Category Archives: automobilismo

Após 48 anos, Brasil não terá pilotos na Fórmula 1
   16 de novembro de 2017   │     0:02  │  0

O Brasil não terá um representante na Fórmula 1 pela primeira vez em 48 anos. Com a aposentadoria de Felipe Massa ao final da atual temporada, um dos países mais apaixonados pela principal categoria do automobilismo mundial precisará se acostumar a torcer por estrangeiros a partir de 2018, uma vez que não há qualquer previsão de novos brasileiros no grid a curto prazo.

Desde que Emerson Fittipaldi ingressou na Fórmula 1, em 1970, o Brasil teve representantes em todas as temporadas. Pela Lotus, Fittipaldi faturou o Mundial de 72, antes de se transferir para a McLaren, em 1974, quando novamente levantou o caneco e se firmou como um dos ícones do automobilismo brasileiro.

Depois de Fittipaldi abrir caminho, outros pilotos do Brasil tiveram uma carreira na Fórmula 1 (ao todo foram 31). Nelson Piquet foi um dos mais ilustres, se despedindo das pistas como tricampeão mundial. Dois de seus títulos foram conquistados guiando pela Brabham, em 1981 e 1983. Já em 1987, pela Williams, Piquet voltou a reinar na categoria, entretanto, um outro brasileiro já surgia para assumir o protagonismo: Ayrton Senna.

Um dos pilotos mais aclamados da história da Fórmula 1, Senna conquistou seu primeiro título em 1988, logo em sua estreia na McLaren. Após se destacar pela Lotus, o audacioso piloto da zona norte de São Paulo, enfim, pôde guiar um carro que o desse as condições necessárias para ele mostrar seu verdadeiro potencial e não decepcionou. Ao todo, foram três títulos (1988, 1990 e 1991), todos eles com a equipe inglesa, que também contava com Alain Prost, maior rival de Senna.

Com a morte do tricampeão mundial em primeiro de maio de 1994, no circuito de Ímola, em San Marino, Rubens Barrichello foi quem tomou o bastão e seguiu mantendo o Brasil em um lugar de destaque na Fórmula 1. Posteriormente, Felipe Massa herdou o posto do seu compatriota na equipe italiana. Agora, encerra sua carreira na principal categoria do automobilismo mundial.

Blog com Terra Esportes

 

Equipes de Fórmula 1 tratam GP do Brasil como a largada da temporada de 2018
   12 de novembro de 2017   │     0:01  │  0

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Lewis Hamilton é o campeão da temporada de 2017 na Formula 1 (Foto: Divulgação)

O GP de Fórmula 1 que será realizado hoje no Autódromo de Interlagos, representa uma espécie de etapa prévia à temporada de 2018. As equipes e os pilotos pensam não apenas na corrida de hoje, mas principalmente em já iniciar acertos e testes para o ano seguinte tanto agora, em São Paulo, como na última corrida, em Abu Dabi.

A antecipação desse processo se justifica pelo encerramento precoce das disputas em 2017. Com a Mercedes campeã entre os construtores e Lewis Hamilton vencedor entre os pilotos, resta aos competidores começar a pensar no futuro. “Nós precisamos começar tudo do zero no próximo ano. E isso depende da qualidade do início dos nossos trabalhos de preparação”, disse o finlandês Kimi Raikkonen, da Ferrari.

Nas primeiras entrevistas em Interlagos, pilotos e chefes de equipe ressaltaram a motivação em ver o GP do Brasil já como uma etapa prévia da última temporada. Os treinos e até mesmo a corrida serão laboratório de acertos nos carros.

O campeão Lewis Hamilton encara as últimas voltas de 2017 como uma despedida. O piloto quer aproveitar guiar o carro sem o halo, peça de proteção obrigatória para 2018 que será fixada no cockpit ao redor do capacete. “Quero aproveitar essas duas últimas corridas para apreciar dirigir sem o halo, pois gosto de ter uma visão melhor. Não gostei da mudança”, comentou o inglês.

