Category Archives: Copa do Mundo

Cortado após estreia na Copa, croata se recusa a receber medalha de vice
   22 de julho de 2018   │     0:01  │  0

Nikola Kalinic foi cortado após o primeiro jogo da Copa do Mundo
Nikola Kalinic foi cortado após o primeiro jogo da Copa do Mundo (Foto: Antonio Bronic/Reuters)

O sonho da Copa do Mundo terminou logo após a primeira rodada para Nikola Kalinic. Após se recusar a entrar durante a estreia da Croácia, alegando dores nas costas, o atacante foi cortado pelo técnico Zlatko Dalic. Sem o atleta, os eslavos fizeram uma campanha inesquecível e chegaram ao vice-campeonato. Mas Kalinic, por opção própria, não receberá a medalha pelo segundo lugar.

Como foi cortado durante a competição, o atacante do Milan não poderia ser substituído por ninguém e acabou constando na lista de vice-campeões do mundo. Após a partida, Dalic confirmou que o elenco iria entregar a medalha a Kalinic. “Decidimos que Kalinic ganhará a medalha. Se ele vai aceitar ou não, é outra coisa”, afirmou.

Mas o receio do treinador se confirmou. Em entrevista na tarde de ontem ao Sportske Novosti, da Croácia, Kalinic rechaçou a medalha por não ter feito parte da campanha que terminou com o vice-campeonato.

“Obrigado pela medalha, mas eu não joguei na Rússia”, frisou.

Blog com EXTRA

Com moral! Thiago Silva, Marcelo e Coutinho aparecem na seleção da Copa do Mundo
   19 de julho de 2018   │     0:03  │  0

Rússia – Apesar de não ter conquistado o tão sonhado hexa, a Seleção ainda tem muita moral com os torcedores mundo a fora. Três brasileiros figuram no time da Copa do Mundo 2018, que foi votada por quase 130 mil usuários cadastrados no site oficial da Fifa: Thiago Silva, Marcelo e Coutinho.

O Brasil foi a equipe com mais representantes, seguida por França, com o zagueiro Varane e o atacante Mbappé, e Bélgica, com o goleiro Courtois e o meia De Bruyne. Completam os 11, o uruguaio Godín, o croata Modric, o inglês Harry Kane, artilheiro do torneio, e o português Cristiano Ronaldo.

Modric, eleito craque da Copa, alcançou a maior preferência dentre os votantes, seguido de perto por Coutinho. Todos os jogadores que fizeram ao menos três partidas puderam ser votados, de 29 de junho, dia de descanso entre a fase de grupos e as oitavas de final, até domingo passado, algumas horas depois da decisão do título.

Blog com O DIA

Quarenta e cinco casos de assédio sexual foram registrados durante a Copa
   18 de julho de 2018   │     0:01  │  0

Torcedor tenta beijar repórter Julia Guimarães, da TV Globo, durante uma transmissão ao vivo (Foto: Twitter/Reprodução)

Quarenta e cinco casos de assédio sexual foram registrados oficialmente até agora durante o período de disputa da Copa do Mundo, que começou no dia 14 de junho e foi encerrada no último domingo, em Moscou. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira pela entidade Fare, aliada da Fifa no controle de questões de discriminação no Mundial.

Piara Power, diretor da Fare, diz que os casos foram identificados desde o início do Mundial, incluindo cerca de quinze deles envolvendo jornalistas que foram alvo de assédios enquanto trabalhavam nas ruas das cidades russas e em estádios. “Esses são os números oficiais. Talvez o número real seja dez vezes maior”, disse Power, referindo-se aos casos não registrados pelas vítimas.

Federico Addiechi, diretor de Diversidade da Fifa, destacou os casos de sexismo, em que torcedores passaram a ser impedidos de entrar nos estádios. Ele salienta que, ainda que sérios, o número de ocorrências desse tipo de incidente foi pequeno diante do 1,5 milhão de torcedores, dos quais 700.000 vieram do exterior, do Mundial. Para ele, o que ocorreu na Rússia não é uma novidade em relação ao que foi visto há quatro anos, na Copa de 2014.

Na Rússia, o Ministério do Interior abriu um inquérito formal contra os brasileiros que, nos primeiros dias da Copa do Mundo, constrangeram uma mulher em Moscou, em vídeo que difundiram pela internet.

Blog com Placar

Como em 98, descendentes de imigrantes recolocam França no topo
   16 de julho de 2018   │     0:04  │  0

Kylian Mbappe comemora o seu gol pela FrançaKylian Mbappe comemora o seu gol pela França (Foto: CHRISTIAN HARTMANN / REUTERS)

Passados 20 anos de seu primeiro título mundial, a seleção francesa de futebol voltou a alcançar a máxima glória do esporte, ontem, ao vencer a Croácia por 4 a 2, no estádio Luzhniki, em Moscou. Mais do que qualquer aspecto tático ou técnico, o resultado simboliza a união de um país que recentemente se acostumou com a polarização referente à crise imigratória no continente europeu.

Dos 23 jogadores convocados pelo técnico Didier Deschamps, apenas sete não são filhos de imigrantes africanos: o goleiro Hugo Lloris, Pavard, Lucas Hernández, Griezmann, Giroud, Thauvin e Alphonse Areóla, de origem filipina. A tolerância às diferenças étnicas foi elementar na campanha bem-sucedida da seleção francesa no Mundial da Rússia, assim como aconteceu em 1998, quando os Bleus conquistaram a Copa pela primeira vez com um time repleto de descendentes de estrangeiros.

