Category Archives: Atletismo

Após denunciar abusos sexuais na ginástica, Petrix Barbosa é campeão na França
   4 de junho de 2018   │     0:01  │  0

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O ginasta Petrix Barbosa, (foto acima/Divulgação), venceu o Circuito Francês de Clubes (por equipes e no individual geral), no último sábado, em Paris. O atleta defendeu as cores do clube Tac Gym, pelo qual foi convidado a competir na competição de ginástica artística.

“Estou muito feliz. Fui para o regional em março e fomos classificados para o nacional, fase que disputamos hoje (sábado). Ano que vem vamos subir mais uma divisão. Meu clube é modesto, mas o projeto é grande e eles têm o sonho de serem campeões franceses da divisão número um”, declarou Petrix sobre a conquista.

A vitória representa uma “volta por cima” para o atleta. Foi a primeira conquista de Petrix após denunciar que teria vítima de abuso sexual cometido pelo ex-técnico da seleção brasileira de ginástica artística Fernando de Carvalho Lopes. Ao todo, 40 jovens afirmaram terem sido vítimas de abusos. Desses, 10 levaram o caso à Justiça, que investiga os casos. A denúncia foi apresentada pelo programa Fantástico, da TV Globo, no final de abril.

Atualmente, Petrix está sem clube no Brasil e, por isso, não pode defender a seleção. Seu sonho é disputar a Olimpíada de Tóquio. “Meu sonho é disputar a Olimpíada de 2020. Por enquanto, quero apenas voltar a competir. Estava dois anos fora do cenário mundial e quero adquirir mais confiança nessas séries novas. Porém, me sinto em plenas condições físicas”, afirmou o ginasta de 26 anos, que conquistou uma medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2011, em Guadalajara, no México.

A última vez em que Petrix competiu pela seleção brasileira foi no Aberto do México, em novembro de 2016, logo após a Olimpíada do Rio. “Estou treinando muito para o individual geral, mas a barra fixa é realmente o meu forte. Estou com notas de partidas muito boas nas barras paralelas. Tenho melhorado no cavalo com alças. Em uma competição na qual eu acerte esses três, tenho grandes chances de medalha”, afirmou Petrix, que já atuou pelo Flamengo e pelo Vasco em 2015 e 2016.

Blog com Jornal do Brasil

Morre Osvaldo Suárez, argentino tricampeão da São Silvestre
   25 de fevereiro de 2018   │     0:01  │  0

O maratonista argentino Osvaldo Suárez

 

O ex-corredor Osvaldo Suárez, (foto acima/Twitter/@Independiente/Reprodução), morreu na última sexta-feira, aos 83 anos. Entre as diversas glórias da carreira, conquistou por três vezes consecutivas a Corrida Internacional de São Silvestre, em 1958, 1959 e 1960.

Nascido em 17 de março de 1934, na cidade de Wilde, Suárez começou sua devoção pela corrida ainda jovem, para anos depois se destacar no esporte mundialmente. O maratonista colecionou quatro medalhas de ouro em jogos Pan-Americanos e ainda duas participações em Olimpíadas, em Roma 1960, quando estabeleceu o então recorde sul-americano na maratona, e em Tóquio 1964.

As primeiras medalhas de ouro em um Pan-Americano vieram juntas. Em 1955, o argentino surpreendeu seus rivais para cravar o melhor tempo nos 5 mil e 10 mil metros. Quatro anos depois, em Chicago, conquistou ouro nos 10 mil metros e prata nos 5 mil. Mais tarde, em São Paulo (1963), voltou ao pódio com ouro no 5 mil e prata nos 10 mil.

No início da década de 1970, possuía todos os recordes argentinos, que iam dos 3 mil metros rasos, em uma pista, até as longas maratonas, nas ruas. Suárez acumulou também 11 títulos sul-americanos, sendo o último deles em 1967.

Nos últimos anos de sua vida, dedicou-se a ensinar crianças e adolescentes interessadas em aprender atletismo, em um Cenard (Centro Nacional de Alto Rendimento Esportivo, em tradução literal). Seu falecimento foi lamentado por esportistas e jornais argentinos, que o classificaram como “lenda” e “principal nome do esporte do país”.

Blog com VEJA

Maurren Maggi anuncia que está com leishmaniose
   6 de janeiro de 2018   │     0:03  │  0

Maurren Maggi anuncia que está com leishmaniose (Foto: Divulgação)

A ex-saltadora Maurren Maggi, (foto acima), foi diagnosticada com leishmaniose, doença que se caracteriza por febre, aumento do volume do fígado, do baço, etc. Ela pegou essa moléstia durante a participação de um reality show. A ex-atleta de 41 anos revelou o problema em postagem no Instagram e já começou o tratamento para tratar a doença.

“Eu não sabia que ia dar a repercussão por conta da leishmaniose. A gente não sabe ainda como é. Eu ainda estou com dor na perna, tomando um antibiótico forte, semana que vem farei mais um monte de exames e também vou fazer biópsia. Agora estou descansando”, declarou a campeã olímpica no vídeo.