O vice-campeão Sebastian Vettel, da Ferrari, quer utilizar as provas finais para diminuir a distância da sua equipe para a Mercedes. “O desenvolvimento do carro é contínuo e como as regras não mudarão muito, há muito o que aprender desta temporada para aplicarmos no próximo ano. Precisamos sempre tirar algum proveito das corridas”, afirmou o alemão, vencedor em Interlagos em duas edições.

A escuderia que domina a categoria, a Mercedes, promete encarar a prova no Brasil com a mesma postura. “Dentro do time, estamos encarando as duas provas restantes como os dois primeiros GPs de 2018”, avisou o chefe da Mercedes, Toto Wolff. “Estas duas corridas são as duas primeiras oportunidades antes do início da próxima temporada. Vamos testar novos e interessantes conceitos que o panorama competitivo do início do ano não nos permitiu levar para a pista”, completou.

 

 

Só na memória: técnico recordista à frente de clube morre sem nome no Guinness
   11 de novembro de 2017   │     0:01  │  0

   Amadeu Teixeira faleceu nesta terça-feira (Foto: Esporte Arte)

 

“Narrativa de caráter maravilhoso, em que fatos históricos são deformados pela imaginação popular ou pela invenção poética. Frequentemente contêm um elemento real, mas às vezes são inverídicas”. Que fique claro que somente às vezes são inverídicas. O que aparece entre as aspas é a descrição da palavra “lenda” exposta no dicionário, mas também são especificações que talham a personalidade do icônico Amadeu Teixeira, morto às 21h40 (de Manaus) da última terça-feira, aos 91 anos, por falência múltipla de órgãos.

É impossível falar de Amadeu sem mencionar seus êxitos como profissional. Entre os anos de 1955 e 2006, ficou à frente da comissão técnica do América-AM. Podem até falar de Alex Fergunson, no Manchester United, ou outros Europa afora, mas nenhum deles foi tão longevo quanto o amazonense – apesar da falta de reconhecimento no guinness book. O curioso é que, nesse mais de meio século, Amadeu foi campeão estadual em apenas uma oportunidade: 1994. Os outros cinco títulos foram conquistados por Cláudio Coelho (1951 a 1954) e Sérgio Duarte (2009).

– Em 2009 e 2010, na campanha histórica da Série D do Brasileiro, seu Amadeu estava sempre presente. Anotava as coisas em sua prancheta, me cobrava bastante. Eu sempre aceitava. Minha família sempre teve um laço com Amadeu. Meus irmão foram criados no América, tiveram contato muito grande com a família Teixeira. Eu também tive essa sorte de ter esse contato – disse Sérgio Duarte, sucessor do ”nego velho” no comando.

Nascido no dia 30 de junho de 1926, o ícone descartou a infância por causa de seu amor pelo Mequinha. Aos 13, estava entre os fundadores, no dia 2 de agosto de 1939. E seguiu por ali. Foi massagista, fisioterapeuta, treinador e, nos últimos anos antes de o clube fechar as portas, presidente. É quase uma vida toda de aliança.

– Ele não era só um treinador, ele era um amigo, eu diria um paizão, porque ele pegava no ombro do jogador e ia conversando, formando homens. Esse é o maior legado que ele poderia deixar, além das conquistas, fora o cidadão que era – destacou, emocionado, o radialista Arnaldo Santos, outro que faz parte da “calçada da fama” do esporte local.

Batalhador até o último suspiro

Amadeu lutou contra a morte. Foram exatos dois meses de hospitalização – e instabilidade – até o suspiro final. Convenhamos que não poderia ser diferente. Era inimaginável que um batalhador como “Seu” Amadeu entregasse as fichas facilmente. Não o Amadeu que lutou com unhas e dentes pelo América-AM, clube que ajudou a fundar. Não o Amadeu que batalhou pela ascensão do futebol local sem o merecido reconhecimento internacional. Não o Amadeu.

O ícone, pelos olhos de qualquer um, não formou apenas jogadores, mas cidadãos. É como se ele não deixasse uma herança, mas fosse o próprio legado. São quatro filhos e uma Arena que a partir de hoje levam seu nome para a história.