“A diversidade do nosso time é a imagem desse belo país que é a França. Para nós, isso é esplêndido. Estamos orgulhosos em representar essa bonita camisa e acho que o povo também está orgulhoso por ter uma seleção como essa”, disse o volante Blaise Matuidi, filho de pai angolano e mão congolesa.

Até mesmo a líder da extrema direita francesa, Marine Le Pen, se rendeu ao grande futebol da seleção francesa nesta Copa do Mundo. A candidata à presidência no ano passado, que tinha como uma de suas propostas frear a imigração legal e ilegal no país, parece ter se esquecido que grande parte do grupo que chegou à decisão do Mundial é composto por filhos de estrangeiros. Através de suas redes sociais, a contraditória presidente do partido Agrupamento Nacional se manifestou após o título sobre a Croácia: “Bravo, seleção francesa! Está feito! Parabéns ao Didier Deschamps e a todos os seus jogadores. Histórico!”.

Kylian Mbappé, principal estrela do time francês, é um dos 16 jogadores que possuem raízes africanas. O jogador, de 19 anos, é filho de uma ex-jogadora de handebol nascida na Argélia e de um pai camaronês. Paul Pogba, que detém o maior apelo comercial entre os atletas da seleção, é outro exemplo. Seus pais nasceram em Guiné, no entanto, o volante preferiu defender o país onde cresceu.

Em 1998, os grandes destaques da seleção que venceu a Copa do Mundo sediando o torneio também eram filhos de imigrantes. Lilian Thuram, que fez os dois gols na semifinal contra a Croácia, em Saint-Denis, é filho de mãe solteira nascida em Guadalupe, uma ilha no Caribe pertencente à França; Youri Djrokaeff é filho de mãe armênia; Zinedine Zidane tem origens argelinas; Já Marcel Desailly possui raízes em Gana.

Thuram, inclusive, foi além. Após se consagrar nos gramados com o título mundial e da Eurocopa de 2000, o zagueiro hoje é líder de uma fundação que leva o seu nome e que tem como objetivo combater o racismo no país através da educação a crianças de baixa renda, muitas delas descendentes de imigrantes.

Enquanto alguns trabalharam para integrar a sociedade francesa, líderes políticos se esforçam para se estabelecerem com pensamentos completamente retrógrados. Por ora, a atual geração de jogadores da França se limita a fazer sua parte dentro dos gramados, contudo, já é possível dizer que a taça erguida em Moscou vai muito além da glória futebolística. Simboliza a inclusão que deveria ser adotada por todo um povo.

Blog com Gazeta Press

Copa teve VAR, surpresas e premiação da coletividade
   15 de julho de 2018   │     21:44  │  0

A França venceu a Croácia por 4 x 2 e é campeã da Copa do Mundo da Rússia. O time francês foi aplicado taticamente, apostou na solidez de sua defesa e na eficiência de seus atacantes e levantou a taça. Com o título, franceses se juntam aos uruguaios e argentinos como bicampeões do mundo. O primeiro título dos “bleus” foi em 1998, contra o Brasil.

No entanto, a Copa da Rússia foi a Copa do VAR. O segundo dos quatro gols da França no jogo final da competição, por exemplo, só foi possível pela interferência do árbitro de vídeo. E pelas declarações do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, a tecnologia de auxílio ao árbitro de campo veio para ficar. “Estamos muito felizes de termos introduzido o VAR. Hoje é difícil pensar em Copa do Mundo sem VAR”, disse Infantino em entrevista à de imprensa na última sexta-feira (13).

Mas a Copa não será só lembrada pela presença da arbitragem de vídeo pela primeira vez na principal competição do futebol mundial. A eliminação de seleções tradicionais como a da Alemanha, Argentina, Espanha, do Uruguai e Brasil, que não conseguiram chegar sequer a semifinais, também ficará na memória do torcedor como a Copa em que as grandes equipes voltaram para casa mais cedo.

A Rússia foi território indigesto para os principais favoritos ao título. Os alemães não mostraram nada do futebol exuberante que desfilaram pelos gramados brasileiros em 2014. Não houve criatividade, inspiração e o sangue frio que fizeram o futebol alemão tão respeitado nos últimos anos. Foram eliminados na primeira fase.

Os três maiores craques do futebol mundial, Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar, foram discretos nesta Copa. Na primeira rodada, o português marcou três gols contra a Espanha e deu esperanças de que se destacaria, mas suas atuações esfriaram junto com a sua seleção. Messi era parte de um aglomerado de jogadores. Eles, mesmo com a tradicional garra em campo, não conseguiam ter um esquema tático que enfrentasse as demais equipes em condições de igualdade. A seleção argentina sucumbiu diante do jovem time da França.

Catar 2022

Agora, é pensar na Copa do Mundo no Catar, em 2022. Contabilizar o que deu certo e analisar o que deu errado, a fim de iniciar mais um ciclo de preparação para o próximo mundial. Da Copa na Rússia, ficarão as belas imagens das torcidas se confraternizando nas ruas, avenidas e praças das cidades russas e nas arquibancadas dos belos estádios. Nos gramados, as belas jogadas de Mbappé, as defesas de Curtois, a entrega dos jogadores russos e croatas, a emoção da torcida panamenha e a calorosa recepção da população russa.

Blog com Agência Brasil