Category Archives: Atletas

Brasileira se torna a primeira mulher negra latino-americana a subir o Everest
   6 de junho de 2021   │     16:00  │  0

A montanhista  Aretha Duarte – (Imagem: Arquivo pessoal)

Se passaram 68 anos entre a primeira vez que o topo do Monte Everest foi alcançado, em 1953, e a primeira vez que uma mulher negra latino-americana chegou ao ponto mais alto da Terra, feito concluído pela brasileira Aretha Duarte no último dia 23 de maio. A jornada de Aretha até o ponto mais alto do planeta começou bem antes de viajar para o Nepal: a montanhista arrecadou dinheiro para a expedição através de reciclagem, atividade que já praticara na infância e adolescência, além de participar em um programa de TV.

Ao longo da campanha do Everest, iniciada em março de 2020, Aretha juntou mais de 130 toneladas de resíduos destinados à reciclagem, reuniu cerca de 600 brinquedos usados e higienizados que foram distribuídos no Natal a crianças da periferia de Campinas e mais de 1.200 livros disponíveis para uma biblioteca comunitária. Após isso, ela também realizou uma campanha de arrecadação na internet, participou do quadro ‘The Wall’, no programa Caldeirão do Huck, da Rede Globo, e, na reta final, conseguiu o patrocínio de sete empresas.

“A principal diferença foi o volume. Na infância, eu queria comprar um par de patins, na adolescência foi uma máquina de lavar. Desta vez, o objetivo era maior e muita gente se engajou. Acredito que esse é um dos caminhos para realizar o que acredito”, relata Aretha sobre o trabalho com reciclagem. Ao fim, a brasileira arrecadou a quantia de R$ 400 mil que precisava e viajou a Katmandu, capital do Nepal, em 2 de abril de 2021.

Aretha precisou ficar alguns dias de quarentena obrigatória, cumprindo norma do governo nepalês, antes de iniciar a subida gradual do campo-base até os campos dois, três, quatro e, finalmente, o cume do Everest. A montanhista venceu a última etapa dos 8.848 metros na manhã do domingo (dia 23), às 10h24, pelo horário nepalês (1h39 da madrugada de domingo no Brasil). Até 2020, apenas 25 brasileiros haviam conseguido chegar ao topo da montanha mais alta do mundo. Destes, somente cinco eram mulheres.

Apesar do valor simbólico, Aretha conta que a escalada do Everest é mais difícil pelo emocional do que pela parte técnica. “É uma montanha extremamente especial, no sentido de ter facilitadores, como a fixação de cordas ao longo de toda a montanha. Então,tecnicamente posso afirmar que não é o mais alto nível. No entanto, questões emocionais, físicas, relacionadas a estrutura, logística, lidar com outras pessoas, como os sherpas (guias locais do Nepal) ou os colegas de trabalho. Então, tem uma série de adversidades, especialmente para a mulher, com questões fisiológicas e bioquímicas envolvidas. Tem momentos que as mulheres são muito mais sensíveis e emotivas do que os homens”, avalia.

Contudo, a brasileira não deixa de valorizar a conquista. “Minha sensação de chegar ao cume do Everest foi de ‘caraca, subi de nível’. Quão difícil é escalar essa montanha. É difícil precisar tudo o que senti, pois a emoção é forte. Mas pensei sobre a minha realização e o quanto ela pode servir de inspiração para as pessoas. As mulheres negras, especificamente, têm de saber disso. Elas não precisam ficar focadas só no sonho grande, mas no próximo passo, e, depois, no passo seguinte, e no outro, com constância e regularidade, até chegar ao objetivo grande. Todas as mulheres podem”, afirmou ao Estadão.