Além disso, Maurren Maggi declarou que irá passar atualizações para os seus fãs assim que souber mais detalhes sobre a doença. Ela ainda afirmou que “se Deus quiser vai ser apenas um susto!”

A saltadora brasileira foi campeã olímpica em Pequim 2008. Ela também conquistou três outros em Jogos Pan-Americanos e uma prata nos 100 metros com barreira no Pan.

Blog com Gazeta Press

Ex-médica acusa mais de 10 mil atletas chineses de doping
   29 de outubro de 2017   │     0:02  │  0

A ex-médica da equipe olímpica da China Xue Yinxian, 79 anos, acusou mais de 10 mil atletas chineses de utilizaram substâncias proibidas para disputar competições. A denúncia foi divulgada pela emissora alemã “ARD” e será investigada pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

Segundo Yinxian, o uso das substâncias proibidas teria acontecido entre os anos 1980 e 1990, com atletas de diversas modalidades, como futebol, vôlei, basquete, tênis de mesa, salto ornamental, ginástica e levantamento de peso. A ex-fisioterapeuta comentou que as substâncias eram aplicadas até em “crianças de 11 anos” e que quem não aceitasse o método era considerado “um perigo para o país”. Ainda de acordo com a médica, ela foi demitida do time olímpico chinês por ter se recusado a dar substâncias proibidas a uma ginasta. Recentemente, ela pediu asilo político na Alemanha.

Em nota, a Wada afirmou que irá apurar a denúncia, além de convocar uma equipe para investigar e analisar as informações sobre o assunto.

Doping de atletas russos Em 2015, um escândalo de doping atingiu a equipe olímpica da Rússia, que foi proibida de disputar os Jogos Olímpicos de 2016 e os Mundiais de diversas modalidades. Em um relatório criado a pedido da própria Wada pelo investigador Richard McLaren, o país foi acusado de um esquema “de Estado” para dopar atletas de alta performance em mais de mil casos. No entanto, em setembro deste ano, 95 dos 96 atletas russos investigados pelo uso de doping foram absolvidos por “insuficiência de provas”.

Nos últimos anos, a Wada e o Comitê Olímpico Internacional (COI) tem refeito dezenas de exames realizados durante as Olimpíadas de Atenas, Pequim e Londres com métodos mais modernos de detecção de substâncias proibidas. Vários atletas já perderam suas medalhas por conta dos novos testes.

Blog com Agência ANSA

Filha de primeiro bicampeão olímpico do Brasil critica descaso com seu pai
   25 de julho de 2017   │     0:04  │  0

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Em 23 de julho de 1952, as cerca de 70 mil pessoas que tomavam as arquibancadas do Estádio Olímpico de Helsinque, na Finlândia, presenciaram uma proeza histórica.

O brasileiro Adhemar Ferreira da Silva, (foto acima), então com 25 anos, havia obtido índice para a disputa final do salto triplo. Ele saltou seis vezes e bateu o recorde mundial em quatro delas. Marcou 16,05 m, depois 16,09 m, 16,12 m e, enfim, 16,22 m.

“Da Silva, Da Silva”, gritava o público, como registrou a jornalista Tânia Mara Siviero na biografia “Herói por Nós” (editora DBA).

O paulistano se tornou o primeiro campeão olímpico da história do atletismo no país. Antes dele, só Guilherme Paraense, do tiro, havia conseguido o ouro em uma edição dos Jogos, na Antuérpia (Bélgica), em 1920.

Depois de 65 anos da conquista em Helsinque, Adyel Silva, a filha única de Adhemar, afirma que o COB (Comitê Olímpico do Brasil) ignora a memória do seu pai.

Nascido em 29 de setembro de 1927, Adhemar completaria 90 anos daqui a dois meses. Apesar da efeméride, não há previsão de homenagens, de acordo com Adyel, 61.

O desapontamento da filha não vem de hoje. “É uma desfaçatez o país inaugurar aparelhos olímpicos [instalações esportivas dos Jogos de 2016] e não batizar nenhum com o nome do atleta que trouxe o segundo e o terceiro ouros olímpicos para o Brasil.”

A terceira medalha a que Adyel faz menção foi obtida em Melbourne, na Austrália, em 1956 (além de Helsinque e Melbourne, ele participou de Londres-1948 e Roma-1960, mas não chegou ao pódio nessas duas).

Ao longo do século 20, nenhum outro brasileiro igualou Adhemar como bicampeão olímpico. O feito só foi alcançado em Atenas-2004 pelos iatistas Robert Scheidt, Torben Grael e Marcelo Ferreira e pelos jogadores de vôlei Giovanni e Maurício.

Adyel continua: “O Nuzman [Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB] deveria ser questionado: por que nada foi feito [em relação ao Adhemar]? Não sei, mas acho horroroso.”

O COB preferiu não responder diretamente às críticas dela, mas lembrou que há um prêmio que presta tributo ao atleta.

Blog com FOLHA DE SÃO PAULO