Category Archives: Atletismo

Morre Osvaldo Suárez, argentino tricampeão da São Silvestre
   25 de fevereiro de 2018   │     0:01  │  0

O maratonista argentino Osvaldo Suárez

 

O ex-corredor Osvaldo Suárez, (foto acima/Twitter/@Independiente/Reprodução), morreu na última sexta-feira, aos 83 anos. Entre as diversas glórias da carreira, conquistou por três vezes consecutivas a Corrida Internacional de São Silvestre, em 1958, 1959 e 1960.

Nascido em 17 de março de 1934, na cidade de Wilde, Suárez começou sua devoção pela corrida ainda jovem, para anos depois se destacar no esporte mundialmente. O maratonista colecionou quatro medalhas de ouro em jogos Pan-Americanos e ainda duas participações em Olimpíadas, em Roma 1960, quando estabeleceu o então recorde sul-americano na maratona, e em Tóquio 1964.

As primeiras medalhas de ouro em um Pan-Americano vieram juntas. Em 1955, o argentino surpreendeu seus rivais para cravar o melhor tempo nos 5 mil e 10 mil metros. Quatro anos depois, em Chicago, conquistou ouro nos 10 mil metros e prata nos 5 mil. Mais tarde, em São Paulo (1963), voltou ao pódio com ouro no 5 mil e prata nos 10 mil.

No início da década de 1970, possuía todos os recordes argentinos, que iam dos 3 mil metros rasos, em uma pista, até as longas maratonas, nas ruas. Suárez acumulou também 11 títulos sul-americanos, sendo o último deles em 1967.

Nos últimos anos de sua vida, dedicou-se a ensinar crianças e adolescentes interessadas em aprender atletismo, em um Cenard (Centro Nacional de Alto Rendimento Esportivo, em tradução literal). Seu falecimento foi lamentado por esportistas e jornais argentinos, que o classificaram como “lenda” e “principal nome do esporte do país”.

Blog com VEJA

Maurren Maggi anuncia que está com leishmaniose
   6 de janeiro de 2018   │     0:03  │  0

Maurren Maggi anuncia que está com leishmaniose (Foto: Divulgação)

A ex-saltadora Maurren Maggi, (foto acima), foi diagnosticada com leishmaniose, doença que se caracteriza por febre, aumento do volume do fígado, do baço, etc. Ela pegou essa moléstia durante a participação de um reality show. A ex-atleta de 41 anos revelou o problema em postagem no Instagram e já começou o tratamento para tratar a doença.

“Eu não sabia que ia dar a repercussão por conta da leishmaniose. A gente não sabe ainda como é. Eu ainda estou com dor na perna, tomando um antibiótico forte, semana que vem farei mais um monte de exames e também vou fazer biópsia. Agora estou descansando”, declarou a campeã olímpica no vídeo.

Além disso, Maurren Maggi declarou que irá passar atualizações para os seus fãs assim que souber mais detalhes sobre a doença. Ela ainda afirmou que “se Deus quiser vai ser apenas um susto!”

A saltadora brasileira foi campeã olímpica em Pequim 2008. Ela também conquistou três outros em Jogos Pan-Americanos e uma prata nos 100 metros com barreira no Pan.

Blog com Gazeta Press

Ex-médica acusa mais de 10 mil atletas chineses de doping
   29 de outubro de 2017   │     0:02  │  0

A ex-médica da equipe olímpica da China Xue Yinxian, 79 anos, acusou mais de 10 mil atletas chineses de utilizaram substâncias proibidas para disputar competições. A denúncia foi divulgada pela emissora alemã “ARD” e será investigada pela Agência Mundial Antidoping (Wada).