Curiosamente, até pouco tempo atrás, a montanhista brasileira não pensava em subir o pico mais alto do mundo. “Até dezembro de 2019, eu realmente não tinha interesse de escalar o Monte Everest. Achava que as pessoas queriam ir para lá para se autopromover. Eu já tinha ido ao campo base, com mais de 5.000 metros de altitude, em 2013. Mas, em dezembro do ano passado, vendo fotos de expedições no Nepal, vi o Vale do Silêncio, que está a 6.400 metros de altitude, achei impressionante e me arrepiei. Achei lindo e naquele momento quis estar lá. Assim surgiu a vontade de, um dia, escalar o Everest”, diz Aretha.
HISTÓRIA – Antes do Everest, Aretha já havia escalado outras montanhas famosas: Monte Kilimanjaro, maior da África, além de Elbrus (Rússia), Monte Roraima (Venezuela), Pequeno Alpamayo (Bolívia), Vulcões (Equador) e o Monte Aconcágua, na Argentina, o mais alto fora do Himalaia, que ela escalou cinco vezes.

PROJETO – Aretha conta que seu maior projeto no momento é uma escola de escalada para jovens da periferia de Campinas. “Justamente para eles conhecerem esse esporte, que é algo ainda distante, não é um esporte tão popular ainda. Daí, podem passar a entender o que é esse esporte, as vertentes, as possibilidades de realização e, quem sabe, se tornarem talentos que nos representem nas Olimpíadas”, afirma. A escalada estreia na Olimpíada em Tóquio e já está confirmada para a edição de 2024 dos Jogos, em Paris.

Blog com informações do ESTADÃO Conteúdo

 

 

 

 

Grávida de 8 meses ganha medalha de ouro em competição de Taekwondo na Nigéria
   9 de abril de 2021   │     11:00  │  0

Grávida de 8 meses, Aminat Idrees ganhou medalha de ouroGrávida de 8 meses, Aminat Idrees ganhou medalha de ouro – (Foto: Reprodução)

A atleta nigeriana Aminat Idrees, grávida de 8 meses, impressionou os torcedores que acompanham o Festival Nacional de Esportes 2020 na última segunda-feira, dia 5, quando levou a medalha de ouro na competição de Taekwondo pela categoria mixed poomsae. Como parte da equipe dela, também venceu o representante masculino, Arowora Roqeeb.

O perfil do campeonato compartilhou as imagens da participação de Aminat e agora os vídeos chamam atenção também de internautas ao redor do mundo.

A disputa ocorreu na cidade de Benin, no estado de Edo. Segundo o festival, a vitória garantiu o primeiro ouro para o time de Lagos. Na equipe feminina, Aminet conquistou prata na categoria poomsae. Na competição individual de mesma modalidade, recebeu medalha de bronze.

“É um grande privilégio para mim. Decidi tentar depois de treinar algumas vezes… É uma sensação muito boa”, contou Aminat à emissora norte-americana “CNN” nesta quarta-feira, dia 7. “Achei que não havia muito risco associado a isso, então decidi tentar. Meu médico, assim como o corpo organizador dos jogos, certificou-me que estava apta a participar do esporte sem contato”.

Aminat explicou que o taekwondo é um esporte de dois ramos, oferecendo a forma de combate e o poomsae, que é a modalidade que praticou e descreve como “uma forma de exercício, apenas exibindo as técnicas de mão e perna”. Originado na Coreia do Sul, a palavra significa “a arte de usar os pés e as mãos na luta”, segundo a Rede Nacional do Esporte brasileira.

Blog com EXTRA

Coração dos esportistas infectados pela Covid-19 se torna objeto de estudo
   28 de março de 2021   │     9:00  │  0

Já no centro das atenções em tempos normais, o coração de atletas infectados pela Covid-19 é monitorado de perto no momento em que eles retomam as atividades normais, uma vez que há um risco de atacar o miocárdio e até causar morte súbita em casos isolados.

“Pode haver problemas no músculo cardíaco e possibilidade de arritmias. Se há uma sequência que tentamos identificar é essa, porque o dano cardíaco pode comprometer o prognóstico vital’, explicou Sébastien Le Garrec, chefe da equipe médica do Insep (Instituto Nacional de Esporte, Especialização e Desempenho).

Check-up médico completo

Desta forma, quando um atleta infectado com Covid-19 é curado, ele passa por um check-up médico completo antes de retomar os treinamentos.

Desde setembro, foram detectados 160 casos de Covid-19 no Insep, mas nenhum grave.

“Nenhum teve miocardite, mas tivemos alguns atletas com problemas pulmonares e outros muito cansados”, disse Le Garrec.

Os exames médicos incluem um EKG, um eletrocardiograma, um teste de esforço e, se necessário, uma ressonância magnética.