Blog com Globoesporte

F1 apresenta esboço de motor para 2021: mais simples, mais barato e mais barulhento
   4 de novembro de 2017   │     0:03  │  0

F1 apresenta esboço de motor para 2021: mais simples, mais barato e mais barulhento

Em um encontro recente realizado em Paris, a FIA, F1, representantes das equipes e fabricantes de motores discutiram as principais mudanças para a nova geração de unidades, (foto acima), que passam a valer a partir de 2021. As premissas para os novos motores são as de reduzir os custos atuais, manter a tecnologia híbrida para servir de desenvolvimento dos carros de rua, além de melhorar o som emitido pelos carros – com o intuito de aumentar o espetáculo em prol dos fãs. As ideias apresentadas foram desenvolvidas pela FIA e F1 com base em dados e outras ideias dos times, fornecedores de motores e especialistas de fora do circo da categoria, mas ainda precisam ser ratificadas antes de passarem a valer.

A primeira proposta para os motores de 2021, que ainda precisa ser ratificada, é:

  • Motor de 1.6 litros V6 turbo com sistema de recuperação de energia
  • Aumento de 3000 rpm (rotações por minuto) no motor para aumentar o som
  • Parâmetros internos de projeto prescritos para restringir custos de desenvolvimento e desencorajar projetos mais agressivos
  • O fim do MGU-H (que recuperava energia através do calor dispersado pelo turbo)
  • MGU-K (que recupera energia das frenagens) mais potente e com possibilidade de ativação manual na corrida junto com a opção de economizar energia ao longo de várias voltas para dar ao piloto um elemento tático
  • Turbo simples com restrições de dimensão de peso
  • Armazenamento de energia e controle eletrônico padrões.

O desenvolvimento das caracaterísticas que formarão os novos motores da F1 terá sequência ao nos próximos 12 meses. Apesar disso, o ínico do projeto e construção da unidade de potência só começará quando todas as informações a respeito da unidade de potência foram liberadas pela FIA ao fim de 2018. A intenção de não liberar logo as informações é para garantir que as atuais fabricantes envolvidas com a F1 (Mercedes, Ferrari, Renault e Honda) permaneçam focadas no desenvolvimento da especificação atual de motores.

Blog com Globoesporte

Andretti quer Alonso correndo a Indy 500 em 2018
   18 de outubro de 2017   │     0:02  │  0

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Um dos grandes feitos do automobilismo este ano ocorreu com Fernando Alonso, (foto acima), um dos grandes destaques da Fórmula 1, ignorando Mônaco para correr nas 500 Milhas de Indianápolis. Pilotando pela equipe Andretti em parceria com a McLaren, provou ser uma jogada bastante popular.

O espanhol afirmou que quer volta e tentar novamente enquanto espera completar a tríplice coroa (GP de Mônaco de F1, Indy 500 e 24 Horas de Le Mans), mas com a McLaren agora mudando para os motores Renault, poderia fazer com que suas chances de correr lá em 2018 sejam muito mais complicadas.

Michael Andretti deu esperança de que isso ainda pode acontecer, já que afirmou que o time está trabalhando na renovação da parceria com a McLaren e Alonso para a Indy 500 no ano que vem. Ele disse à ‘Autosport’:

“Ainda existe uma boa chance de que a McLaren possa estar na Indy conosco no próximo ano, então vamos ver. Zak (Brown) está tentando colocar sua casa em ordem aos poucos, mas o plano é fazer coisas juntas no futuro, principalmente na Indy.

“Eu acho que estamos apenas esperando ‘a poeira baixar’ e tudo se ajeite na Europa e na Fórmula 1, e então espero que possamos conversar sobre ainda fazermos alguma coisa. Ainda existe uma boa possibilidade de fazemos algo juntos”.

Zak Brown confirmou o interesse da McLaren. Tivemos uma excelente experiência com a Andretti Autosport e continuamos a explorar maneiras de continuar nosso envolvimento, mas 2018 está logo aí e estamos totalmente concentrados na F1 agora”.

Claro que para isso acontecer existem diversos pequenos “problemas”. Alonso teria que ficar com a McLaren para o ano que vem, o carro teria que ser competitivo o suficiente para que Mônaco não fizesse falta (ou então muito ruim, para que Mônaco também não fizesse falta), e a Renault deveria estar bem o suficiente com Alonso para que lhe dar um carro da Honda.

Blog com LANCE