Segundo Yinxian, o uso das substâncias proibidas teria acontecido entre os anos 1980 e 1990, com atletas de diversas modalidades, como futebol, vôlei, basquete, tênis de mesa, salto ornamental, ginástica e levantamento de peso. A ex-fisioterapeuta comentou que as substâncias eram aplicadas até em “crianças de 11 anos” e que quem não aceitasse o método era considerado “um perigo para o país”. Ainda de acordo com a médica, ela foi demitida do time olímpico chinês por ter se recusado a dar substâncias proibidas a uma ginasta. Recentemente, ela pediu asilo político na Alemanha.

Em nota, a Wada afirmou que irá apurar a denúncia, além de convocar uma equipe para investigar e analisar as informações sobre o assunto.

Doping de atletas russos Em 2015, um escândalo de doping atingiu a equipe olímpica da Rússia, que foi proibida de disputar os Jogos Olímpicos de 2016 e os Mundiais de diversas modalidades. Em um relatório criado a pedido da própria Wada pelo investigador Richard McLaren, o país foi acusado de um esquema “de Estado” para dopar atletas de alta performance em mais de mil casos. No entanto, em setembro deste ano, 95 dos 96 atletas russos investigados pelo uso de doping foram absolvidos por “insuficiência de provas”.

Nos últimos anos, a Wada e o Comitê Olímpico Internacional (COI) tem refeito dezenas de exames realizados durante as Olimpíadas de Atenas, Pequim e Londres com métodos mais modernos de detecção de substâncias proibidas. Vários atletas já perderam suas medalhas por conta dos novos testes.

Blog com Agência ANSA

Filha de primeiro bicampeão olímpico do Brasil critica descaso com seu pai
   25 de julho de 2017   │     0:04  │  0

Resultado de imagem para Ademar ferreira

 

Em 23 de julho de 1952, as cerca de 70 mil pessoas que tomavam as arquibancadas do Estádio Olímpico de Helsinque, na Finlândia, presenciaram uma proeza histórica.

O brasileiro Adhemar Ferreira da Silva, (foto acima), então com 25 anos, havia obtido índice para a disputa final do salto triplo. Ele saltou seis vezes e bateu o recorde mundial em quatro delas. Marcou 16,05 m, depois 16,09 m, 16,12 m e, enfim, 16,22 m.

“Da Silva, Da Silva”, gritava o público, como registrou a jornalista Tânia Mara Siviero na biografia “Herói por Nós” (editora DBA).

O paulistano se tornou o primeiro campeão olímpico da história do atletismo no país. Antes dele, só Guilherme Paraense, do tiro, havia conseguido o ouro em uma edição dos Jogos, na Antuérpia (Bélgica), em 1920.

Depois de 65 anos da conquista em Helsinque, Adyel Silva, a filha única de Adhemar, afirma que o COB (Comitê Olímpico do Brasil) ignora a memória do seu pai.

Nascido em 29 de setembro de 1927, Adhemar completaria 90 anos daqui a dois meses. Apesar da efeméride, não há previsão de homenagens, de acordo com Adyel, 61.

O desapontamento da filha não vem de hoje. “É uma desfaçatez o país inaugurar aparelhos olímpicos [instalações esportivas dos Jogos de 2016] e não batizar nenhum com o nome do atleta que trouxe o segundo e o terceiro ouros olímpicos para o Brasil.”

A terceira medalha a que Adyel faz menção foi obtida em Melbourne, na Austrália, em 1956 (além de Helsinque e Melbourne, ele participou de Londres-1948 e Roma-1960, mas não chegou ao pódio nessas duas).

Ao longo do século 20, nenhum outro brasileiro igualou Adhemar como bicampeão olímpico. O feito só foi alcançado em Atenas-2004 pelos iatistas Robert Scheidt, Torben Grael e Marcelo Ferreira e pelos jogadores de vôlei Giovanni e Maurício.

Adyel continua: “O Nuzman [Carlos Arthur Nuzman, presidente do COB] deveria ser questionado: por que nada foi feito [em relação ao Adhemar]? Não sei, mas acho horroroso.”