Na equipe de rugby Stade Français, com vários casos antes do início da temporada, “nenhum teve lesões cardíacas”, explicou Eliott Rubio à AFP.

Neste esporte, o terceira linha William Wavrin, que joga no Stade Montois da segunda divisão, é um dos poucos que desenvolveram miocardite após ser infectado pela covid-19.

Ele voltou a treinar no início de março, após um hiato total de vários meses, informou o jornal Sud-Ouest.

Após uma infecção viral, como a gripe, os cardiologistas esportivos recomendam monitorar se a frequência cardíaca volta ao normal na semana seguinte. O conselho é pouco compreendido, mas a miocardite viral pode levar à morte súbita.

Jean-François Toussaint, diretor do Irmes (Instituto de Pesquisas Biomédicas e Epidemiologia do Esporte), confirmou que a retomada da prática esportiva deve ser monitorada.

O estudo realizado em Bordeaux visa também sensibilizar os atletas amadores, tendo em vista que as infecções por covid-19 estão aumentando na população em geral e especialmente entre os jovens.

Ciclista de 20 anos tem parada cardíaca e morre durante prova
   7 de julho de 2020   │     19:00  │  0

Niels de Vriendt teria sofrido uma parada cardíaca durante provaNiels de Vriendt teria sofrido uma parada cardíaca durante prova (Foto: Divulgação)

O ciclista belga Niels de Vriendt, de 20 anos, morreu no último sábado, durante uma corrida realizada em Wortegem-Petegem, na Bélgica, a primeira no país após a pandemia do novo coronavírus. Segundo informações da imprensa local, ele teria sofrido uma parada cardíaca.

Membro da equipe VDM-Trawobo, Vriendt perdeu a consciência ao pedalar 13km durante a prova de treinamento. Os serviços de emergência transferiram rapidamente o ciclista para o hospital Oudenaarde, onde não foram capazes de reanimá-lo, confirmou a Federação Belga de Ciclismo.

A corrida foi suspensa pelos organizadores e a Federação Belga de Ciclismo lamentou a perda em sua conta oficial no Twitter:

“Outra perda trágica hoje de um jovem corredor. Queremos expressar nossas sinceras condolências à família, aos amigos e aos colegas de Niels de Vriendt”.

Blog com EXTRA

 

Estrela paralímpica é encontrada morta durante travessia
   27 de junho de 2020   │     0:01  │  0

Estrela paralímpica é encontrada morta durante travessia a remo da Califórnia ao Havaí

A remadora Angela Madsen, (foto acima/Getty Images), foi encontrada morta, no início desta semana, ao tentar se tornar a primeira paraplégica a cruzar a remo o Oceano Pacífico, de Los Angeles ao Havaí. A americana de 60 anos deixou a costa da Califórnia em abril, em um barco de 6m, e estava sozinha.

A morte de Angela foi confirmada por sua esposa, Deb Madsen, em suas redes sociais. A Guarda Costeira dos EUA encontrou o corpo da remadora, mas a causa oficial da morte ainda não foi determinada.

“Com extrema tristeza devo anunciar que Angela Madsen não completará sua carreira solo no Havaí. O avião (de resgate) viu Angela na água, aparentemente morta, mas não conseguiu transmitir essas informações devido à fraca cobertura de satélite – escreveu Deb.

Deb também explicou que Madsen parou de responder às mensagens de texto.

“Quando chequei a caixa de entrada da mensagem principal, ela não havia retornado nenhuma mensagem. Quando olhei para o rastreamento, não parecia que ela estava remando no barco, mas sim que estava flutuando” – explicou Deb.

Madsen, que também era veterinária da Marinha dos EUA, ficou paraplégica em 1993, após sofrer um acidente durante um jogo de basquete dos fuzileiros navais, seguido de um erro na cirurgia da coluna.

Depois de um longo período de recuperação, ela entrou para os esportes paralímpicos, onde ganhou várias medalhas de ouro nos campeonatos mundiais de remo. No atletismo, Madsen também ganhou uma medalha de bronze no arremesso de peso nos Jogos Paralímpicos de 2012, em Londres.

Blog com Globo Esporte