa sobre o episódio recente. Na conversa, o vice-presidente de futebol do Flamengo descartou o fator político na decisão e confirmou estar chateado pela saída de Pelaipe, mas não por não ter sido previamente comunicado por Rodolfo Landim, presidente do clube.

– Não há desconforto em não ter essa renovação de contrato. Eu e Spindel (Bruno, diretor de futebol) a solicitamos (o contrato de Paulo Pelaipe como gerente de futebol se encerrou no dia 31 de dezembro), mas não foi possível renovar. Pelaipe era uma pessoa que eu usava muito, no bom sentido. Só que atribuir a A, B, C… não vou atribuir – comentou Marcos Braz, que deu a entrevista ao lado do diretor de futebol Bruno Spindel, antes de complementar:

– Vou minimizar o fato porque é uma verdade. Só não renovamos um contrato. Eu posso confirmar que não sabia (da decisão), mas isso foi ontem (segunda). Hoje estou aqui – afirmou Braz, que disse não sentir-se enfraquecido no clube com a saída de Pelaipe, seu homem de confiança no dia a dia no Ninho.

Marcos Braz afirmou que, após receber a notícia na manhã de segunda-feira, teve uma longa conversa com o presidente Rodolfo Landim, a qual classificou como “muito boa”. O VP de futebol reforçou a confiança que tem na relação com o mandatário rubro-negro e demais membros do clube da Gávea.

– Eu não me sinto enfraquecido. O meu cargo aqui é estabelecer a confiança e a tranquilidade para o futebol em 2020. Eu queria isso (a saída de Pelaipe)? Não, tanto que pedimos a renovação – afirmou Braz, antes de finalizar a entrevista.

Blog com LANCE