O COB preferiu não responder diretamente às críticas dela, mas lembrou que há um prêmio que presta tributo ao atleta.

Blog com FOLHA DE SÃO PAULO

Usain Bolt prepara despedida das pistas como um dos maiores atletas da história
   17 de maio de 2017   │     0:01  │  0

“Eu mostrei ao mundo que você pode ser bem sucedido competindo limpo”, diz Bolt (Foto: David Gray | Agência Reuters)

Não é à toa que o gesto de apontar os dedos para o infinito é a marca registrada de Usain Bolt. De fato, o que ele fez nas pistas de atletismo na última década o transformou em um homem inalcançável, sem limites. Agora, às vésperas da aposentadoria, o jamaicano parece menos arrogante. Aos 30 anos, a impressão é de que o supercampeão resolveu deixar a soberba de lado.

Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, o maior velocista da história evitou respostas autoafirmativas ou autolouváveis. Não repetiu, por exemplo, que é uma lenda ou o maior atleta vivo, como afirmara em 2012, durante os Jogos Olímpicos de Londres.

Mesmo mais comedido, Usain Bolt não deixa de ser confiante. “Eu traço metas a serem alcançadas todos os anos. Quero ser lembrado como um dos maiores esportistas de todos os tempos”, respondeu ao ser questionado sobre como continua motivado após conquistar tudo que era possível.

Nem mesmo a insistência da reportagem, ao recordar que nos Jogos Olímpicos do Rio-2016 ele afirmara que gostaria de ser lembrado no esporte como Muhammad Ali e Pelé, fez Usain Bolt se auto elogiar. “A história responderá a essa pergunta”, disse.

Após tirar dois meses de férias depois da Olimpíada do Rio, o jamaicano tem se dedicado aos treinamentos para o próximo Mundial de Atletismo, que será disputado em agosto, em Londres. Será a última competição dele na carreira. Para o último ato, o velocista evita fazer projeções de resultados ou das provas. Ele só deseja curtir o carinho do público. “Quero ver os fãs pela última vez”.

O estádio Olímpico de Londres, inclusive, é especial para o jamaicano. Foi ali, em 2012, que ele conquistou três medalhas de ouro nos Jogos de 2012 (100 metros, 200 metros e revezamento 4×100 metros). Quando repetiu, em Londres, o desempenho impecável da Olimpíada de Pequim, na China, quatro anos antes, passou a ser considerado a partir daquele momento, pelos próprios adversários, o maior velocista de todos os tempos, condição confirmada em 2016 no Rio com outras três medalhas douradas.

Ao avaliar a carreira, o homem que reinou nas pistas e pulverizou recordes tem apenas um senão. “Infelizmente, não corri os 200 metros abaixo dos 19 segundos”, lamentou. Apesar de os 100 metros serem a prova mais nobre do atletismo e centro das atenções, os 200 metros sempre foram a prova preferida de Usain Bolt – desde a adolescência, aos 15 anos, quando ele conquistou o Campeonato Mundial Juvenil, realizado em Kingston, na Jamaica, e se tornou o mais jovem campeão júnior de atletismo.

Mesmo sem ter alcançado o objetivo de quebrar a barreira dos 19 segundos nos 200 metros, Usain Bolt é soberano na prova e detém os recordes olímpico e mundial. Em 2008, cravou 19s30 nos Jogos de Pequim. Um ano depois, baixou a marca para 19s19 no Mundial de Berlim, na Alemanha. Também é recordista absoluto nos 100 metros.

Com a aposentadoria de Usain Bolt se abre uma nova perspectiva na modalidade. Durante mais de uma década o jamaicano não teve concorrentes. Ele disputava uma prova olímpica como se fosse um campeonato escolar, tamanha a diferença para os concorrentes. Hoje ninguém arrisca dizer se existirá alguém que poderá, um dia, correr mais rápido do que Bolt.

Blog com A TARDE